sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Verdade



Dizem os chineses: Se precisar disparar a flecha da verdade, primeiro molhe a sua ponta no mel.

(Paulo Coelho)

A verdade é um tesouro muito precioso... todos nós temos um pouco dessa verdade... e quanto mais verdade, mais poderosa... e perigosa... é preciso responsabilidade, pois se a utilizarmos da forma errada, o mais fácil será que se vire contra nós... e quem usa a verdade para magoar, é porque não percebe assim tanto acerca dela... quanto mais nos aproximamos da verdade, melhor percebemos o quão ínfimos somos... mais aumenta a nossa humildade... mas o nosso poder também.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009


Julgar-se pior que os outros é um dos mais violentos actos de orgulho, porque é usar a maneira mais destrutiva possível de ser diferente.

(Paulo Coelho)

Se, por algum motivo, nos achamos piores do que os outros... então é fácil; basta tentar melhorar. E se não sabemos como fazer para melhorar, questionemo-nos então o que podemos fazer para ser pessoas melhores (provavelmente a única coisa que realmente interessa). E se não sabemos o que fazer para ser pessoas melhores, então... meditemos... e aguardemos... pois a resposta acabará a chegar até nós....

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Poder da Meditação, Manon Arcand - Vida: para além da vida e da morte


Pág.22

Os guias e os mestres espirituais das tradições hindu, taoista e budista, entre outras, utilizam frequentemente o termo meditação no sentido de Ser, de Vida. (…) A meditação é, neste caso, compreendida como a Vida com V maiúsculo, para além da vida e da morte, sendo esta Vida Ser puro, Consciência pura, beatitude infinita; é o que somos fundamentalmente, na realidade.

Conhecimento e transformação


Conhecimento sem transformação não é sabedoria.

(Paulo Coelho)

Erros


Acerte em tudo que puder acertar. Mas não se torture com seus erros.

(Paulo Coelho)

A melhor forma de lidar com eles é percebermos por que motivo os cometemos... e melhorarmos os nossos aspectos que nos levaram a cometer esses mesmos erros... na verdade, nunca erramos verdadeiramente, quando temos a humildade de reconhecer que poderíamos agir melhor do que fizemos...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Poder da Meditação, Manon Arcand - Representantes de Deus


A compreensão que devíamos dar a Deus demos também aos seus representantes religiosos que supostamente eram modelos de harmonia e paz. Acreditámos nessas pessoas que, por vezes, traíram a nossa confiança, por intolerância ou abuso de poder. Então, tornámo-nos cépticos, desconfiados, conservando apenas uma vaga fé numa força superior de que raramente falamos.
Tentar compreender racionalmente o absoluto é como tentar conhecer o gosto de um fruto sem nunca o provar (…).
(...)
A meditação é um processo, uma via preparatória para “provar” o divino que somos fundamentalmente, para tomarmos pessoalmente consciência desta realidade.

Mudar o mundo começa por mudar-se a si próprio


“No começo, eu tinha o entusiasmo da juventude. Pedia a Deus que me desse forças para mudar a humanidade. Aos poucos, percebi que isto era impossível. Então passei a pedir a Deus que me desse forças para mudar quem estava a minha volta”.

“Agora já estou velho, e minha oração é muito mais simples. Peço a Deus o que devia ter pedido desde o começo”.

“Peço para que consiga mudar a mim mesmo”.

(Paulo Coelho)




segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Poder da Meditação, Manon Arcand - Experienciar Deus a partir do interior



Pág.19

A religião cristã ordenou-nos – e ordena-nos ainda muitas vezes – que acreditemos unicamente, e não que conheçamos ou sintamos. Acreditar implica confiança, fé, abertura do coração sem saber, sem ver. Deus, para uma grande maioria dos católicos, por não ter sido “sentido” do interior, porque não foi objecto de uma tomada de consciência, de uma experiência pessoal directa e convincente, apenas existia – e, ainda hoje existe – intelectualmente, hipoteticamente. Não podendo apoiar-nos na nossa própria experiência do divino, tivemos que nos cingir à compreensão transmitida pelos seus representantes, o que originou incompreensão entre o discurso oficial sobre Deus e a nossa própria experiência na vida quotidiana.

