quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Pecado


Pág.49

“Eu continuarei a ser somente eu mesmo. Não irei ter em atenção os sacerdotes e pregadores, porque confio que o amor de Deus é suficientemente grande; eu não posso cometer um pecado que seja maior do que o seu amor. Então porquê preocupar-me? As nossas mãos são pequenas e os nossos pecados são pequenos.”


Em absoluto é verdade... mas quando as nossas acções se viram contra nós, não nos parecem assim tão leves... é por isso que é preciso medir as consequências antes de agir...

13 comentários:

  1. Medir as consequencias , é uma capacidade que infelizmente nem todas as pessoas possuem!

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  2. eu não gosto deste gajo não sei porquê...chama-me pedante ou pseudo-intelectualoide. Preconceituoso talvez...ou chama-me só pateta. Isso Pateta!gosto!

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  3. Secreta: tens toda a razão... e medir as consequências do que se faz tem tanto que se lhe diga... muitas vezes (quase sempre) quem se acha no direito de exercer poder sobre os outros, seja de que maneira for, é quem menos autoridade tem para isso...

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  4. Cruztáceo: gostes ou não gostes dele, procura ouvir o que as suas palavras possam ter para te dizer... procura ver o lado positivo das coisas e das pessoas... não desconfies permanentemente, nem te julgues superior a ninguém... aprende a ser humilde... e não julgues que o és (humilde), porque essa presunção leva-nos sempre a caminhos sem saída... e leva-nos precisamente ao oposto da humildade: arrogância.

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  5. voilá e cuspi para o ar. ... Foi uma entrada de leao e uma saida de sendeiro...Perdão
    ao querer ser do contra, ou por outro lado aparentar ser oposição acabo por cair no cliché de ser a oposição disso mesmo e ao ser o negativo da minha sombra tive como resultado final a minha própria imagem.
    Mas sabes que mais? O meu comentário foi acima de tudo precipitado, pois desconheço a sua filosofia de vida mas reconheço parte do seu percurso, daí o juizo de valor. Talvez também por tender mais para uma leitura com outra beatitude, nomeadamente o Keroauc. Mas como não posso retirar o comentário, só demonstraria falta de coerência, apresento as minhas desculpas, que soarão a falsas. Lamento. beijitus

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  6. Cruztáceo: o perdão... tanto haveria a dizer a esse respeito; na verdade, nenhum de nós tem muito a perdoar, pois todos cometemos erros, aqui ou ali... creio que um pedido de perdão pode ser até mais importante para quem o profere do que propriamente para quem possa ou não concedê-lo... tendemos a colher o que semeamos e, por vezes, semeamos coisas que não sabemos que estamos a semear, pelo que a colheita pode revelar-se uma surpresa... aliás, creio que isto é mesmo o que sucede a grande maioria das vezes na vida de um ser humano... contudo, creio que todos temos um "sistema automático" que, minimamente, nos vai impedindo de fazer aos outros aquilo que não gostaríamos que nos fizessem a nós... e ainda bem... sobretudo para nós próprios. Pelo que o arrependimento é essencial para que o resultado de uma ou outra acção menos correcta não caia sobre nós e nos derrube definitivamente... mas o arrependimento não é a questão em si: o mais importante é o reconhecimento do próprio erro, que dá origem a esse mesmo arrependimento. Por que esse mesmo reconhecimento, se for verdadeiro e sentido, impede de que se volte a cometer o erro. E aquilo que poderia ser entendido como um erro, passa a poder ser entendido como uma etapa necessária no nosso natural processo de evolução.

    Creio que uma desculpa soa apenas falsa quando não é sentida... e creio que é também complicado quando insistimos em usar palavras que, sistematicamente, não são sentidas. Creio até que, quando existe uma grande dissociação entre o que sentimos e o que dizemos sentir, de tal forma que até nós mesmos perdemos essa noção, estamos na presença de uma doença psicológica, uma perturbação da personalidade, podendo esta ser mais ou menos grave, mas devendo ser encarada com a devida coragem.

