quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Bicycle


Comecei a meditar sozinha com livros de auto-ajuda. Os que mais me influenciaram foram "Visualização Criativa" de Shakti Gawain e "Um Guia Essencial para a Força Interior". Eles ensinam a meditar fazendo "afirmações", o que algumas pessoas chamam de programação neurolinguística, e que dizem que consiste, através da repetição de palavras, em reprogramar o nosso cérebro de forma diferente, para pensar de uma forma mais positiva. Pessoalmente, não explico essa experiência dessa forma; sinto que escrever frases positivas de forma mais ou menos positiva obriga a minha energia a fluir naquela direcção e a concentrar-se progressivamente cada vez mais. Ao mesmo tempo, sou induzida numa espécie de um transe onde entro em contacto com sentimentos e vislumbres de situações que creio pertencerem a vidas passadas, mas que se trata de algo que procuro ainda explicar. A questão é que a seguir de praticar as minhas meditações, sobretudo nos últimos meses, vêm-me ideias quase sob a forma de revelações e eu sinto que tenho a percepção de coisas que de facto se vêm a concretizar mais ou menos da forma como eu as senti. São coisas pequenas, sou apenas principiante; para dizer a verdade, ainda que pareça estranho, isto não é muito mais do que andar de bicicleta; também precisa de treino e também um vez que se aprende, nunca mais se esquece...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Desejos


O desejo intenso no sentido de algo é geralmente veículo para conseguirmos esse algo mas de forma perecível, enquanto o nosso espírito não é devidamente trabalhado para tal. Muitas vezes a propria vida se encarrega de nos levar ao encontro do que tganto desejamos e nos proporciona essa aprendizagem, mas se as coisas não sucederem naturalmente, levar a cabo algumas técnicas que certos livros como o segredo e outros que tais ensinam, ajuda de facto a preparar o espírito e direcciona as aprendizagens no sentido de nos levar a interiorizar o que precisamos para chegar onde queremos, assim como nos impede de dispersar a nossa energia em desejos que não podemos obter, pelo menos não a curto prazo, canalizando essa energia para aquilo que realmente desejamos. Ajudam-nos a decidir o que realmente queremos e quando isso sucede, as coisas acontecem de facto; afinal de contas o que se passa ao nosso redor é um reflexo do que se passa dentro da nossa mente, só que controlar o rebuliço que é a nossa mente de facto complicado, quase é mais fácil controlar através do exterior... é o que muitas vezes fazemos, mas sem compreendermos que sem mudarmos o que nos vai pela mente, tudo o que sucede ao nosso redor tende a voltar ao mesmo se não existirem mudanças efectivas quanto á nossa forma de pensar e não tão simplesmente como isso, quanto ao nosso entendimento do mundo que nos rodeia. Os nossos desejos tornam-se perecíveis se os realizarmos apenas com base num desejo forte e não numa verdadeira compreensão do Universo e, sobretudo, de nós mesmos... que nos possibilita também uma correcta noção do que está ao nosso alacance a curto prazo e a sermos felizes com o que podemos ter, sem abrirmos mão de algo que realmente desejemos, mesmo que essa concretização seja muito longínqua, mas que desejemos com a confiança suficiente para que um desejo pouco provável não nos manipule nem nos faça infelizes...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Reencarnação


Não acredito simplesmente em reencarnação; a questão é que quanto mais leio, mais lhe reconheço coerência interna, como teoria. Antes de acreditar em reeencarnação, sempre achei esse um modelo demasiado simplista e achava que aquilo que nos espera após a morte é algo bastante mais complicado, pelo menos, lá está, para o nosso entendimento. Mas alguma meditação (muita, horas a fio...) e algumas leituras, levaram-me a progressivamente a perceber um pouco mais. É certamente algo que não transcende o nosso entendimento, ao contrário do que eu por vezes pensava, mas continuo a reconhecer-lhe um grau de complexidade muito grande, que conseguiremos apenas atingir se tivermos também um certo grau de trabalho a esse nível, como em tudo na vida; mas isso só se dá também quando no nosso espírito estamos prontos para que isso ocorra...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Desejos tornados realidade


