segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A dor da morte


Que bom seria se todos nos tornássemos suficientemente conscientes para que a dor da morte pudesse ser transcendida... lá porque encaro a morte como uma passagem, lá porque sei o que ela significa, sei que vivenciar isso de que costumo falar encontra-se ainda longe das minhas possibilidades, pois ainda não atingi o desenvolvimento espiritual que seria necessário, pelo que vivenciar um processo de reencarnação está ainda longe daquilo que a minha mente pode conceber... se alguém de quem eu gosto sofresse essa transformação, eu sofreria certamente, e muito... ainda que tivesse esperança de vir a reencontrar essa pessoa. Acho que a morte não é desejável; uma progressão sem transformações bruscas é indício de equilíbrio de energias; e acho também que embora possamos de devamos falar dela sem tabus nem medos particulares, a verdade é que acho que não devemos brincar com algo que ainda não sabemos bem como funciona e como controlar... isso simplesmente não revela bom senso. Possuo um coração puro e com facilidade me afeiçoo às pessoas, pelo que a morte, ainda que seja de alguém não muito próximo, me perturba... por vezes escrever sobre estes assuntos deixa-me com receio de ser mal entendida e de sofrer por julgamentos de terceiros que possam ser feitos de forma precipitada, sem conhecer a grande complexidade da rede de argumentos e raciocínios que existe por detrás de cada ideia aqui proferida. Espero que todos aqui consigam compreender e manter uma postura cautelosa face ao que aqui é dito. Tratam-se de assuntos complexos que não devem ser entendidos de forma leviana.

3 comentários:

  1. olá bonequinha! Como estás?

    Olha adorei a tua passagem, qual furacao lá pelo bom feeling. Neste caso nao entendas furacão como algo de mau, mas em vez disso, algo que passa e remexe tudo. :) e tens todo o meu apoio para lá voltares quantas vezes quiseres e remexeres tudo novamente! :)))

    quanto ao assunto serissimo que hj aqui trazes, é bem complicado mesmo lidar com o desaparecimento do plano fisico de alguém que nos faz falta. não sei se eu acredito tanto em reencarnação mas talvez mais em transformação, visto que na natureza nada se perde, tudo se transforma. mesmo não acreditando num fim, não sei se me agrada muito essa transformação. e isso causa-me a mesma angustia que me causaria se acreditasse que a morte seria o fim. custa-me não perceber a total ordem das coisas e sentir que quase tudo foge ao meu controlo. não sei sequer se me devo resignar a esse facto é se é tudo uma questao de persistencia e formas de ajustar às questoes. enfim... muito complicado para os nossos simples cerebrozinhos humanos.

    a propósito, estou a lembrar-me de uma passagem do filme AI Artifitial Inteligence, do Spielberg, nao sei se viste. Eu vi-o pouco depois da morte da minha mãe e tocou-me imenso, pois no filme a "mãe" tb morre e o único que nao "desiste" de a recuperar para a vida é o "filho" robot com inteligencia artificial. (o resto da familia fez o luto normalmente.) E, de forma condicionada, depois de muito tempo sem nunca desistir, acabou por conseguir trazê-la de volta à vida. e eu nesse momento percebi que por auto-defesa, talvez tenha desistido demasiado depressa da minha mãe. Toda a gente nos diz para fazer o luto, nao permanecer em negação. mas se calhar isso só nos ajuda a nós próprios. mas e se negassemos, negassemos sempre sem nunca desistir, tentássemos todas as hipóteses possiveis e impossiveis e imaginaveis e inimagináveis, porque lá por nao as conhecermos nem as conseguirmos imaginar nao quer dizer que nao sejam realmente possiveis se simplesmente tivessemos a capacidade e a coragem de as imaginar e acreditar nelas realmente, e se no final fossemos brindados pelo "milagre" que tanto procurámos? claro que tb poderia dar-se o fato que o tal "milagre" virar pesadelo. ("Be careful for what you wish for. It just might come true!") Isto é mesmo muito complicado!

