sábado, 31 de janeiro de 2009

Opinião sobre o livro "Crise de Consciência"

É raro achar alguém que ainda não tenha sido contactado por um casal de Testemunhas de Jeová. De manhã à ida para o local de emprego, num sábado à tarde ou num domingo de manhã, quer faça sol ou chuva, é difícil não ter já sido contactado por elas. As Testemunhas de Jeová estão actualmente em mais de 200 países, reunindo pessoas dos quatro cantos do mundo num número que excede os seis milhões de pessoas.

Como funciona a organização por detrás do nome Testemunhas de Jeová? De que forma são tomadas as decisões pela liderança? Que implicações têm na vida de milhões de pessoas?

Este livro é um relato surpreendente de alguém que conhece a Organização "por dentro" e que sentiu como o poder corrompe o mais nobre dos objectivos.

Daqui.

Raymond Victor Franz na wikipédia.

Mais sobre este livro...

Uma visão penetrante do conselho supremo de uma religião e seu dramático poder sobre vidas humanas.

O livro vai muito além da narrativa da crise pessoal de Franz. Ele descreve a crise bem maior com a qual se defrontam as Testemunhas de Jeová em todo o mundo.
Revista Christianity Today

Uma visão franca e informativa ímpar da estrutura de atividade e do funcionamento interno da organização religiosa conhecida como Testemunha de Jeová.
...o livro é um pungente documento pessoal, que afirma o valor da liberdade de consciência e convida a uma atenção renovada para o problema clássico de como manter aceso este valor em face do perene ressurgimento das estruturas burocráticas e autoritárias.
Dr. Jeseph F. Zygmunt
Professor Adjunto do Departamento de Sociologia da Universidade de Connecticut

Esplêndido!... Havia tantos paralelos entre a experiência do autor e a minha que eu me mantinha em estado de contínuo espanto. Ao que parece, todos os grupos religiosos pequenos, a menos que sejam fortalecidos pela verdadeira compreensão da graça de Deus, vêm a cair na mesma armadilha e a comportar-se da mesma maneira.
Dr. Desmond Ford
Ex-teólogo dos Adventistas do Sétimo Dia e professor do Pacific Union College,
destituído por motivo de consciência.

Ele sacode as consciências... uma advertência do que pode acontecer quando o indivíduo entrega a uma organização, seu direito divinamente concedido de tomar decisões.
Kim Kimmons
editora gerente The Franklin Press

Nos anos passados, muita literatura (sobre as Testemunhas de Jeová) de qualidades variadas, tem sido publicada... com algumas exceções, ela tem sido deficiente, quanto analisada do ponto de vista da crítica erudita... Uma obra bem documentada sobre este polêmico movimento finalmente torna-se disponível para as Testemunhas e para o público em geral...
Nenhum erudito sério ou leitor, portanto pode agora ignorar a informação apresentada por Raymond Franz.
Uma falha comum aos autores que se acham na obrigação de expor os erros reais ou imaginários dentro do movimento religioso com o qual por fim são forçados a romper, são os sentimentos de ressentimento e amargura. Pouco disso será encontrado em Crise de Consciência. Pelo contrário, o tom calmo desperta-nos o respeito e admiração.
Dr. Ingemar Linder, TH.D
Dagen, Estocolmo, Suécia

Um relato comovente... uma história de vida, que traz à luz o funcionamento e as atividades internas da organização (Torre de Vigia).
Archives de Sciences Sociales des Religions, Paris, França

A tendência da autoridade religiosa de buscar dominar ao invés de servir, e a luta dos que não querem perder sua liberdade de consciência dada por Deus - estes componentes formam a essência da narrativa franca e muito pessoal de Crise de Consciência. O cenário do conflito é a associação de um grupo religioso específico, as Testemunhas de Jeová.

Os mesmos temas fundamentais que assinalam esta narrativa, contudo, podem surgir dentro de qualquer religião do mundo.

Começando nos anos posteriores a 1870 como grupo independente de estudo bíblico, formado por por um punhado de pessoas em Pittsburg, Pensilvânia (EUA), as Testemunhas de Jeová já contam hoje com mais de seis milhões de adeptos em cerca de 200 países.