As coisas não se tornam realidade simplesmente porque as desejamos muito, mas que o contrário também é adequado: se desejamos muito, é porque algures no nosso trajecto está essa meta. Separa-nos do que desejamos apenas uma compreensão mais aprofundada das coisas.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Verdadeira ajuda


Creio que o crescimento espiritual é um processo individual e que cada um deve tomar conta do seu próprio... podemos interferir para ajudar, de forma coperativa e construtiva... mas se sentirmos que tudo o que temos a dar é para nos afirmarmos como superiores, se o nosso objectivo não for ajudar, mas mostrar ao mundo como somos brilhantes e inteligentes, então não só não o mostraremos, como também não ajudaremos... a verdadeira ajuda vem de um acto abnegado, não de uma tentativa de afirmção pessoal. A verdadeira felicidade vem de sabermos que fizémos alguém verdadeiramente feliz e não que fizémos essa pessoa, por exemplo, sentir-se enganada e traída, mesmo que o nosso objectivo seja tentar ajudar, seja lá de que forma for. Quando digo que devemos fazer a outra pessoa mesmo feliz, não estou a dizer que devamos dizer-lhe uma mentira só para que fique contente... estou sim a dizer que ajudar verdadeiramente requer uma atitude meditativa como eu costumo chamar, mas que não tem directamente que ver com o processo formal de meditação, mas com um estado de profundo entendimento de si mesmo... só podemos ajudar a quem compreendemos e só podemos compreender os outros se antes nos compreendermos a nós mesmos... com traves nos olhos jamais poderemos compreender quem somos na verdade... se escondermos aquilo que somos verdadeiramente, jamais poderemos ser amados por aquilo que somos... e ainda que achemos que se nos mostrarmos como somos seremos odiados, a verdade é que se nos amarmos de verdade, se nos aceitarmos como somos, isso passa para as outras pessoas... ficamos num estado de auto-aceitação em que a nossa alma está tranquila e em paz... e não passaremos desarmonia e dor para os demais... pelo contrário; levar-lhes-emos conforto, não do superficial, do mentiroso, mas do profundo, daquele que faz os demais sentir-se compreendidos e aceites tal como são.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Meditação


“Uma pessoa com amor-próprio pode facilmente tornar-se meditativa, pois a meditação significa estar consigo próprio (…) se se detestar, como pode estar bem consigo? E meditação nada mais é que apreciar a sua maravilhosa solidão. Celebre-se; é sobre isso que é a meditação.”

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Criticar


Pág.17

“Por isso, as pessoas são excelentes críticos das fraquezas alheias. Encontram falhas em si próprias – como podem evitar encontrar falhas nos outros? De facto, encontram-nas e ampliam-nas, tornam-nas o maior possível. Parece ser a única saída; o único modo para salvar a face, você tem de o fazer. Por isso há tanta crítica e tanta falta de amor.”
As pessoas precisam sentir-se bem com elas mesmas, seja a que preço for... nem que seja constantando as fraquezas alheias... contentam-se com pouco; é um alívio momentâneo apenas, que apenas leva a que nos sintamos cada vez pior connosco mesmos... como uma droga...

sábado, 28 de novembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Somos únicos


Pág.16

“Deus escolheu-o como veículo. Escolhendo-o como veículo, já o respeita, ama-o. Ao criá-lo já demonstra o Seu amor por si. (…) Não o fez por acidente, fê-lo com um destino próprio, com um potencial determinado, com a promessa de uma glória que poderá alcançar.”

