domingo, 10 de janeiro de 2010

Richard Dawkins - Deus, Um Delírio - Parte VIII

Pág.12

"Tanto ateus como teístas observam inconscientemente a convenção da sociedade ... de que devemos ser especialmente polidos e respeitadores em relação à fé."

Devemos ser especialmente polidos e respeitadores em relação a tudo o que existe... que, por ausência de forças num determinado momento, isso não se consiga, pois muito bem, assuma-se a nossa incapacidade, mas não se duvide dessa necessidade. Não falo do polimento hipócrita do dia-a-dia do ridículo "bom-dia" e "boa-tarde", mas do respeito profundo pelos nossos irmãos e pelos seus direitos... mesmo os que pertencem à maioria merecem respeito... e eu pertenço a uma clara minoria em muitos aspectos, aliás, a minoria chega a ser tão clara, que me sinto muitas vezes minimizada por ser a única pessoa de que eu tenho conhecimento que escreve de uma maneira que desagrada a muita gente, que dá aulas de uma maneira que desagrada a muita gente e que vê as suas acções e a sua liberdade tolhidas com frequência por causa dessa peculiaridade... mas não é por isso que me vou rebaixar ao nível daqueles que agem contra mim... não é por isso que vou agir agressivamente contra eles... saberei certamente procurar o meu lugar, o meu direito a exprimir-me de modo diferente, com base numa atitude cooperativa e humilde... só assim as forças Universais podem conspirar a favor de que os meus desejos se realizem, de que a minha escrita seja reconhecida e sobretudo, e ainda mais difícil, de que eu possa encontrar um contexto onde possa ensinar de acordo com os meus métodos que, a meu ver, são muito mais fiéis aos princípios pedagógicos que, na minha formação inicial, me foram ensinados, mas que os interesses económicos, a inércia dos outros professores e até a sua limitação de vistas, fizeram com que se subvertessem totalmente... acho que o sr.Dawkins é mais um daqueles cientistas pseudo-intelectuais que vive confinado lá no seu mundinho e não tem a noção do que se passa ao seu redor. E isto não tem a ver com as viagens que se fez, mas com a atitude que se tem. Só por viver nos EUA já se lhe poder atribuir uma tendência para se centrar no seu próprio umbigo e ignorar o resto do mundo.

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