Caridade


A verdadeira caridade é impalpável como a luz e invisível como o perfume: dá o calor, dá o aroma, mas não se deixa tocar nem ver.

(Coelho Neto)

domingo, 25 de outubro de 2009

O Poder da Meditação, Manon Arcand - Religiões



Págs.18 e 19

O declínio da religião católica é outro factor que favoreceu a popularidade da meditação (…), na relação que esta permite estabelecer com o divino, o Absoluto. O cristianismo quase sempre nos apresentou o Absoluto, Deus, como um Ser do Além, inacessível, ao qual deveríamos obediência e que, frequentemente, nos culpabilizava; não nos incitava a experimentá-lo a partir do interior, mas a obedecer-lhe do exterior, como uma criança obedece a um pai que detém a autoridade suprema.

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Servir o Amor



Pág.12

“Sirva o amor através do amado, para que nunca fique prisioneiro dele. E quando alguém não é prisioneiro do amante, o amor atinge o seu auge.”


Acima de tudo, sejamos "escravos" do amor... do verdadeiro amor, do que é incndicional... e libertar-nos-emos...

Filtros


"Às vezes um acontecimento sem importância é capaz de transformar toda a beleza em um momento de angústia. Insistimos em ver o cisco no olho, e esquecemos as montanhas, os campos e as oliveiras"

(Paulo Coelho)

sábado, 24 de outubro de 2009

Talvez...


"Deus com Sua infinita Sabedoria, escondeu o Inferno no meio do Paraíso para que nós sempre estivéssemos atentos."

(Paulo Coelho)

... ao contrário... eu diria que é ao contrário; Deus escondeu o Paraíso no meio do Inferno... para ver quantos de nós acreditam na farsa de que isto é realmente o Inferno que parece ser... e quantos de nós se contentam com isso e se deixam estar... sem fazer nada para procurar qualquer coisinha um bocadinho melhor...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Paz


“Paz não é aquilo que encontramos em um lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho duro, mas o que permite manter a calma em nosso coração, mesmo no meio das situações mais adversas. Este é o seu verdadeiro e único significado."

(Paulo Coelho)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Coração e liberdade


Isto é a liberdade: sentir o que o seu coração deseja, independente da opinião dos outros.

(Paulo Coelho)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O mundo, um tesouro imenso


Quem deseja travar o bom combate tem de olhar o mundo como se ele fosse um tesouro imenso que está ali à espera de ser descoberto e conquistado.

Paulo Coelho, Diário de Um Mago

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Inesperado


É preciso correr riscos. Só percebemos realmente o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça.

Paulo Coelho, Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei E Chorei

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Tesouro


O teu coração está onde está o teu tesouro. E o teu tesouro precisa ser encontrado para que tudo possa fazer sentido.

Paulo Coelho, O Alquimista

Jamais veremos sentido no mundo... não não virmos o ciclo fechado... se não virmos a conclusão de uma situação. E uma situação só está concluída quando há paz e contentamento... se há dor e incompreensão, significa que ela ainda não terminou...

domingo, 18 de outubro de 2009

Espalhar Felicidade


A melhor maneira de servir Deus é indo ao encontro dos seus próprios sonhos. Só quem é feliz pode espalhar a felicidade.

Paulo Coelho, Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei E Chorei

Olhos de criança


Um guerreiro da luz presta atenção aos olhos de uma criança. Porque elas sabem ver o mundo sem amargura. Quando ele deseja saber se a pessoa que está ao seu lado é digna de confiança, procura vê-la como uma criança a olha.

Paulo Coelho, Manual do Guerreiro da Luz

Destino e Desafio


O desafio não espera. A vida não olha para trás. Uma semana é tempo mais que suficiente para sabermos decidir se aceitamos ou não o nosso destino.

Paulo Coelho, O Demónio e a senhorita Prym

Força




Existe dentro de nós... uma fonte inesgotável... às vezes quase desaparece, sobretudo se houver muito quem atente contra ela... mas é por isso que a razão, nas alturas de crise, é tão importante... e essa razão por vezes permite-nos ver acima dos sentimentos negativos, diz-nos o que é certo fazer apesar deles... se assim desejarmos verdadeiramente, existe sempre onde ir buscar forças...