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Transbordar de Amor


Pág.15

“Foi desenvolvendo o medo a cada ser com amor-próprio – que é o primeiro passo para o amor (…). Um homem com amor-próprio respeita-se a si mesmo. E aquele que se ama e respeita a si mesmo, respeita os outros (…).
Aquele que tem amor-próprio desfruta tanto do amor, torna-se tão bem aventurado, que o amor começa a transbordar, alcançando outros.”

É a melhor forma de se conseguir dar, sem vir a cobrar mais tarde... o que significa que não démos verdadeiramente...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Amor e Egoísmo


Pág.14

“(…) na sua perspectiva, amar-se a si próprio é egoísmo. Condenam mais o amor-próprio do que qualquer outra coisa.
E souberam fazer o seu ensinamento parecer muito lógico. (…)
Os sacerdotes e os políticos estão conscientes do fenómeno: impedindo as pessoas de ter amor-próprio, terão eliminado a sua capacidade de amar. Então, aquilo que acreditarem ser amor será um sucedâneo. Será um dever, mas não amor (…)
O amor desconhece o dever. A obrigação é um fardo, uma formalidade. Amor é alegria, partilha; o amor é informal. O amante nunca sente “Ele é-me devedor”. Pelo contrário, sente: “Visto o meu amor ter sido aceite, eu tenho responsabilidades. Ele favoreceu-me recebendo a minha dádiva, não a rejeitando.”


Amor incondicional


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Amar-se a si mesmo


Pág.13

“Se um homem não se amar a si mesmo, não poderá amar ninguém. A lição é ardilosa – dizem “ama os outros”… porque sabem que, se não se amar a si mesmo, nunca será capaz de amar.”

Partidas e Chegadas


Chegar é atingir o que se procura... de facto, muitas vezes, quando se atinge o que se prcura, desencantamo-nos. É por isso que acabamos a nunca conseguir chegar onde queremos... porque temos medo desse desencanto. Mas conseguirmos aquilo que queremos e sermos felizes com aquilo que queríamos, é apenas uma questão de hábito. É preciso aprendermos a reconhecermos quando chegámos, porque às vezes chegamos e não nos apercebemos... e o desencanto na chegada é, normalmente, indício de que ainda não se chegou...
Inspirado aqui.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Amor e Rebeldia


Pág.13

“O amor é alimento para a alma. Tal como a comida é para o corpo, assim o amor é para o espírito. Sem comida, o corpo enfraquece, sem amor a alma enferma. E nenhum Estado, nenhuma Igreja, nenhum interesse investido quis gente com almas fortes, pois alguém com energia espiritual tem necessariamente de ser rebelde.
O amor torna-o rebelde, revolucionário. O amor dá-lhe asas para se elevar. O amor confere discernimento perante as situações, para que ninguém possa enganá-lo explorá-lo, oprimi-lo.”
Aquele amor que cega... não é amor verdadeiro...

Frente a Frente de José Saramago com Padre José das Neves

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Deus e Amor


Pág.12

“Posso abdicar facilmente da palavra Deus (…), mas não posso esquecer a palavra amor. Se tiver de escolher entre as duas palavras, amor e Deus, escolho a primeira; (…) todos os que conhecem o amor estão destinados a conhecer Deus. Mas o inverso não acontece: os que teorizam acerca de Deus e filosofam acerca de Deus poderão nunca conhecer o amor – e, igualmente, não conhecerão Deus.”

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Traves


Se uma certa realidade não existir em nós, não a conseguiremos identificar nos demais... mas certamente ela pode existir em nós de forma consciente o devidamente controlada e ainda assim conseguirmos identificá-la nos demais... essa é, aliás, a melhor forma de ajudar, é conhecer uma determinada realidade para podermos falar acerca dela... a trave no olho é de facto algo de preocupante, por isso convém fazer algo para aprofundar a nossa consciência das coisas... permaneceremos para sempre com traves não só nos olhos, mas na alma e em todo o lugar se não tivermos a coragem de enfrentar a verdade a nosso próprio respeito e nos assumirmos como somos... e permanecermos escondidos atrás de mentiras que inventamos, de realidades alternativas que criamos... por vezes contentamo-nos com tão pouco...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Espiritual versus materialismo