Quando sua agência editorial, a Sociedade Torre de Vigia, lança um novo livro, a impressão inicial regular é de um milhão de exemplares, seguidos de outros milhões. Nos países em que estão ativas, poucas pessoas ainda não tiveram contato com as Testemunhas em resultado de sua intensa atividade de porta em porta.

Assim mesmo, para a maioria das pessoas, esta continua a ser uma religião semi-misteriosa. De modo mais notável, bem pouca das próprias Testemunhas têm qualquer conhecimento dos processos de elaboração de doutrinas e criaçãoi de normas de sua própria organização. As deliberações de seu Corpo Governante, que tem autoridade mundial, ocorrem em total sigilo. Assim mesmo, as decisões do Corpo se aplicam - e de modo obrigatório - a todas as Testemunhas da terra.

Tendo sido um membro de terceira geração das Testemunhas de Jeová, o autor viveu entre elas os primeiros sessenta anos de sua vida, servindo em diversos países e em todos os níveis da estrutura organizacional. Desses sessenta, os últimos nove ele passou no conselho executivo central, o Corpo Governante. Aqueles anos o levaram à crise de consciência que tornou-se tema deste livro.

É uma narrativa ímpar. Proporciona ao leitor uma visão das sessões decisórias de um conselho religioso fechado, e do poderoso, e às vezes dramático, impacto que suas decisões têm sobre as vidas das pessoas. Apresentada com sensibilidade e compaixão, a informação suscita ao mesmo tempo questões bem fundamentais, que tanto afetam quanto estimulam a nossa consciência.

Retirado daqui.

Mais referências interessantes a respeito deste autor e deste livro aqui.

Crise de Consciência de Raymond Franz (por David A. Reed)


Crise de Consciência, de Raymond Franz (ex-membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová), editora Hagnos, Fevereiro de 2002.

Este livro foi banido, mesmo antes de ter sido escrito.

O autor, Raymond Franz, tinha estado sob excomunhão pela Sociedade Torre de Vigia (Testemunhas de Jeová) desde 1981, quando foi excomungado por ter tomado uma refeição com um indivíduo que tinha sido anteriormente banido, e que era o seu senhorio. Cinco milhões de Testemunhas de Jeová estão agora proibidas de falar com Franz, ler o livro dele, ou até mesmo dizer "Olá" se o encontrarem na rua.

E a Watchtower faz bem em escudar os seus seguidores deste homem -- se quer que eles continuem a ser seguidores. Sobrinho do falecido presidente da organização, Fred Franz, Raymond passou nove anos como membro do seu altamente secreto Corpo Governante. A informação interna que Franz agora revela no seu livro é suficiente para abalar a fé de qualquer Testemunha de Jeová -- não em Deus, mas na organização que alega ser o porta-voz de Deus.

Pode o pequeno Pedrinho receber um transplante de órgão, ou os pais dele têm de recusar? Pode a D.ª Paula fazer o que o marido dela quer na cama, ou tem de dizer "NÃO"? Pode o António aceitar trabalho num hospital como alternativa ao serviço militar, ou tem de recusar e ir para a prisão? Se os pais do pequeno Pedrinho, a D.ª Paula e o António forem Testemunhas de Jeová, as respostas que eles dão vêm da sede da Torre de Vigia, em Brooklyn, Nova Iorque. E a palavra final pertence ao Corpo Governante.

Como membro desse grupo de elite, Ray Franz tinha de participar na tomada destas decisões para as Testemunhas em toda a terra. À medida que os votos do Corpo Governante oscilavam para um lado e para o outro -- e milhões de vidas familiares das Testemunhas ou até as próprias vidas das Testemunhas oscilavam na balança -- Franz começou a ficar cada vez mais arrasado com o que via acontecer.

Um dos capítulos descreve em detalhe como é que o Corpo Governante decidiu que certa conduta entre marido e esposa na cama seria pretexto para divórcio e desassociação (excomunhão formal e ostracismo). Depois do édito ser promulgado (na The Watchtower de 1.º de Dezembro de 1972, pp. 734-736 [A Sentinela de 1.º de Novembro de 1973, pp. 670-671]) muitos casamentos acabaram como consequência disso. Sete anos mais tarde, o Corpo Governante mudou de opinião e inverteu a política.

