quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Bicycle


Comecei a meditar sozinha com livros de auto-ajuda. Os que mais me influenciaram foram "Visualização Criativa" de Shakti Gawain e "Um Guia Essencial para a Força Interior". Eles ensinam a meditar fazendo "afirmações", o que algumas pessoas chamam de programação neurolinguística, e que dizem que consiste, através da repetição de palavras, em reprogramar o nosso cérebro de forma diferente, para pensar de uma forma mais positiva. Pessoalmente, não explico essa experiência dessa forma; sinto que escrever frases positivas de forma mais ou menos positiva obriga a minha energia a fluir naquela direcção e a concentrar-se progressivamente cada vez mais. Ao mesmo tempo, sou induzida numa espécie de um transe onde entro em contacto com sentimentos e vislumbres de situações que creio pertencerem a vidas passadas, mas que se trata de algo que procuro ainda explicar. A questão é que a seguir de praticar as minhas meditações, sobretudo nos últimos meses, vêm-me ideias quase sob a forma de revelações e eu sinto que tenho a percepção de coisas que de facto se vêm a concretizar mais ou menos da forma como eu as senti. São coisas pequenas, sou apenas principiante; para dizer a verdade, ainda que pareça estranho, isto não é muito mais do que andar de bicicleta; também precisa de treino e também um vez que se aprende, nunca mais se esquece...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Desejos


O desejo intenso no sentido de algo é geralmente veículo para conseguirmos esse algo mas de forma perecível, enquanto o nosso espírito não é devidamente trabalhado para tal. Muitas vezes a propria vida se encarrega de nos levar ao encontro do que tganto desejamos e nos proporciona essa aprendizagem, mas se as coisas não sucederem naturalmente, levar a cabo algumas técnicas que certos livros como o segredo e outros que tais ensinam, ajuda de facto a preparar o espírito e direcciona as aprendizagens no sentido de nos levar a interiorizar o que precisamos para chegar onde queremos, assim como nos impede de dispersar a nossa energia em desejos que não podemos obter, pelo menos não a curto prazo, canalizando essa energia para aquilo que realmente desejamos. Ajudam-nos a decidir o que realmente queremos e quando isso sucede, as coisas acontecem de facto; afinal de contas o que se passa ao nosso redor é um reflexo do que se passa dentro da nossa mente, só que controlar o rebuliço que é a nossa mente de facto complicado, quase é mais fácil controlar através do exterior... é o que muitas vezes fazemos, mas sem compreendermos que sem mudarmos o que nos vai pela mente, tudo o que sucede ao nosso redor tende a voltar ao mesmo se não existirem mudanças efectivas quanto á nossa forma de pensar e não tão simplesmente como isso, quanto ao nosso entendimento do mundo que nos rodeia. Os nossos desejos tornam-se perecíveis se os realizarmos apenas com base num desejo forte e não numa verdadeira compreensão do Universo e, sobretudo, de nós mesmos... que nos possibilita também uma correcta noção do que está ao nosso alacance a curto prazo e a sermos felizes com o que podemos ter, sem abrirmos mão de algo que realmente desejemos, mesmo que essa concretização seja muito longínqua, mas que desejemos com a confiança suficiente para que um desejo pouco provável não nos manipule nem nos faça infelizes...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Reencarnação


Não acredito simplesmente em reencarnação; a questão é que quanto mais leio, mais lhe reconheço coerência interna, como teoria. Antes de acreditar em reeencarnação, sempre achei esse um modelo demasiado simplista e achava que aquilo que nos espera após a morte é algo bastante mais complicado, pelo menos, lá está, para o nosso entendimento. Mas alguma meditação (muita, horas a fio...) e algumas leituras, levaram-me a progressivamente a perceber um pouco mais. É certamente algo que não transcende o nosso entendimento, ao contrário do que eu por vezes pensava, mas continuo a reconhecer-lhe um grau de complexidade muito grande, que conseguiremos apenas atingir se tivermos também um certo grau de trabalho a esse nível, como em tudo na vida; mas isso só se dá também quando no nosso espírito estamos prontos para que isso ocorra...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Desejos tornados realidade


As coisas não se tornam realidade simplesmente porque as desejamos muito, mas que o contrário também é adequado: se desejamos muito, é porque algures no nosso trajecto está essa meta. Separa-nos do que desejamos apenas uma compreensão mais aprofundada das coisas.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Verdadeira ajuda


Creio que o crescimento espiritual é um processo individual e que cada um deve tomar conta do seu próprio... podemos interferir para ajudar, de forma coperativa e construtiva... mas se sentirmos que tudo o que temos a dar é para nos afirmarmos como superiores, se o nosso objectivo não for ajudar, mas mostrar ao mundo como somos brilhantes e inteligentes, então não só não o mostraremos, como também não ajudaremos... a verdadeira ajuda vem de um acto abnegado, não de uma tentativa de afirmção pessoal. A verdadeira felicidade vem de sabermos que fizémos alguém verdadeiramente feliz e não que fizémos essa pessoa, por exemplo, sentir-se enganada e traída, mesmo que o nosso objectivo seja tentar ajudar, seja lá de que forma for. Quando digo que devemos fazer a outra pessoa mesmo feliz, não estou a dizer que devamos dizer-lhe uma mentira só para que fique contente... estou sim a dizer que ajudar verdadeiramente requer uma atitude meditativa como eu costumo chamar, mas que não tem directamente que ver com o processo formal de meditação, mas com um estado de profundo entendimento de si mesmo... só podemos ajudar a quem compreendemos e só podemos compreender os outros se antes nos compreendermos a nós mesmos... com traves nos olhos jamais poderemos compreender quem somos na verdade... se escondermos aquilo que somos verdadeiramente, jamais poderemos ser amados por aquilo que somos... e ainda que achemos que se nos mostrarmos como somos seremos odiados, a verdade é que se nos amarmos de verdade, se nos aceitarmos como somos, isso passa para as outras pessoas... ficamos num estado de auto-aceitação em que a nossa alma está tranquila e em paz... e não passaremos desarmonia e dor para os demais... pelo contrário; levar-lhes-emos conforto, não do superficial, do mentiroso, mas do profundo, daquele que faz os demais sentir-se compreendidos e aceites tal como são.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Meditação


“Uma pessoa com amor-próprio pode facilmente tornar-se meditativa, pois a meditação significa estar consigo próprio (…) se se detestar, como pode estar bem consigo? E meditação nada mais é que apreciar a sua maravilhosa solidão. Celebre-se; é sobre isso que é a meditação.”