sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A morte faz parte da vida



Talvez não conheçamos a morte, mas certamente conheceremos aquilo que hoje entendemos por morte. Nada existe que não possa ser conhecido, caso contrário, para quê existir? Não creio que a morte se trate da negação do ser; a morte, quanto a mim, é uma transição onde a nossa parte mais densa se separa da nossa parte mais subtil e energética, ficando esta primeira para trás e sofrendo um processo de transformação, enquanto a outra prossegue, permanecendo num estádio intermédio antes que um novo agregado da matéria densa se lhe venha juntar. A morte faz parte da vida, ela é necessária à vida, sem morte a vida não se renovaria, a vida não seria possível, o ciclo não se completaria.

Inspirado aqui.

8 comentários:

  1. Será a morte o fim de um ciclo...para se poder iniciar um outro...uma coisa eu tenho a certeza a morte é a coisa mais certa que temos na vida...porem o sentimento mais doloroso para quem fica quando se ve partir quem se ama...
    Bom fim de semana
    Beijo de um anjo

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  2. Urge, por isso, transcendê-la... e para transcender a morte é necessário aceitá-la como parte da vida e compreendê-la, assim como a sua finalidade...

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  3. A morte como renovação é uma ideia libertadora do sofrimento que habitualmente está a ela associado.

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  4. Assim é, Spiritual: a morte é apenas uma das faces, na moeda do crescimento para a vida! :) Boa semana, amiga; fica bem.

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  5. Daí as religiões mostrarem que o caminho não é através do materialismo...

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  6. Ana: a libertação conseguida através da morte é passageira... consegue-se uma renovação, é certo, mas as questões que temos pendentes, essas fazem parte da nossa jornada, seguir-nos-ão até que o ciclo da consciência se complete e consigamos transcendê-las. Acho eu :)

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  7. Árabe: que bom seria se todos nos tornássemos suficientemente conscientes para que a dor da morte pudesse ser transcendida... lá porque encaro a morte como uma passagem, lá porque sei o que ela significa, sei que vivenciar isso de que costumo falar encontra-se ainda longe das minhas possibilidades, pois ainda não atingi o desenvolvimento espiritual que seria necessário, pelo que vivenciar um processo de reencarnação está ainda longe daquilo que a minha mente pode conceber... se alguém de quem eu gosto sofresse essa transformação, eu sofreria certamente... ainda que tivesse esperança de vir a reencontrar essa pessoa. Acho que a morte não é desejável e acho também que embora possamos de devamos falar dela sem tabus nem medos particulares, a verdade é que acho que não devemos brincar com algo que ainda não sabemos bem como funciona e como controlar... isso simplesmente não revela bom senso. Possuo um coração puro e com facilidade me afeiçoo às pessoas, pelo que a morte, ainda que seja de alguém não muito próximo, me perturba... por vezes escrever sobre estes assuntos deixa-me com receio de ser mal entendida e de sofrer por julgamentos de terceiros que possam ser feitos de forma precipitada, sem conhecer a grande complexidade da rede de argumentos e raciocínios que existe por detrás de cada ideia aqui proferida. Espero que o amigo e todos aqui consigam compreender e manter uma postura cautelosa face ao que aqui é dito.

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  8. Transcendente: certamente devemos priorizar o que é do âmbito do espírito... mas separar as águas é da única e exclusiva responsabilidade de cada um de nós, sendo que as religiões podem, efectivamente, dar um contributo positivo com algumas ideias e sugestões em que nos podemos inspirar, mas não se pode querer substituir ao entendimento e ao trabalho de reflexão e ligação de ideias a que cada um de nós tem de se dar de forma individual. As nossas crenças são únicas, porque nós também somos únicos; não existe conceito vindo do exterior que possa constribuir para a construção das nossas crenças sem o nosso aval... e colarmo-nos a crenças pré-existentes é indício de uma fraca consciência individual. Isso pode e deve ser combatido se explorarmos a nossa identidade e isso pode e deve ser feito em contextos diversificados, de forma a explorarmos as nossas potencialidades em contextos diversos... a própria internet facilita muito esse processo, permite a expansão da nossa identidade de forma relativamente livre, mas convém variar os contextos, como é óbvio, para que consigamos tomar cnsciência de quem somos em contacto com o mundo e das nossas múltiplas facetas, integrando-as numa só que é a nossa identidade. Se o materialismo existe, contudo, existe por algum motivo... e como tudo existem facetas negativas e positivas em tudo. O materialismo pode tornar-se pernicioso se for colocado à frente das coisas do espírito, mas se for utilizado para as complementar, já não terá essa forte componente negativa. Digo eu :)

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