Da mesma forma, o Corpo Governante estava a legislar outros assuntos pessoais para as Testemunhas de Jeová: tratamento médico, relacionamentos familiares, etc. As Testemunhas de Jeová na base da pirâmide hierárquica aceitaram as decisões do Corpo Governante como sendo a "Lei de Deus," mas Ray Franz sabia que cada decisão era meramente o produto de esquesitices humanas, opiniões e preconceitos dos seus pares à medida que eles atiravam idéias para cima da mesa e as punham a votos. Franz lembrou-se das palavras de Jesus aos Fariseus: "Assim vós anulais a palavra de Deus por causa da vossa tradição... os ensinos deles não são outra coisa senão regras feitas pelo homem." (Mateus 15:6, 9, New International Version)

Tal como os Quakers, Menonitas, Adventistas do Sétimo Dia e outros, as Testemunhas de Jeová têm recusado pegar em armas como soldados. Mas, ao contrário deles, as Testemunhas também têm recusado "serviço alternativo" civil, como trabalho em hospitais. (As Testemunhas dizem ao juiz que as suas decisões são o resultado de consciência pessoal, mas na realidade, qualquer Testemunha que não siga as instruções da organização será "desassociada" -- cortada de toda a associação com família e amigos -- exactamente como se fosse excomungada.) Esta prática veio a discussão numa série de reuniões do Corpo Governante em 1978.

Foi feita uma moção em cada uma dessas reuniões para permitir às Testemunhas de Jeová aceitar trabalho civil em hospitais. Em todas as reuniões a maioria do Corpo Governante (Franz diz os nomes deles) votou a favor da mudança. Mas a resolução nunca foi aprovada, porque era necessária uma maioria de dois terços. Por causa disto, rapazes jovens entre as Testemunhas de Jeová continuaram a recusar trabalho civil em hospitais -- enfrentando assim sentenças de prisão -- embora a maioria do Corpo Governante achasse que não havia qualquer objecção a tal trabalho.

Outro assunto de "consciência" para as Testemunhas envolvia os cartões de membro de partidos políticos. Quando os governantes do país Africano Malawi exigiram que os cidadãos comprassem "cartões do partido," a Watchtower Society tomou posição contra isso. Por aderirem a esta posição, as Testemunhas do Malawi foram presas, espancadas e sofreram outros maus tratos às mãos dos leais ao governo.

Entretanto, no México as Testemunhas tinham o hábito de subornar funcionários para obter cartões identificando-os como membros da reserva que tinham cumprido um ano de serviço militar. Não ter a cartilla resultaria em alguns inconvenientes, mas não no tipo de sofrimento que as Testemunhas enfrentavam no Malawi. Franz conta em pormenor como a sede da Watchtower deu a sua aprovação a ambas as políticas, deixando as Testemunhas de Jeová Africanas enfrentar perseguição brutal, enquanto permitiam que as Testemunhas Mexicanas comprassem cartões 'por debaixo da mesa.' Isto causou muito sofrimento em África. E contribuiu para a "crise de consciência" por que Raymond Franz passou como membro do Corpo Governante cujos votos reforçavam estas regras contraditórias.

A parte final de Crise de Consciência é dedicada aos acontecimentos que envolveram a remoção de Ray do Corpo Governante e a subsequente expulsão da organização das Testemunhas de Jeová. Se não fosse pelo contexto actual e pelas questões doutrinais peculiares às Testemunhas de Jeová, a história seria muito semelhante a qualquer julgamento por 'heresia' pela Inquisição medieval. Ou a evidência baseada em rumores e 'ouvir dizer' poderia ter sido tirada do julgamento das bruxas de Salem do Massachusetts colonial.