Inspirado aqui.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A verdade e a mentira


"Liars when they speak the truth are not believed."
Aristotle (384 BC - 322 BC), from Diogenes Laertius, Lives of Eminent Philosophers

Este é um dos motivos pelos quais não devemos brincar com a mentira. Ela é necessária, claro que é necessária; tudo o que existe neste mundo, existe por algum motivo e há certamente forma de o aproveitar positivamente; normalmente quando tiramos bom proveito de algo negativo e o colocamos a serviço de algo positivo, o resultado é que minimizamos o negativo, ao contrário do que possamos supor. Mas questiono-me agora; se vivemos num mundo se ilusões, então tudo isto em que vivemos inseridos, não é uma grande mentira? Uma alucinação colectiva? Que mal faz mais uma mentira? Na verdade, no geral, não faz mal nenhum. Nós e as nossas limitações, assim como a nossa visão fragmentada do real, devidos a utilizarmos uma parte consciente muito pequena, faz-nos dar uma visão constantemente fragmentada do real, por mais verdadeiros que tentemos ser; uma visão que não corresponde à Verdade. Logo, de facto, uma mentira não faz grande diferença. No entanto, mentir significa afastar-nos da Verdade, da energia, do Amor. A mentira só por si não teria problema se não levasse a uma fuga da Verdade, se não abrisse portas a um caminho contrário do da consciência. Leva-nos, em primeiro lugar, a caminhar longe de nós mesmos. Leva-nos à inconsciência a nosso próprio respeito. A mentira deve ser, portanto, evitada, e utilizada apenas em última análise. Claro que por vezes não temos alternativa. Poderemos ter de mentir para não magoar alguém, mas se tivermos sensibilidade conseguimos perceber se é mais importante para essa pessoa saber a verdade ou não. Talvez noutra altura, talvez noutro contexto, talvez nunca contemos a verdade; mas a primeira coisa a ter em conta aquando das nossas decisões são os sentimentos alheios; e uma boa compreensão dos sentimentos alheios implica necessariamente uma boa compreensão dos nossos próprios sentimentos. Há pessoas, como eu, que preferem a verdade acima de tudo, independentemente da dor que possa causar, sendo a mais cruel das verdades preferível para mim à mentira, que tomo como um insulto à minha inteligência e à minha honestidade.

Convivi na minha infância com uma amiga mentirosa compulsiva. Passou a infância toda a mentir, e embora me tenha afastado dela, apesar de 20 anos de convivência, sei que continua hoje a mentir. De alguma forma é feliz à sua própria maneira, cria cenários e vive-os como se fossem reais, ela realmente acredita que aquilo que diz é verdade e vive em sonhos as realidades que ela própria cria, com uma tal convicção que engana todos ao seu redor. Menos a mim, que 20 anos foram o que me bastou para perceber a doença daquela pessoa que, contudo, não posso forçar a tratar-se; o máximo que pude fazer, foi, de facto, afastar-me. Bem, na verdade, não me afastei; é que além de mentirosa, esta minha amiga era também profundamente invejosa e quando a minha vida deu uma reviravolta, para ela foi simplesmente insuportável ver a sua amiga deprimida feliz e acabou por se afastar. Eu, contudo, como sempre e como considero ser minha obrigação, continuo aqui, de facto, vigiando-a de longe, mantendo-me minimamente informada, para o caso de ela vir a necessitar de alguma coisa. Que acho que virá a necessitar um dia, é uma intuição. Ela sabe perfeitamente que de todas as pessoas no mundo, a única minimamente capaz de a compreender devo ser eu. Ela até já se esbarrou na sua alma gémea, (alguém exactamente como ela) mas afastaram-se, porque ambos não se compreendem a si próprios, logo são incapazes de compreender o outro. Creio que aos poucos se tem vindo a enredar nesta teia de mentiras e por acreditar nos seus próprios cenários, coíbe-se de criar outros mais verdadeiros, com realidade material... é uma necessidade que todos temos. a de ver as coisas materializadas... creio que ela não construirá grande coisa segundo este sistema, ela não tem nada, nem amigos consegue ter, pois quem se aproxima mais acaba por descobrir-lhe a careca... acredito que um dia, quando não tiver forças para construir seja o que for, olhará ao seu redor e verá que não tem nada. E aperceber-se-á de que a sua felicidade até aqui sempre foi vazia. Se isso de facto acontecer, como creio que seria até o melhor para ela, sei que a primeira pessoa a quem procurará serei eu. Mas antes disso não acredito que se queira aproximar, pelo menos por bons motivos... ela sabe que agora as coisas ao meu redor funcionam de outra maneira e sabe que eu já não toleraria certas coisas...