Certamente devemos priorizar o que é do âmbito do espírito... mas separar as águas é da única e exclusiva responsabilidade de cada um de nós, sendo que as religiões podem, efectivamente, dar um contributo positivo com algumas ideias e sugestões em que nos podemos inspirar, mas não se pode querer substituir ao entendimento e ao trabalho de reflexão e ligação de ideias a que cada um de nós tem de se dar de forma individual. As nossas crenças são únicas, porque nós também somos únicos; não existe conceito vindo do exterior que possa constribuir para a construção das nossas crenças sem o nosso aval... e colarmo-nos a crenças pré-existentes é indício de uma fraca consciência individual. Isso pode e deve ser combatido se explorarmos a nossa identidade e isso pode e deve ser feito em contextos diversificados, de forma a explorarmos as nossas potencialidades em contextos diversos... a própria internet facilita muito esse processo, permite a expansão da nossa identidade de forma relativamente livre, mas convém variar os contextos, como é óbvio, para que consigamos tomar cnsciência de quem somos em contacto com o mundo e das nossas múltiplas facetas, integrando-as numa só que é a nossa identidade. Se o materialismo existe, contudo, existe por algum motivo... e como tudo existem facetas negativas e positivas em tudo. O materialismo pode tornar-se pernicioso se for colocado à frente das coisas do espírito, mas se for utilizado para as complementar, já não terá essa forte componente negativa.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A dor da morte


Que bom seria se todos nos tornássemos suficientemente conscientes para que a dor da morte pudesse ser transcendida... lá porque encaro a morte como uma passagem, lá porque sei o que ela significa, sei que vivenciar isso de que costumo falar encontra-se ainda longe das minhas possibilidades, pois ainda não atingi o desenvolvimento espiritual que seria necessário, pelo que vivenciar um processo de reencarnação está ainda longe daquilo que a minha mente pode conceber... se alguém de quem eu gosto sofresse essa transformação, eu sofreria certamente, e muito... ainda que tivesse esperança de vir a reencontrar essa pessoa. Acho que a morte não é desejável; uma progressão sem transformações bruscas é indício de equilíbrio de energias; e acho também que embora possamos de devamos falar dela sem tabus nem medos particulares, a verdade é que acho que não devemos brincar com algo que ainda não sabemos bem como funciona e como controlar... isso simplesmente não revela bom senso. Possuo um coração puro e com facilidade me afeiçoo às pessoas, pelo que a morte, ainda que seja de alguém não muito próximo, me perturba... por vezes escrever sobre estes assuntos deixa-me com receio de ser mal entendida e de sofrer por julgamentos de terceiros que possam ser feitos de forma precipitada, sem conhecer a grande complexidade da rede de argumentos e raciocínios que existe por detrás de cada ideia aqui proferida. Espero que todos aqui consigam compreender e manter uma postura cautelosa face ao que aqui é dito. Tratam-se de assuntos complexos que não devem ser entendidos de forma leviana.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A morte faz parte da vida



Talvez não conheçamos a morte, mas certamente conheceremos aquilo que hoje entendemos por morte. Nada existe que não possa ser conhecido, caso contrário, para quê existir? Não creio que a morte se trate da negação do ser; a morte, quanto a mim, é uma transição onde a nossa parte mais densa se separa da nossa parte mais subtil e energética, ficando esta primeira para trás e sofrendo um processo de transformação, enquanto a outra prossegue, permanecendo num estádio intermédio antes que um novo agregado da matéria densa se lhe venha juntar. A morte faz parte da vida, ela é necessária à vida, sem morte a vida não se renovaria, a vida não seria possível, o ciclo não se completaria.

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Calar

Não cales... se calares, nada aprenderás... deixa que os sons se libertem... ouve o que existe de mais profundo na tua alma, escuta o que tu tens para te dizer...