    mas passando agora a responder a alguns dos comentários que me deixaste (antes que os neuronios fritem!!!):
    - minha linda compreendo perfeitamente a diferença entre egocentrismo e egoísmo, mas há mesmo muita gente que confunde os conceitos. tb sou egocentrica! ;0)
    - já temos o relatoria da psicologa da M.. Deu hiperactividade (embora ligeira) e deficit de concentração. nada que já nao calculássemos. Vamos a ver se melhora!
    - quanto aos oculos 3D, está aí outro filme que queremos ir ver. a ver tb se a pouca vergonha se repete. se assim for estou a pensar enviar reclamação para a distribuidora do filme e para associações ambientais, ministério, etc. o que me lembrar na altura.
    - meditação: começaste a praticar sozinha? acho que já te disse que gostava imenso de aprender meditação, mas sou tao desassossegada (devo tb ter algo de hiperactiva provavelmente) que nao me estou a ver com auto-controlo suficiente para o fazer. se tiveres algumas dicas que me possam ajudar, força! agradeço-te amiga!
    - quando falas que gostas de criar até na forma de vestir, identifico-me bastante contigo. tens alma de artista, amiga! :)

    Fico mesmo contente que estejas de volta a esta vidinha. passa sempre que possas por lá e deixa-me as tuas reflexoes. eu, desorganizada como sempre, atabalhoada com a falta de tempo, cá vou passando tb sempre que possivel. :)

    bjinho imenso! Vê se apareces cá pelas redondezas para nos conhecermos pessoalemnte. :)

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  2. Lindaaa... assim que voltar a ter oportunidade, espero que em breve, vou lá e "furaconizo" o resto do teu blog eheheh!! :D

    Linda... em muito tempo de trabalho espiritual, eu aprendi que as coisas não se tornam realidade simplesmente porque as desejamos muito, mas que o contrário também é adequado: se desejamos muito, é porque algures no nosso trajecto está essa meta. Separa-nos do que desejamos apenas uma compreensão mais aprofundada das coisas; eu não acredito simplesmente em reencarnação; a questão é que quanto mais leio, mais lhe reconheço coerência interna, como teoria. Antes de acreditar em reeencarnação, sempre achei esse um modelo demasiado simplista e achava que aquilo que nos espera após a morte é algo bastante mais complicado, pelo menos, lá está, para o nosso entendimento. Mas alguma meditação (muita, horas a fio... :P) e algumas leituras, levaram-me a progressivamente a perceber um pouco mais. É certamente algo que não transcende o nosso entendimento, ao contrário do que eu por vezes pensava, mas continuo a reconhecer-lhe um grau de complexidade muito grande, que conseguiremos apenas atingir se tivermos também um certo grau de trabalho a esse nível, como em tudo na vida; mas isso só se dá também quando no nosso espírito estamos prontos para que isso ocorra... achei muito curiosas as tuas reflexões... Inteligência Artificial foi durante muito tempo um dos meus filmes favoritos e só não continua a ser porque, ao fim de tanto tempo, continua a emocionar-me em demasia... só de pensar nisso sinto um aperto muito grande no peito (acho que não é saudável este processo!). O desejo intenso no sentido de algo é geralmente veículo para conseguirmos esse algo mas de forma perecível, enquanto o nosso espírito não é devidamente trabalhado para tal. Muitas vezes a propria vida se encarrega de nos levar ao encontro do que tganto desejamos e nos proporciona essa aprendizagem, mas se as coisas não sucederem naturalmente, levar a cabo algumas técnicas que certos livros como o segredo e outros que tais ensinam, ajuda de facto a preparar o espírito e direcciona as aprendizagens no sentido de nos levar a interiorizar o que precisamos para chegar onde queremos, assim como nos impede de dispersar a nossa energia em desejos que não podemos obter, pelo menos não a curto prazo, canalizando essa energia para aquilo que realmente desejamos. Ajudam-nos a decidir o que realmente queremos e quando isso sucede, as coisas acontecem de facto; afinal de contas o que se passa ao nosso redor é um reflexo do que se passa dentro da nossa mente, só que controlar o rebuliço que é a nossa mente de facto complicado, quase é mais fácil controlar através do exterior... é o que muitas vezes fazemos, mas sem compreendermos que sem mudarmos o que nos vai pela mente, tudo o que sucede ao nosso redor tende a voltar ao mesmo se não existirem mudanças efectivas quanto á nossa forma de pensar e não tão simplesmente como isso, quanto ao nosso entendimento do mundo que nos rodeia. Tal como sucede no filme, em que o menino pode voltar a ter a sua mãe mas por um período limitado de tempo, também os nossos desejos se tornam perecíveis se os realizarmos apenas com base num desejo forte e não numa verdadeira compreensão do Universo e, sobretudo, de nós mesmos... que nos possibilita também uma correcta noção do que está ao nosso alacance a curto prazo e a sermos felizes com o que podemos ter, sem abrirmos mão de algo que realmente desejemos, mesmo que essa concretização seja muito longínqua, mas que desejemos com a confiança suficiente para que um desejo pouco provável não nos manipule nem nos faça infelizes...

