segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Medo


Quanto ao medo, a sua origem reside na matéria, na densidade da alma, numa mente não fluída, em bruto, não trabalhada. Quando a mente se encontra densa, os caminhos, que existem sempre, ficam invisíveis ao nosso olhar; não conseguimos perceber as saídas, ficamos presos, sofremos, interpretamos como punição, mas curiosamente a dor é um processo de fluidificação da mente; ela torna-a (em princípio), mais fluída, deixando-nos mais propensos, nem que seja apenas por pouco tempo, a vislumbrar, precisamente, essas mesmas saídas. Obviamente, é o processo primordial; não devemos permanecer nele; é nossa missão buscar alternativas. E a melhor alternativa ao sofrimento é buscar essa mesma fluidificação da mente e do pensamento através de métodos próprios, como todos aqueles que nos levam a estados meditativos. Não somos perecíveis; nada é neste mundo, pelo que não existe a necessidade de medo; os nossos medos são sempre infundados, de alguma forma, pois correspondem a formas limitadas de olhar a realidade e a concretização desses mesmos medos significa que não fomos capazes de encontrar uma forma satisfatória de lidar com a situação que nos foi colocada, algo absolutamente normal uma vez que somos humanos.


Imagens daqui.

Texto inspirado aqui.

6 comentários:

  1. O medo , é um sentimento do qual ninguém está livre.

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  2. Assim é, Spiritual: temos medo de tudo aquilo que desconhecemos. E, paradoxalmente, ele muitas vezes nos impede a estrada para o Conhecimento. :) Boa semana!

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  3. O medo é necessário e não é infundado. O medo é o que nos protege quando crianças a não nos jogarmos de um abismo pra ver o que acontece, a não botarmos a mão no fogo,a não sairmos de encontro a um animal feroz...e outras coisas mais. O medo nos preserva.
    O medo só é pernicioso quando nos impede de viver, nos limita a andar.
    Todos os sentimentos humanos tem seu sentido de ser.
    A dosagem dos sentimentos é que deve ser observada.

    bjs

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  4. Secreta: não... claro que não, ele faz parte do nosso mundo, é preciso aceitá-lo; mas podemos controlá-lo, se trabalharmos nesse sentido... não precisamos ficar subjugados... ;)

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  5. Árabe: é preciso que compreendamos que tem de existir bom senso, em vez de medo; uma coisa é precavermo-nos, porque avistamos um potencial perigo, outra coisa é ficarmos amedrontados... claro que isso é natural, claro que isso é muito difícil de controlar, mas se tentarmos, progressivamente poderemos ter mais confiança em nós e no mundo que nos rodeia, e menos medo... sobretudo se percebermos a forma como através da nossa mente, podemos compreender melhor a forma como as coisas sucedem no mundo lá fora... o medo não nos deve impedir, porque quando se avista uma situação potencialmente ameaçadora, devemos fazer uso da nossa inteligência e da nossa criatividade, no sentido de procurarmos uma solução que permita contornar o tal obstáculo, ainda melhor se conseguirmos tirar partido dele, e ainda assim conseguirmos prosseguir a nossa caminhada...

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  6. Mary: podemos preservar-nos sem sentirmos medo... um sentimento de auto-protecção, positivo, não tem de se agudizar ao ponto de passar para "o outro lado" - medo (negativo)... podemos reagir de forma positiva e ainda assim preservar-nos... é uma questão de equilíbrio... :)

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