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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sumo


Qualquer curva da vida nos pode trazer felicidade... em todas elas reside essa possibilidade, porque ela não reside verdedeiramente nessas curvas, mas sim em nós e na nossa capacidade de vermos as inúmeras formas positivas de aproveitar o que cada circunstância tem para nos oferecer... claro que algumas acabam por se revelar bloqueantes e, de facto, pelo menos a curto prazo, pouco nos ajudam... é por isso que, se prepararmos o nosso espírito para receber melhor o que a vida tem para oferecer e dala formos capazes de tirar mais ensinamentos, a vida devolve-nos situações mais ajustadas à nossa própria preparação espiritual... e acaba por ser progressivamente menos provavel a ocorrência dessas mesmas situações bloqueantes... à medida que o grande "sumo" de frutas que é a nossa consciência vai ficando mais líquido, as suas partículas mais finas e menos materiais, é cada vez menor a probabilidade de ocorrerem "grumos", ou aglomerados que tiram a piada ao nosso suminho fantástico...

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

A mente protótipo do Universo



Gosto sempre de comparar o Universo em que nos encontramos à imagem das matrioskas: funciona mais ou menos tudo sempre da mesma maneira, só diferindo nos referenciais, nas dimensões, enfim, aquilo que torna tudo relativo e nos afasta do absoluto. Explorando até ao seu máximo expoente a nossa própria mente, encontraremos as leis pelas quais se rege o Universo em que nos encontramos, já que a nossa mente é uma espécie de protótipo do próprio Universo. Já lá diz a Matemática: assim como o todo cabe na parte, a parte também cabe no todo. Claro que é da união das ideias de todos que é constituída a verdade, mas todos possuímos o todo em nós. Em nós residem também as ideias alheias. Somos todos feitos do mesmo.

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Medo


Quanto ao medo, a sua origem reside na matéria, na densidade da alma, numa mente não fluída, em bruto, não trabalhada. Quando a mente se encontra densa, os caminhos, que existem sempre, ficam invisíveis ao nosso olhar; não conseguimos perceber as saídas, ficamos presos, sofremos, interpretamos como punição, mas curiosamente a dor é um processo de fluidificação da mente; ela torna-a (em princípio), mais fluída, deixando-nos mais propensos, nem que seja apenas por pouco tempo, a vislumbrar, precisamente, essas mesmas saídas. Obviamente, é o processo primordial; não devemos permanecer nele; é nossa missão buscar alternativas. E a melhor alternativa ao sofrimento é buscar essa mesma fluidificação da mente e do pensamento através de métodos próprios, como todos aqueles que nos levam a estados meditativos. Não somos perecíveis; nada é neste mundo, pelo que não existe a necessidade de medo; os nossos medos são sempre infundados, de alguma forma, pois correspondem a formas limitadas de olhar a realidade e a concretização desses mesmos medos significa que não fomos capazes de encontrar uma forma satisfatória de lidar com a situação que nos foi colocada, algo absolutamente normal uma vez que somos humanos.


Imagens daqui.

Texto inspirado aqui.

domingo, 8 de novembro de 2009

Todos diferentes, todos iguais


Explorar as nossas diferenças é, quanto a mim, absolutamente essencial para o desenvolvimento da Humanidade como um só organismo e também, obviamente, para o desenvolvimento de cada um de nós. Afinal de contas, dentro de cada um de nós reside o todo; quantas mais facetas nossas explorarmos, mais próximos do todo andaremos, mais sábios seremos, maior o nosso auto-conhecimento. Quem estuda Matemática sabe que é assim que o Universo funciona: se explorarmos conscientemente as nossas diferenças, se fizermos do ser diferente uma filosofia de vida, não simplesmente ser diferente por ser, mas ser-se diferente porque se É e se tem consciência daquilo que se É, um dia chegaremos a um consenso quanto ao essencial. Afinal de contas... todos diferentes... mas no fundo, todos iguais. Quanto a mim, o segredo de uma maior paz e de uma maior harmonia no nosso planeta diz respeito, precisamente, à exploração das nossas próprias diferenças, que nos levará no caminho de encontrarmos as nossas semelhanças e pontos consensuais (vindo exclusivamente do sentimento interior de cada um de nós) que facilitarão uma vida mais pacífica entre os habitantes deste planeta e, provavelmente, não só.