A mentira cria barreiras, obstáculos, nós de energia, que impedem o fluxo de se fazer da melhor maneira. A mentira precisa deter uma muito boa intenção por trás para escapar a esta realidade. Uma intenção de amor incondicional, de consciência profunda, daquela que começa sempre em nós mesmos.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Inteligência

Não queira ser bravo quando basta ser inteligente.

(Paulo Coelho, Diário de um Mago)


Solidão e diferença


É fabuloso quando alguém toca a nossa alma... é como se a nossa solidão se derretesse um pouco... e o ser humano é por natureza tão só... mas nunca está só... mas mesmo assim tem medo dessa solidão e foge dela a sete pés... querendo fazer-se passar por igual a todos os outros... quando ninguém é igual a ninguém... quando a solidão se derrete quando estamos felizes na nossa própria companhia... na nossa própria diferença...

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Sorte versus prova


Uma busca começa sempre com a sorte de principiante e termina sempre com a prova do conquistador.

(Paulo Coelho, O Alquimista)

Clareza de visão


Não conseguimos vislumbrar com clareza aquilo que está demasiado perto... um certo distanciamento é garantia de uma perspectiva mais adequada...

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sonho


Só uma coisa torna um sonho impossível: o medo de fracassar.

(Paulo Coelho, O Alquimista)

Vontade de viver


Ainda bem que a noite aconteceu... permitiu-nos descansar, nem que seja apenas por ser diferente do dia; é tão boa e tão rara a sensação de pular da cama para fora com vontade de viver o dia... mas aconteceu-me tantas vezes quando era criança... que não consigo ter sossego enquanto não reencontrar esses momentos e os multiplicar; e os tornar uma constante...

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Coragem


A primeira grande virtude de quem busca o caminho espiritual: a coragem.

(Paulo Coelho, As Valquírias)

Escutar


Escutando bem, tudo se ouve... mas para escutar bem é preciso que quem escuta e quem é escutado, estejam em silêncio... não do silêncio lá de fora, mas do silêncio lá de dentro...

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domingo, 11 de outubro de 2009

Sofrimento, coragem e liberdade


O sofrimento, uma vez encarado sem temor, é o passaporte para a liberdade.

(Paulo Coelho, Onze Minutos)

Alternativas


Todos temos sempre motivos para cantar... todos possuímos asas, não apenas os pássaros... se um ramo cede... podemos sempre... voar! :) A sabedoria está em saber erguer as asas no momento certo e não nos deixarmos arrastar pelo ramo que cede... é preciso pousar levemente sobre a vida, e não ficar agarrado a ela, como se não existisse mais nada, mais nenhum mundo além deste, mais hipóteses além das que conseguimos vislumbrar, dependentes, limitados...

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sábado, 10 de outubro de 2009

O rio da vida


Ás vezes é impossível deter o rio da vida.

(Paulo Coelho, O Alquimista)

Sorrir


Podes sempre escolher... saborear a ausência de sorriso talvez sentindo-a como uma aproximação a um novo sorriso... ou, se realmente te apetecer sorrir, poder sempre escolher sorrir, pois na vida não faltam motivos para tal... se realmente desejarmos sorrir, encontraremos motivos verdadeiros para o fazer...

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Agir

"Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições para ter êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?"