É verdade que as vítimas da Inquisição foram queimadas na estaca e as bruxas de Salem foram enforcadas, enquanto Raymond Franz foi apenas privado do seu sustento, difamado publicamente, e cortado da associação com a família e amigos de longa data. Ainda assim, ficamos com a impressão de que a única razão porque Franz é hoje um escritor, em vez ser de um cadáver, é que a Watchtower Society [Sociedade Torre de Vigia] não pode administrar a pena capital. Contudo, do ponto de vista das Testemunhas de Jeová, Franz é um homem morto. Crise de Consciência será de especial interesse para as Testemunhas de Jeová -- as poucas que se atreverem a lê-lo. Mas este livro dá-nos a todos algo em que pensar acerca do nosso relacionamento pessoal com Deus e da nossa atitude para com homens que alegam ter autoridade religiosa.

Retirado daqui.

"Este é, creio eu, um dos aspectos estranhos do nosso tempo, que algumas das medidas mais rigorosas para restringir expressões da consciência pessoal tenham vindo de grupos religiosos uma vez conhecidos por sua defesa da liberdade de consciência.

Alguns talvez digam que o problema não é realmente tão simples como se apresenta aqui, que há outras questões cruciais envolvidas. Que dizer da necessidade de unidade religiosa e de ordem? Que dizer da necessidade de protecção contra os que espalham ensinos falsos, divisórios e perniciosos? Que dizer da necessidade do devido respeito à autoridade?

Quem pode contestar o facto de que o mau uso da liberdade pode levar à irresponsabilidade, desordem, e acabar em confusão e até em anarquia? A paciência e a tolerância podem, da mesma forma, tornar-se nada mais que uma desculpa para a indecisão, passividade e o rebaixamento de todas as normas. Até o amor pode transformar-se em mero sentimentalismo, uma emoção mal dirigida que não atenta em fazer aquilo que é realmente necessário, com conseqüências cruéis.


No entanto, qual é o efeito quando a "orientação" espiritual se transforma em dominação mental, até em tirania espiritual? Que acontece quando as qualidades desejáveis de unidade e ordem são substituídas por exigências que visam uma conformidade institucionalizada e por uma regimentação legalista? Quais são as consequências quando o devido respeito à autoridade se converte em sujeição servil, em submissão total, numa renúncia da responsabilidade pessoal diante de Deus de fazer decisões baseadas na consciência individual?

Estas perguntas devem ser consideradas para que a questão não venha a ser distorcida ou falsificada. O que segue neste livro demonstra de maneira muito nítida o efeito que estas coisas têm nas relações humanas, as posições insólitas e as acções que tomam as pessoas que só vêem um lado da questão e os extremos a que chegam a fim de defender esse lado.

Talvez o maior proveito em examinar isto esteja, creio eu, na possibilidade de ajudar-nos a compreender mais claramente quais eram as verdadeiras questões nos dias de Jesus Cristo e de seus apóstolos, e por que e como aconteceu, em tão curto espaço de tempo, com tanta subtileza e relativa facilidade, um desvio trágico de seus ensinos e exemplo. Os que pertencem a outras afiliações religiosas e que talvez se apressem em julgar as Testemunhas de Jeová, fariam bem em examinar primeiro a si mesmos e a sua própria afiliação religiosa à luz das questões envolvidas, das atitudes básicas que se escondem por trás das posições descritas e das acções tomadas."

Nada a acrescentar...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009


"Está em jogo a liberdade de se buscar a verdade espiritual, isenta de restrições arbitrárias, e o direito de se usufruir uma relação pessoal com Deus e seu Filho, sem intercessão subtil de natureza sacerdotal por parte de alguma representação humana. Embora grande parte do que está escrito possa parecer superficialmente característico da organização das Testemunhas de Jeová, na realidade, as questões subjacentes, fundamentais, afectam a vida de pessoas de qualquer crença que leve o nome de cristã. "

Acho isto que ele aqui diz muito bonito. Este é o fundamento da ideia da pluralidade religiosa... da ideia de que para se ser espiritual não é necessário ter-se uma religião... e que o nosso relacionamento com Deus para ser verdadeiro, deve estar isento deste tipo de intermediário... todos nós devemos procurar esta relação directa... essa seria a situação ideal!!

"O preço pago por se crer firmemente que "não é seguro nem correcto agir contrariamente à "consciência" não tem sido pequeno para homens e mulheres que conheço. Alguns vêem-se subitamente apartados das relações familiares em consequência de uma acção oficial da religião - sem contacto com pais, filhos e filhas, irmãos e irmãs, até mesmo com avós ou netos. Não podem mais desfrutar da livre associação com os amigos de muitos anos, por quem sentem profunda afeição; tal associação colocaria esses amigos em perigo de sofrer a mesma acção oficial."

