segunda-feira, 19 de janeiro de 2009


"Está em jogo a liberdade de se buscar a verdade espiritual, isenta de restrições arbitrárias, e o direito de se usufruir uma relação pessoal com Deus e seu Filho, sem intercessão subtil de natureza sacerdotal por parte de alguma representação humana. Embora grande parte do que está escrito possa parecer superficialmente característico da organização das Testemunhas de Jeová, na realidade, as questões subjacentes, fundamentais, afectam a vida de pessoas de qualquer crença que leve o nome de cristã. "

Acho isto que ele aqui diz muito bonito. Este é o fundamento da ideia da pluralidade religiosa... da ideia de que para se ser espiritual não é necessário ter-se uma religião... e que o nosso relacionamento com Deus para ser verdadeiro, deve estar isento deste tipo de intermediário... todos nós devemos procurar esta relação directa... essa seria a situação ideal!!

"O preço pago por se crer firmemente que "não é seguro nem correcto agir contrariamente à "consciência" não tem sido pequeno para homens e mulheres que conheço. Alguns vêem-se subitamente apartados das relações familiares em consequência de uma acção oficial da religião - sem contacto com pais, filhos e filhas, irmãos e irmãs, até mesmo com avós ou netos. Não podem mais desfrutar da livre associação com os amigos de muitos anos, por quem sentem profunda afeição; tal associação colocaria esses amigos em perigo de sofrer a mesma acção oficial."

A questão da consciência é, quanto a mim, onde reside a essência de tudo... quanto mais apurada for a nossa consciência e a sua "voz", mais fácil é, para nós, decidirmos o que fazer em determinada circunstância e mais facilidade temos em tomar decisões e actos corajosos como fez este senhor...

"O que tem acontecido entre as Testemunhas de Jeová provê um estudo incomum e mentalmente estimulante da natureza humana. Além dos que estavam dispostos a enfrentar a excomunhão por causa da consciência, que dizer daqueles, em maior número, que se sentiam obrigados a participar de tais excomunhões ou a apoiá-las, a admitir o rompimento do círculo familiar, a acabar com amizades de muitos anos? Não há dúvida da sinceridade de muitas destas
pessoas, ou de que elas sentiram ou ainda sentem angústia em cumprir com o que supõem ser uma obrigação religiosa necessária. Que convicções e raciocínios as motivam?"

Estou fascinada!! :-DD Era um mundo que conhecia de forma muito superficial e estou, através deste livro, a aperceber-me de coisas que talvez até não me fossem de todo estranhas, mas sobre as quais não me havia ainda dado ao trabalho de debruçar!!

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