Fernando Pessoa, Livro do Desassossego


A mente... curiosa criação essa do Universo... máquina desconhecida, repleta de funções por explorar... talvez para nos incentivar a prosseguir em frente, a primeira coisa que nos mostra é a última coisa de todas... é o ponto de chegada que ela nos faz conhecer... e depois, chama-lhes sonhos... e depois, faz-nos correr atrás deles, fazendo-nos por vezes acreditar, tendo nós chegado a um patamar, que o nosso sonho não se concretizou... ou jamais se concretizará... tristeza, decepção, desolação assolam-nos, quando, chegando a um patamar, cuidamos ter chegado ao fim... mentes, ludibriáveis mentes... pois se houve um sonho, um vislumbre... algo ali se viu... era o ponto de chegada... se o que se vislumbra não é o sonho, é porque continua a caminhada... façamos do caminho uma grande festa, pois a cada momento nos construímos mais um pouco... esqueçamos dores, frustrações, coloquemo-los à parte... ou melhor, façamos deles nossos aliados, sejamos por eles impelidos e empurrados, deslizemos pela existência sem oferecer quaisquer resistências... mente, para que tudo faça sentido... precisas ver (e perceber que viste) a concretização desse teu sonho... para que consigas aprender, apreender o todo, o uno, a totalidade do ciclo... mas não sejamos ingratos; não existiria castelo sem antes existirem as condições para que fosse erguido...


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Alegria e dor


A busca da alegria é mais importante que a necessidade da dor.

(Paulo Coelho, Onze Minutos)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Campo de batalha interior


O bom combate é aquele que é travado em nome dos nossos sonhos; foi transferido dos campos de batalha para dentro de nós mesmos.


(Paulo Coelho, Diário de um Mago)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Dormir e a criação de um novo dia


Precisamos transportar pensamentos positivos connosco - pensamentos que criarão um novo dia fantástico, um novo futuro maravilhoso.


(Dalai Lama, Pensamentos do Coração)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Nas nossas mãos


Muitas vezes colocamos em lugares inacessíveis o que está ao alcance das mãos.


(Paulo Coelho, Maktub)

Melancolia...


Para quem é feliz, a melancolia tem de ser sempre dissimulada... só assim pode ir ao encontro dos verdadeiros infelizes, conseguir a sua confiança e assim ajudar verdadeiramente... mas mesmo assim, há momentos em que a melancolia é verdadeira... longo é por vezes longo o caminho até se conseguir atingir um estado de pleno equilíbrio... mas mesmo face à melancolia verdadeira, existe sempre uma felicidade e um bem-estar subjacentes, que os demais sentem com frequência, despertando as mais variadas e interessantes reacções... gosto de as observar. Esse estado de felicidade e bem-estar subjacentes acabam sempre por vir ao de cima, mal a melancolia passa um pouco mais, tornando-a numa simples perturbação.

Inspirado aqui.

Vazio...


O vazio é bom.... dá-nos liberdade de o preenchermos como quisermos...

domingo, 4 de outubro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Cobiça e amor


Pág.9, Parte I – Amor

“De facto, a cobiça, quando dirigida, purificada, torna-se amor. É a cobiça, lobha (sânscrito), que quando bem assimilada, se torna amor.
Amor é partilhar, cobiça é arrecadar. (…) Deve existir alguma razão alquímica para que lobha se tenha tornado love no léxico inglês. Lobha torna-se amor no que diz respeito a processos alquímicos internos.”


Os extremos tocam-se; é fácil passarmos de um extremo ao outro.

Hoje, ao colocar algumas coisas em dia, encontrei algo fantástico:

O Perdão é a Ponte...

"Quando cada um de nós assume a responsabilidade de remover, com o Perdão, os obstáculos que se colocam à presença do Amor, o que experimentamos é a Paz, Alegria e Felicidade que estão para lá da nossa imaginação.

O Perdão é a ponte para Deus (Grande Fonte), para o Amor e para a Felicidade. É a ponte que nos permite dizer adeus à culpa, censura e vergonha. Ensina-nos que o Amor é a libertação do medo.