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sábado, 7 de novembro de 2009

Dar e receber



Cada pessoa tem as suas razões, é um facto. Mas da qualidade daquilo que damos ao mundo, depende a qualidade do que recebemos; se damos pouco, tendemos a receber pouco também. Pelo que é interessante compreendermos as nossas próprias razões; se o fizermos, os outros compreendê-las-ão também, não só porque podemos explicar-lhes, mas também porque isso lhes é passado de forma até inconsciente; os outros detectam e respeitam a nossa ordem interior. Poderemos então interagir mais, ensinar mais, dar mais; receberemos mais também, aprenderemos nós mesmos mais também.




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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Preconceito


A nossa mente assenta sobre preconceitos; mas como em todas as nossas missões nesta existência, é precisamente no sentido de contrariar essa tendência primordial que devemos agir. Se temos uma mente que assenta em preconceitos, é suposto que nos desfaçamos ao máximo destes. Atravancar a nossa mente com preconceitos é como atulhar uma arrecadação com objectos fora de ordem; todos eles fazem falta: faz sempre tudo falta, mas para poderem ser devidamente utilizadas as coisas devem estar ordenadas, eventualmente até catalogadas e os caminhos de acesso desimpedidos. Só assim conseguiremos aceder aos objectos da arrecadação quando deles houver necessidade. Um preconceito é uma ideia pré-concebida de forma rígida, sem ter em conta as variáveis da situação a que se aplica. É uma caixa de cartão anónima no meio do caminho: ocupa espaço e impede o movimento. Para uma mente sã não é preciso deitar nada fora, mas é preciso sim ter capacidade para reciclar, a criatividade que é preciso para adaptar velhas coisas a novas situações. O preconceito quer trabalho de análise e não simples repressão do conceito. Tudo aquilo que é reprimido volta a surgir, qual erva daninha.

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Resignação


É, por isso, muito importante auscultar o nosso interior e perceber do seu estado de felicidade e tranquilidade. Por vezes enganamo-nos a nós próprios dizendo que somos felizes como somos e na realidade existe muito lixo de baixo do tapete. Creio que a melhor forma de combater a resignação é tentarmos tornar-nos pessoas melhores a cada dia, a cada instante, fazer dessa a nossa principal motivação de vida. Assim, jamais cairemos na resignação, pois necessitaremos estar permanentemente em contacto com o nosso interior, a reflectir permanentemente sobre nós mesmos, a nossa interacção com o mundo, as nossas atitudes. Para mudar o mundo é necessário mudar-nos a nós próprios e para nos mudarmos a nós próprios, é necessária essa atenção ao nosso interior, essa permanente vontade de progressão e essa não resignação. Progredir, por outro lado, pede que sejamos capazes de retirar o máximo de ensinamentos das lições que nos são oferecidas diariamente, pelo que é interessante que, pelo menos inicialmente, as aceitemos, ainda que, supostamente devamos adaptá-las a nós próprios (e não nós a elas). O nosso verdadeiro Eu surge assim à medida que progredimos e potenciamos quem somos e o que somos através da prática de procurarmos ser o melhor possível, coisa que também só se atinge através de uma profunda análise e reflexão sobe nós mesmos e o Universo. Profunda e, sobretudo SINCERA reflexão a esse respeito. Creio ser essa aparte mais difícil, a capacidade de sermos sinceros connosco mesmos, a capacidade de olharmos para dentro de nós mesmos e termos a coragem e a confiança que é preciso para dizermos: é isto que deve ser alterado, e isto e isto. O facto de querermos melhorar e de estarmos a fazer por isso e de admitirmos os momentos em que devemos reavaliar as nossas atitudes, dá-nos o direito de não sermos perfeitos. E esse direito guarda-nos da punição.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Verdade



Dizem os chineses: Se precisar disparar a flecha da verdade, primeiro molhe a sua ponta no mel.