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  7. Olá! Não resisto a responder e reconheço que há muito que perdi o tino, porém sinto-me apto para o raciocinio cognitivo, embora afirmando-o em mote próprio perca a viabilidade.
    Todos nós somos bombardeados diáriamente com informação propagandeada pelos média. As Torres alvo de terrorismo, há armas de destruição massiva no Iraque, o Sá Carneiro sofreu um acidente de aviação, o Kennedy e o King mortos por civis psicopatas, e a lista continua ad infinitum. Perguntas-me: E O porquê disto?
    E Eu respondo com outra interrogação:
    o que é real?
    o que tomamos como certo?
    Sinal dos tempos em que acreditamos mais nos nosso senso e sentidos ou na informação veiculada do exterior? Aposto na segunda hipótese... Hoje em dia qualquer comentário -que saia da boca de alguém orgânico claro está,(Composto de Oxigénio, Azoto, Carbono e Hidrogénio, capaz de pensamento elaborado) versus a máquina e/ou o sistema, de composição de SiO2( Chips e seus derivados, com "pensamento binário") - e por mais inócuo que seja, soará a falso: 1º porque vivemos no mundo das sensações exógenas, 2º há uma crise generalizada em acreditar nas reais intenções de alguém que P. eg. ,nos auxilia em plena rua, 3º Descrédito em nós mesmos e na humanidade por provas dadas ao planeta por desrespeito a este Ultimo.
    Daí, que todo e qualquer dado ou informação, saído de alguém de carne e osso, esteja ferido de morte imediatamente. A desconfiança prolifera, a esperança definha e a Fé( no Homem)está extinta.
    Quanto à desculpa em si é uma desculpa. Valerá apenas dissecar um flor para entender a sua beleza?
    No que concerne à doença, espero que não sejas apologista de que toda a gente padece de algum mal!!! Soa a uma nova moda quiçá freak-chic(digo eu!) e hoje em dia a sociedade mediática cataloga todo o mundo de bipolar/esquizofrenica! E sinceramente apelidar um comportamento desviante com Bipolaridade é caricato! Não estará é este novo mundo, com esta nova ordem, doente e esquizo?!
    Enfim nas palavras do outro: vivemos no melhor dos mundos

    Beijituz/abraços

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  8. Caro amigo... pela resposta à minha resposta, creio que possas, eventualmente, ter ficado a pensar que sequer insinuei algo acerca do teu equilíbrio interno... não estou certa se assim fui interpretada, mas se foi assim, lamento e quero apresentar as minhas desculpas, pois não foi, de todo, isso que quis dizer. Apenas divaguei acerca das questões dos distúrbios de personalidade, assunto para o qual a tua frase, acerca das desculpas soarem a falsas, me remeteu... nada a ver contigo, portanto.

    Creio também que nos encontramos em ondas diferentes; aquilo que eu por aqui tenho vindo a falar é muito distinto do que acabas de dizer. Creio que essa dissociação se tem verificado desde há muito, porém é meu dever procurar esclarecer o que puder.

    Quanto à tua resposta à minha resposta, eu gostaria apenas de te responder de forma relativamente simples e sucinta, para não roubar mais do teu tempo e energias.

    Creio que haverá sempre muitas formas de olhar o mundo... é uma questão de probabilidades, possibilidades... Recomendo-te que vejas com atenção o vídeo de Amit Oswami que postei um destes dias - ele sustenta cientificamente muito bem muita coisa que eu venho sentindo interiormente nas minhas meditações, e é sempre interessante constatar que se um ser humano se aprofundar, sendo disso consequência a exploração das próprias diferenças individuais, acabamos a chegar todos mais ou menos às mesmas conclusões.

    Quanto à visão do mundo que descreves para mim é muito simples... a desconfiança, a falta de esperança e a falta de autenticidade, pertencem a um mundo onde vivem apenas aqueles que se encontram mergulhados na inconsciência do seu próprio mundo interior.

    Viver num mundo de sensações exógenas é muito interessante, pois se se acentuar muito e atingir extremos, quando isso acontece tendemos naturalmente a ir para o extremo oposto e virar-nos para o nosso mundo interior.

    Caro Cruztáceo... deixo-te então, talvez, com Amit... é apenas uma sugestão. Não posso fazer mais do que faço, para que consigamos ouvir certas palavras, temos de estar preparados para elas.

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  9. Estou sempre à escuta. Agora se preparado ou não depende do comprimento de onda em que recepcionamos a mensagem. De qualquer forma, não era uma disputa que encetava. uma clarificação ou tentativa de descodificação, digamos, da interpretação que fiz. Se necessárias são as desculpas, aqui ficam. Do meu mundo para o Teu, em diferentes comprimentos de onda talvez, ou numa qualquer parte do espectro das mesmas, que apesar de infinito, penso que será o mesmo para todos. digo eu!
    Beijitus

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  10. Ora, meu caro amigo... é bom estar sempre à escuta, uma atitude receptiva é essencial para que possamos compreender verdadeiramente o que se passa no interior dos demais... sabes que as coisas mais importantes de serem ouvidas são aquelas que não se dizem... mas para isso é essencial que a verdadeira motivação da nossa alma seja a da compaixão... se assim não for, as mensagens chegam todas distorcidas.

