quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Voltando ao Banquete de Platão: a verdade


Pág.7, Prefácio

“No Banquete de Platão, Sócrates diz:

Um homem que pratica os mistérios do amor estará em contacto não com um reflexo, mas com a própria verdade. Para conhecer essa bênção da natureza humana, não se pode encontrar melhor auxílio que o amor.”

Quando fiz o post acerca deste excerto, não dissertei acerca da questão do reflexo e da verdade. Esta é uma questão profundamente interessante; afinal de contas, somos fragmentos do TODO; como tal, a uma primeira análise, se por definição somos parte do todo, isso significa que não podemos ter acesso ao TODO. E se o todo é a verdade, então um ser humano jamais pode ter acesso à verdade. No entanto, se assumirmos como verdadeira a premissa que aprendi quando estudei Teoria de Conjuntos de que se o todo contém a parte, então também a parte contém o todo, torna-se lógico que em cada um de nós também exista esse mesmo TODO... contudo, a nossa existência parece dever-se precisamente às diversas partes do todo que trazemos mais ou menos consciente. Isso define o que somos, fisicamente, psicologicamente e não só. É uma questão da parte do todo que temos consciente, subconsciente e inconsciente. É através do nosso inconsciente que acedemos ao TODO; se nos formos tornando progressivamente mais conscientes, estaremos mais próximos do TODO, ou seja da VERDADE. A Verdade, aquela que existe sim, existe inclusivamente em nós, mas a sua maior parte encontra-se inconsciente, pelo que a nossa vida é a busca por tomar consciência dessa parte inconsciente. O que por vezes não temos em conta é que tudo é consciência, tudo tem um certo nível de consciência, porque tudo é energia e consciência é energia, por oposição à matéria. Mesmo a matéria contém energia, como sabemos... Assim, quanto mais conscientes nos formos tornando, mais próximos do Todo, da Verdade, mais energéticos e subtis, melhor fluiremos com as energias universais. E quem flui com as energias universais, não lhes oferece resistência, não gera obstáculos, nem energias negativas; logo o Amor manifesta-se. E o caminho inverso também é válido; o amor é um caminho para a consciência; amar desbloqueia os nossos canais energéticos, permite que a inteligência e a criatividade se expandam, permitindo assim que a consciência se expanda... e se a consciência se expande, a nossa parte inconsciente reduz-se... ficamos mais próximos da verdade.

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