(Paulo Coelho)

A verdade é um tesouro muito precioso... todos nós temos um pouco dessa verdade... e quanto mais verdade, mais poderosa... e perigosa... é preciso responsabilidade, pois se a utilizarmos da forma errada, o mais fácil será que se vire contra nós... e quem usa a verdade para magoar, é porque não percebe assim tanto acerca dela... quanto mais nos aproximamos da verdade, melhor percebemos o quão ínfimos somos... mais aumenta a nossa humildade... mas o nosso poder também.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009


Julgar-se pior que os outros é um dos mais violentos actos de orgulho, porque é usar a maneira mais destrutiva possível de ser diferente.

(Paulo Coelho)

Se, por algum motivo, nos achamos piores do que os outros... então é fácil; basta tentar melhorar. E se não sabemos como fazer para melhorar, questionemo-nos então o que podemos fazer para ser pessoas melhores (provavelmente a única coisa que realmente interessa). E se não sabemos o que fazer para ser pessoas melhores, então... meditemos... e aguardemos... pois a resposta acabará a chegar até nós....

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Poder da Meditação, Manon Arcand - Vida: para além da vida e da morte


Pág.22

Os guias e os mestres espirituais das tradições hindu, taoista e budista, entre outras, utilizam frequentemente o termo meditação no sentido de Ser, de Vida. (…) A meditação é, neste caso, compreendida como a Vida com V maiúsculo, para além da vida e da morte, sendo esta Vida Ser puro, Consciência pura, beatitude infinita; é o que somos fundamentalmente, na realidade.

Conhecimento e transformação


Conhecimento sem transformação não é sabedoria.

(Paulo Coelho)

Erros


Acerte em tudo que puder acertar. Mas não se torture com seus erros.

(Paulo Coelho)

A melhor forma de lidar com eles é percebermos por que motivo os cometemos... e melhorarmos os nossos aspectos que nos levaram a cometer esses mesmos erros... na verdade, nunca erramos verdadeiramente, quando temos a humildade de reconhecer que poderíamos agir melhor do que fizemos...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Poder da Meditação, Manon Arcand - Representantes de Deus


A compreensão que devíamos dar a Deus demos também aos seus representantes religiosos que supostamente eram modelos de harmonia e paz. Acreditámos nessas pessoas que, por vezes, traíram a nossa confiança, por intolerância ou abuso de poder. Então, tornámo-nos cépticos, desconfiados, conservando apenas uma vaga fé numa força superior de que raramente falamos.
Tentar compreender racionalmente o absoluto é como tentar conhecer o gosto de um fruto sem nunca o provar (…).
(...)
A meditação é um processo, uma via preparatória para “provar” o divino que somos fundamentalmente, para tomarmos pessoalmente consciência desta realidade.

Mudar o mundo começa por mudar-se a si próprio


“No começo, eu tinha o entusiasmo da juventude. Pedia a Deus que me desse forças para mudar a humanidade. Aos poucos, percebi que isto era impossível. Então passei a pedir a Deus que me desse forças para mudar quem estava a minha volta”.

“Agora já estou velho, e minha oração é muito mais simples. Peço a Deus o que devia ter pedido desde o começo”.

“Peço para que consiga mudar a mim mesmo”.