    Creio ter compreendido desde logo a questão da tentativa de descodificação, dessa necessidade de clarificação... mas eu aí não vejo qual é a dúvida: basta perguntar. Em tempos os meus blogues foram frequentados por uma estudante de filosofia, uma menina extremamente inteligente, de escrita grandiosa e sentimentos à flor da pele, grande sensibilidade... uma menina a quem comecei a afeiçoar-me, apesar da inconstância, dos caprichos que a faziam parecer uma menina mimada... e apesar das incoerências e inconsistências das histórias que me contava a respeito de si própria e do seu contexto de vida; sentia nascer uma amizade, mas infelizmente percebi mais tarde que seria uma amizade que jamais poderia prosseguir. Enfim, tudo isto para dizer que essa menina costumava perguntar as coisas, e eu procurava responder-lhe da melhor forma que era capaz; sei que formular as questões na nossa mente é a parte mais difícil e que, muitas vezes é precisamente por isso que não obtemos as respostas de que necessitamos... mas seria realmente importante que pelo menos tentássemos.

    Se não buscas disputas mas elas se criam à tua volta, são as energias Universais procurando dizer-te que a tua alma carece de purificação, acredita, sucede-me muitas vezes. Então recolho-me, medito, escrevo em papéis coisas sobre mim e sobre as minhas atitudes. E questiono-me sempre qual seria a maneira mais correcta de agir naquela situação; acredita que a resposta é quase sempre o caminho mais difícil, o que implica mais coragem e, ao mesmo tempo, mais humildade. Mas é como andar de bicicleta ou tocar piano; quando dás por ti, já fazes a coisa bem feita sem sequer pensar... :) É libertador!

    Sei que as pessoas, o seu cinismo, a sua ambição desmedida, a sua estupidez e insensibilidade, a sua falta de atenção para com os sentimentos dos que os rodeiam, enfim (poderia estar aqui a noite toda), não facilitam isso de se agir correctamente... é preciso saber dominar a ira, dominar os sentimentos negativos... e que o nosso pensamento e a nossa consciência se elevem acima de sentimentos pequenos e mesquinhos como esses... e que consigamos agir de forma corajosa e grandiosa.

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  11. Caro amigo; não vejo qualquer necessidade de pedidos de desculpas! Creio que algo que sucede sucede sempre na sequência de um enorme emaranhado de causas-efeito, uma rede gigantesca, sem princípio nem fim, na qual todos interferimos de forma consciente ou inconsciente. É interessante que interfiramos da forma o mais consciente possível, precisamente para evitarmos que coisas indesejáveis sucedam. Na cauda de tudo está uma réstia de responsabilidade da nossa parte, misturada com tudo o resto, na qual devemos pegar e transformar esse quase nada em algo com mais expressão; a nossa liberdade varia na proporção directa da nossa responsabilidade.

    Em relação aos pedidos de desculpas, são de facto algo interessante, uma vez que podem demonstrar humildade e vontade de melhorar; porém, costumo evitá-los; evito-os evitando primeiro as situações que me obriguem a ter de os pedir, pois sinto que independentemente da minha capacidade de pedir desculpa, o facto de falhar com aqueles que em mim depositam a sua confiança, abala essa mesma confiança; não sei quanto a ti, mas eu gosto que confiem em mim e fico aborrecida quando essa confiança é abalada. A desculpa é o mal menor... costumo ser mais exigente comigo mesma que isso.

    Deves conhecer a história do Pedro e do lobo... não é bom atentar contra a confiança que depositam em nós.

    Diferentes comprimentos de onda são, necessariamente, oportunidades de crescimento e de melhoramento; se assim não se nos apresentam, é porque não estamos a fazer da situação que nos é apresentada o correcto entendimento. Acho que sim, que mundo e Universo é o mesmo para todos.

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  12. Onde isto já vai! Mea Culpa! Assunto encerrado sendo assim! Sabes que as minhas intervenções são muitas vezes por impulsividade, carecendo de atitude imberbe ou pueril, a bater com os pés no chão! Vem directamente do coração. Os meus textos, quando conto estorinhas, são assim fabricados. Dou pouca importância à sua construção, e muitas vezes só eu os entendo, doutras nem eu! Dão azo a confusões pela informação disforme e disconexa. O mesmo se passou aqui! Dizia-te apenas, e resumindo, que não vou muito à bola com o Senhor em causa! São Gostos! Posto isto, e dispensando mais qualquer tipo de argumentação, espero que não me desconsideres, e que vejas nisto, uma conversa de café. Não sabes "quem sou", mas decerto tens opinião formada de "como sou", e apreciando eu a tua assertividade no discurso, e conhecendo tu o meu carácter, e estando nós a dissertar e a entrar em assuntos quase do foro intimo e pessoal, não vejo motivos para continuar tal correspondencia uma vez que da minha parte, é resultado duma misera opinião deixada lá em cima. São opiniões! Não espero que concordes com o que digo, peço-te que me aceites apesar da minha teimosia e feitio lixado. (Sem rancores ou mágoas inerentes porém!) beijituz

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