O Perdão limpa o ar e purifica o coração e a alma. Põe-nos em contacto com tudo o que é sagrado. Através do Perdão, estabelecemos ligação com o que está para lá da nossa imaginação e do nosso total entendimento. Permite-nos estar em paz com o mistério da vida. Cria a oportunidade para fazermos aquilo que viemos cá fazer:

ENSINAR APENAS O AMOR, POIS É ISSO QUE NÓS SOMOS. "


(excerto do livro “Perdoar” de Gerald G. Jampolsky)

Eu diria mais ainda; diria que a necessidade de perdoar alguém é um alerta; se alguém nos fez algo que necessitamos perdoar, então essa pessoa pode precisar da nossa ajuda. Não devemos virar costas e permitir que volte a cometer o mesmo erro, pois o principal prejudicado(a) será ele/ela próprio(a), ou alguém que venha a prejudicar com as suas atitudes... acredito que devemos perdoar, mas não esquecer... e procurar ajudar de forma construtiva, dando o melhor de nós, sem rancor...

Um post magnífico, num blog maravilhoso com que me encantei à primeira vista: aqui.

Seguir em frente


Quando não se pode voltar só devemos ficar preocupados com a melhor maneira de seguir em frente.


(Paulo Coelho, O Alquimista)

sábado, 3 de outubro de 2009

Virtude # 2 - Disciplina



Disciplina... ora eis uma virtude que há muito persigo e que há pouco consegui encontrar um pouco mais, mas ainda longe da que gostaria de ter! Sim, porque a disciplina liberta-nos; ajuda-nos a manter sob controlo os nossos contextos habituais, obrigando-nos a despender menos energia com eles e fazendo com que mais energia fique liberta para actividades que nos exijam maior flexibilidade ou poder de adaptação. Se por acaso a disciplina, ao invés de nos libertar nos aprisiona e bloqueia, então certamente não estaremos na presença da dita virtude, mas certamente de um "pecado" qualquer, entenda-se por "pecado" uma fase intermediaria entre a que nos encontramos e o ideal que perseguimos (repare-se como é muito mais provável encontrarmo-nos em "pecado" permanente eheheh; a melhor maneira de dissolver estes estádios, enfim, torná-los virtuosos, é manter o ideal em mente, e saber reconhecer, com humildade, que nos encontramos a caminho, demonstrando conhecimento acerca do ponto de chegada).

Disciplina diz também respeito a regras... muitas vezes regras que nos são impostas do exterior; sim porque ninguém valoriza as que são impostas do interior, nem são consideradas disciplina, são vistas quase como caprichos. Como se valessem menos. Mas falarei um pouco acerca da regra na sua acepção mais clássica, a minha tão odiada e que, por mim, seria rapidamente banida do planeta, regra imposta do exterior, aquela que desresponsabiliza, aquela que nos leva no caminho da inconsciência, da estupidez e da cegueira.

Devo, no entanto, reconhecer a estas regras um importante papel regulador da acção descontrolada da mente inconsciente humana. Porque a inconsciência é, de facto, algo perigoso, seja lá o que isso do perigoso for - talvez a invasão da liberdade e do direito alheio. Infelizmente, a nossa compreensão acerca de nós mesmos é parca e não nos deixa perceber o suficiente acerca dos outros para respeitarmos a sua liberdade e os seus direitos - é preciso as coisas virem do exterior para ficarem mais claras. Mas regras são generalizações e toda e qualquer generalização cai sempre na superficialidade, na não contemplação das diferenças, dos casos excepcionais, das minorias, isto para já não falar dos abusos de poder daqueles que o detêm em relação à elaboração de regras e que são movidos por motivações egoístas ou simplesmente não detêm a consciência suficiente para determinar sobre contextos que tantas vezes fazedores de regras desconhecem.

Eu diria, no entanto, que a generalidade das regras aceites pela mente humana como relativamente válidas acabam por ser boas regras, essenciais à sobrevivência, subsistência, enfim, aquela condição à qual nascemos acoplados pela necessidade, mas da qual nos devemos libertar o mais rapidamente possível. Sem regras provavelmente não conseguiríamos sobreviver; até os animais, as plantas, as rochas, o mar, têm regras. As regras são daquelas coisas básicas necessárias... daquelas que, quanto a mim, viemos, precisamente, ao mundo para podermos dispensar ao máximo... mas antes de as dispensarmos, é necessária a sua compreensão, é necessário que sejam totalmente esmiuçadas pela nossa consciência, desmembradas, compreendidas em todos os seus ângulos. E eis o momento em que estamos prontos para as transcender, enfim, transgredir, sem que isso constitua uma transgressão, mas sim um acto de inteligência e uma demonstração de independência de pensamento. Sem que a quebra da regra seja um "pecado", ou seja, algo passível de ser penalizado, e sim o oposto, algo passível de ser recompensado.