(Paulo Coelho)




segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Poder da Meditação, Manon Arcand - Experienciar Deus a partir do interior



Pág.19

A religião cristã ordenou-nos – e ordena-nos ainda muitas vezes – que acreditemos unicamente, e não que conheçamos ou sintamos. Acreditar implica confiança, fé, abertura do coração sem saber, sem ver. Deus, para uma grande maioria dos católicos, por não ter sido “sentido” do interior, porque não foi objecto de uma tomada de consciência, de uma experiência pessoal directa e convincente, apenas existia – e, ainda hoje existe – intelectualmente, hipoteticamente. Não podendo apoiar-nos na nossa própria experiência do divino, tivemos que nos cingir à compreensão transmitida pelos seus representantes, o que originou incompreensão entre o discurso oficial sobre Deus e a nossa própria experiência na vida quotidiana.

Caridade


A verdadeira caridade é impalpável como a luz e invisível como o perfume: dá o calor, dá o aroma, mas não se deixa tocar nem ver.

(Coelho Neto)

domingo, 25 de outubro de 2009

O Poder da Meditação, Manon Arcand - Religiões



Págs.18 e 19

O declínio da religião católica é outro factor que favoreceu a popularidade da meditação (…), na relação que esta permite estabelecer com o divino, o Absoluto. O cristianismo quase sempre nos apresentou o Absoluto, Deus, como um Ser do Além, inacessível, ao qual deveríamos obediência e que, frequentemente, nos culpabilizava; não nos incitava a experimentá-lo a partir do interior, mas a obedecer-lhe do exterior, como uma criança obedece a um pai que detém a autoridade suprema.

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Servir o Amor



Pág.12

“Sirva o amor através do amado, para que nunca fique prisioneiro dele. E quando alguém não é prisioneiro do amante, o amor atinge o seu auge.”


Acima de tudo, sejamos "escravos" do amor... do verdadeiro amor, do que é incndicional... e libertar-nos-emos...

Filtros


"Às vezes um acontecimento sem importância é capaz de transformar toda a beleza em um momento de angústia. Insistimos em ver o cisco no olho, e esquecemos as montanhas, os campos e as oliveiras"

(Paulo Coelho)

sábado, 24 de outubro de 2009

Talvez...


"Deus com Sua infinita Sabedoria, escondeu o Inferno no meio do Paraíso para que nós sempre estivéssemos atentos."

(Paulo Coelho)

... ao contrário... eu diria que é ao contrário; Deus escondeu o Paraíso no meio do Inferno... para ver quantos de nós acreditam na farsa de que isto é realmente o Inferno que parece ser... e quantos de nós se contentam com isso e se deixam estar... sem fazer nada para procurar qualquer coisinha um bocadinho melhor...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Paz


“Paz não é aquilo que encontramos em um lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho duro, mas o que permite manter a calma em nosso coração, mesmo no meio das situações mais adversas. Este é o seu verdadeiro e único significado."

(Paulo Coelho)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Coração e liberdade


Isto é a liberdade: sentir o que o seu coração deseja, independente da opinião dos outros.

(Paulo Coelho)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O mundo, um tesouro imenso


Quem deseja travar o bom combate tem de olhar o mundo como se ele fosse um tesouro imenso que está ali à espera de ser descoberto e conquistado.

Paulo Coelho, Diário de Um Mago

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Inesperado


É preciso correr riscos. Só percebemos realmente o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça.

Paulo Coelho, Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei E Chorei

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Tesouro


O teu coração está onde está o teu tesouro. E o teu tesouro precisa ser encontrado para que tudo possa fazer sentido.

Paulo Coelho, O Alquimista

Jamais veremos sentido no mundo... não não virmos o ciclo fechado... se não virmos a conclusão de uma situação. E uma situação só está concluída quando há paz e contentamento... se há dor e incompreensão, significa que ela ainda não terminou...

domingo, 18 de outubro de 2009

Espalhar Felicidade


A melhor maneira de servir Deus é indo ao encontro dos seus próprios sonhos. Só quem é feliz pode espalhar a felicidade.

Paulo Coelho, Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei E Chorei