domingo, 6 de setembro de 2009

Partilha


É interessante como devem existir poucas sensações tão libertadoras como a partilha com aqueles que amamos, já que a partilha leva à fusão, a um dissolver libertador do eu, que sucede de forma tanto mais profunda quanto maior for a consciência que temos do eu. Quando a nossa alma se encontra saciada e em equilíbrio, o amor que contém em si transborda para os demais, gerando um ciclo, pois quanto mais amor damos, mais amor recebemos. É, de facto assim que sucede, embora certos ciclos possam ser de tal forma amplos e lentos que olhar apenas para uma existência ou para um estado de consciência, pode não ser suficiente para abarcá-los inteiros, mas mais uma vez, isso pode ser trabalhado, trabalhando a nossa consciência. Aprofundando a nossa consciência, indo mais ao fundo, torna mais perceptível o que está à superfície, aprimora a nossa visão do global.

Inspirado aqui.


2 comentários:

  1. acho que o autoconhecimento de nós próprios começa com a compreensão que se tem pelos outros. A visão nem sempre é algo fácil de explicar, quando, em momentos diversos nos deparamos com coisas ou pessoas que noss fazem olhar para dentro, ou nos fazem procurar melhor o que não encaixa ou que encaixa perfeitamente. O conhecimento pelos outros e por nós próprios auto.avalia-nos perante muitas situações. Nem sempre existe demasiada dor para que não se conheça a felicidade, e, nem sempre existe demasiada felicidade para que não se conheça a dor. Tudo se interliga.

    gostei de vir aqui.
    faz bem.
    bj

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  2. Concordo contigo, THis Me! Tudo se interliga e alterna e umas coisas vão reforçando as outras. Compreender melhor os outros ajuda-nos a compreender-nos melhor a nós mesmos a vice-versa. A dor, se muito intensa, ofusca a felicidade, um estado de paz e bem estar básico que devemos saber preservar, pois impede-nos de prejudicar os demais e, por conseguinte, a nós mesmos. Tal como tenho tentado explicar aqui ao longo de diversos posts, quando me refiro a felicidade, não falo de um sentimento fugaz que alterna com a dor. Falo de um estado permanente, em que a dor é sentida como uma mera perturbação ocasional e vista como uma oportunidade de reforçar essa mesma felicidade. Demasiada felicidade é, certamente, um caminho seguro para a dor... a felicidade segura é aquela que existe na medida certa e a medida certa fala-nos de muita felicidade, mas bem "espalhada"!!

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