Como sabermos se uma regra é boa se jamais a colocámos em prática? Claro que poderemos ter mais ou menos a percepção do caminho onde nos levará por capacidade de antecipação das consequências de determinada situação; e essa capacidade é, de facto, preciosa; revela também uma capacidade de análise relativamente vasta no que às varáveis que influenciam as situações da nossa vida diz respeito o que, por sua vez, revela auto-conhecimento, aquilo onde eu acho que tudo deve começar, onde eu acho que tudo se deve basear. No entanto, e dependendo do poder da regra - ou seja da quantidade de energia despendida para produzir essa mesma regra - devemos começar por conhecê-la e respeitá-la, assim como o devemos fazer a tudo o que existe. Compreendê-la, diluí-la com a nossa consciência, transformá-la para que dela nada reste. Temos, portanto, antes de tudo, que nos entregar a ela, aceitando-a. A aceitação de regras pode ser um bom e um mau sinal. Pode ser sinal de uma alma flexível e consciente, com capacidade de compreensão das coisas e por isso da sua aceitação, mas pode ser também sinal de uma alma pobre que aceita acriticamente aquilo que lhe é dado sem retirar disso qualquer proveito.
A minha relação com a disciplina sempre foi extremamente conflituosa. Sempre tive facilidade em incorporar certas regras, em agir de acordo com elas, mas ao mesmo tempo acabava a sentir isso como uma repressão de mim mesma. Tinha facilidade inicialmente, mas depois acabava a sentir-me mal. Felizmente, trabalhar a nossa consciência permite-nos obter uma mente mais fluída, que como as partículas de um líquido, se adapta melhor à quinas aguçadas dos obstáculos que a vida deseja colocar-nos à frente. E por adaptação, não se entenda subjugação; entenda-se, sim, uma reinterpretação feita de forma tão subtil, que ao meu redor acabo por conseguir fugir a certas normas e a conseguir fazer as coisas à minha maneira, ainda que a certos olhos mais densos, ligados a mentes mais obstruídas, possam parecer metodologias pouco ortodoxas. Não é a fuga, no entanto, a minha missão neste planeta: é mostrar a importância da compreensão prévia da diferença, da aceitação da diversidade, é colocar aos que me rodeiam questões de que andam esquecidos. Se tenho autoridade moral para o fazer? Creio que sim, creio tê-la conquistado com humildade e creio que esta minha missão continua a ser realizada de forma suave e sempre que a flecha necessita ser lançada, vai mergulhada em mel. Sei ser perita nisso, quando quero, é claro. Neste momento, portanto, as restrições que me impõem começam a ser cada vez mais a matéria-prima com que trabalho para tentar modificar e alargar a realidade em que me encontro - sei que um dia colherei os frutos desse nem sempre fácil trabalho, pois é difícil trabalhar com coisas densas e pesadas, com frequência caem-nos em cima e magoam-nos, não nos deixando remédio se não recolher-nos à nossa insignificância... mas para tudo existe uma segunda oportunidade e uma situação que causa insatisfação seja de que parte for, é uma situação inacabada.
Por outro lado, a disciplina começa também a ser cada vez mais algo que me liberta e algo que me leva a conseguir resultados pelo trabalho e pela organização, ao invés de ser algo que me culpabiliza por não ter conseguido cumprir as metas que deveria. Aprendi que, na base da disciplina está a auto-estima e a auto-confiança; se não conseguimos agora, certamente conseguiremos mais adiante. E neste processo de melhoria pessoal, a culpa em nada ajuda. Para que o processo de mlhoria pessoal se dê é necessário, basicamente, valorizar os nossos sucessos, ainda que pareça que isso nos faz estagnar... e aqui só posso falar de mim mesma, mas creio ser extensível a toda a gente que a evolução da que é sustentada, não da que desmorona e deixa lacunas, é feita com base nos sucessos. Por isso tenho um caderno onde aponto tudo o que de bom me aconteceu, por isso quando medito procuro vislumbrar as evoluções que eu mesma realizei.