sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Agir

"Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições para ter êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?"

Fernando Pessoa, Livro do Desassossego


A mente... curiosa criação essa do Universo... máquina desconhecida, repleta de funções por explorar... talvez para nos incentivar a prosseguir em frente, a primeira coisa que nos mostra é a última coisa de todas... é o ponto de chegada que ela nos faz conhecer... e depois, chama-lhes sonhos... e depois, faz-nos correr atrás deles, fazendo-nos por vezes acreditar, tendo nós chegado a um patamar, que o nosso sonho não se concretizou... ou jamais se concretizará... tristeza, decepção, desolação assolam-nos, quando, chegando a um patamar, cuidamos ter chegado ao fim... mentes, ludibriáveis mentes... pois se houve um sonho, um vislumbre... algo ali se viu... era o ponto de chegada... se o que se vislumbra não é o sonho, é porque continua a caminhada... façamos do caminho uma grande festa, pois a cada momento nos construímos mais um pouco... esqueçamos dores, frustrações, coloquemo-los à parte... ou melhor, façamos deles nossos aliados, sejamos por eles impelidos e empurrados, deslizemos pela existência sem oferecer quaisquer resistências... mente, para que tudo faça sentido... precisas ver (e perceber que viste) a concretização desse teu sonho... para que consigas aprender, apreender o todo, o uno, a totalidade do ciclo... mas não sejamos ingratos; não existiria castelo sem antes existirem as condições para que fosse erguido...


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