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  3. (cont.)

    Quanto a hiperactividade, hoje em dia há muitas crianças com esse problema diagnosticado, por um lado porque hoje se presta mais atenção aos aspectos psicológicos no desenvolvimento da criança, por outro porque os miúdos dos dias que correm são diferentes, porque muito mais estimulados e de formas muito diferentes, é normal que se tornem mais peculiares do que alguma vez foram... a cura para grande parte dos hiperactivos vem com a maturidade e com a própria idade cronológica... à medida que a tua M. se for aprecebendo da necessidade de cumprir regras, ela vai ter mais dificuldade em harmonizar os dois aspectos: o conhecimento dessas mesmas regras e adquirir uma forma de estar em relação a elas que lhe permita cumpri-las de forma a que não entrem em conflito com os seus próprios interesses e motivações.

    Eu acho que sim, acho que nem era preciso ir tão longe, basta falares com uma associação ambientalista, talvez a Quercus, não sei, ou até mesmo a defesa do consumidor; se falares com a defesa do consumidor, eles têm meios jurídicos à atura de responder a esse tipo de solicitações se elas forem também compartilhadas por mais pessoas... por acaso ainda não é questão que me tenha chamado muito a atenção, porque como não tenho uma filhota (por enquanto eheheh), não vou assim tantas vezes ver animação, só com filhotes, sobrinhose afins de amigos, ou então eu e mais alguma marmanja ou marmanjo da minha idade eheheh, pelo que como calculas somos mais selectivos pelo menos no que diz respeito a filmes de animação.

    Comecei a meditar sozinha com livros de auto-ajuda. Os que mais me influenciaram foram "Visualização Criativa" de Shakti Gawain e "Um Guia Essencial para a Força Interior". eles ensinam a meditar fazendo "afirmações", o que algumas pessoas chamam de programação neurolinguística, e que dizem que consiste, através da repetição de palavras, em reprogramar o nosso cérebro de forma diferente, para pensar de uma forma mais positiva. Pessoalmente, não explico essa experiência dessa forma; sinto que escrever frases positivas de forma mais ou menos positiva obriga a minha energia a fluir naquela direcção e a concentrar-se progressivamente cada vez mais. Ao mesmo tempo, sou induzida numa espécie de um transe onde entro em contacto com sentimentos e vislumbres de situações que creio pertencerem a vidas passadas, mas que se trata de algo que procuro ainda explicar. A questão é que a seguir de praticar as minhas meditações, sobretudo nos últimos meses, vêm-me ideias quase sob a forma de revelações e eu sinto que tenho a percepção de coisas que de facto se vêm a concretizar mais ou menos da forma como eu as senti. São coisas pequenas, sou apenas principiante; para dizer a verdade, ainda que pareça estranho, isto não é muito mais do que andar de bicicleta; também precisa de treino e também um vez que se aprende, nunca mais se esquece... :)

    Eheheheh, eu também acho que tenho alma de artista, ora aí está uma faceta minha que preciso explorar melhor; tem de deixar de ser apenas a alma para passar a ser o corpo também, a ver se isso passa mais para o nível físico!! :D

    Beijinhos, linda, quando eu for que veja que dá para nos encontrarmos, eu aviso... eu agora devo ir no Natal, mas infelizmente este ano não temos dias para podermos ficar tempo suficiente... beijinhos grandessss!! Obrigada pela visita, vai vindo, sim?

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