A questão da consciência é, quanto a mim, onde reside a essência de tudo... quanto mais apurada for a nossa consciência e a sua "voz", mais fácil é, para nós, decidirmos o que fazer em determinada circunstância e mais facilidade temos em tomar decisões e actos corajosos como fez este senhor...

"O que tem acontecido entre as Testemunhas de Jeová provê um estudo incomum e mentalmente estimulante da natureza humana. Além dos que estavam dispostos a enfrentar a excomunhão por causa da consciência, que dizer daqueles, em maior número, que se sentiam obrigados a participar de tais excomunhões ou a apoiá-las, a admitir o rompimento do círculo familiar, a acabar com amizades de muitos anos? Não há dúvida da sinceridade de muitas destas
pessoas, ou de que elas sentiram ou ainda sentem angústia em cumprir com o que supõem ser uma obrigação religiosa necessária. Que convicções e raciocínios as motivam?"

Estou fascinada!! :-DD Era um mundo que conhecia de forma muito superficial e estou, através deste livro, a aperceber-me de coisas que talvez até não me fossem de todo estranhas, mas sobre as quais não me havia ainda dado ao trabalho de debruçar!!

"As pessoas sobre as quais escrevo estão entre as mais íntimas que conheço, pessoas que foram membros do grupo religioso conhecido como Testemunhas de Jeová. Estou certo, e há evidência para comprová-lo, de que a experiência delas não é de maneira alguma única, que existe uma inquietação similar de consciência entre pessoas de vários credos. Elas enfrentam a mesma questão com a qual Pedro e João e homens e mulheres de séculos posteriores se confrontaram: a luta para apegar-se fielmente à sua consciência pessoal em face de pressão por parte da autoridade religiosa."

Por isso creio que as religiões não fazem sentido... por isso geram tantos conflitos... não deve haver conflito dentro de nós... bem sabemos, segundo os "psis" que nós, seres humanos, somos constituídos com base em conflitos e na sua sucessiva resolução, mais ou menos satisfatória... e dessa solução de conflitos internos (em educação chamamos-lhe conflitos cognitivos) depende a tranquilidade interior, a auto-estima e a auto-confiança de cada um... enfim, o seu bem-estar, a sua felicidade... mas para quê acicatar esses já constantes conflitos que temos dentro de nós (mesmo os que crêem não os possuir) com dogmas e ideias pré-concebidas? Assim haja uma verdadeira intenção de encontrar uma moralidade válida, chegaremos a esta, sem a ajuda de qualquer religião... teremos tantas religiões quantas cabeças pensantes neste Planeta... e com certeza teremos menos conflitos do que agora!! Até porque, para mim, a melhor forma de encontrar essa moralidade é mesmo muito fácil: basta pensar que a nossa liberdade termina quando começa a dos outros...

Crise de Consciência


"QUER GOSTEMOS QUER NÃO, O desafio moral afecta cada um de nós. É um dos agridoces ingredientes da vida dos quais não se pode escapar com êxito. Tem o poder de nos enriquecer ou nos empobrecer, de determinar a verdadeira qualidade das nossas relações com os que nos conhecem. Tudo depende de como reagimos a este desafio. A escolha é nossa - e raramente é das mais fáceis.

Temos naturalmente a opção de envolver a nossa consciência com uma espécie de casulo de complacência, passivamente "ir levando", protegendo os nossos pensamentos mais íntimos contra o que quer que possa perturbá-los. Quando surgem questões, em vez de tomarmos uma posição, podemos efectivamente dizer: "Eu permanecerei indiferente a isto; outros podem ser afectados - até mesmo prejudicados - mas eu não." Alguns passam a sua vida inteira numa postura moralmente passiva. Porém, quando está tudo consumado, e quando a vida finalmente se aproxima do seu fim, seria como se aquele que pode dizer, "Pelo menos tomei posição a favor de alguma coisa", devesse sentir maior satisfação do que aquele que raramente toma posição a favor de algo."

(adaptado por mim)