sábado, 9 de janeiro de 2010

Richard Dawkins - Deus, Um Delírio - Parte I

Pág.7

"Neste livro, Richard Dawkins, um dos intelectuais mais respeitados da atualidade, arma-se mais uma vez de seu texto sagaz, sarcástico e muitas vezes divertido para atacar sem piedade, mas com muito fundamento, o que considera um dos grandes equívocos da humanidade: a fé em qualquer entidade divina ou sobrenatural, seja Alá, seja o Deus católico, evangélico ou judeu."

Este tipo de conversa faz-me lembrar o telejornal da TVI ou os célebres tablóides britânicos. É triste considerar que este tipo de discurso radical possa ser respeitado; creio que só pode ser respeitado por quem assuma o mesmo nível de credibilidade que assume alguém capaz de fazer afirmações como a seguinte, que eu me recuso a comentar tão longamente como uma afirmação deste tipo poderia suscitar:

Pág.7

" (...) Dawkins faz um apelo apaixonado contra a doutrinação de crianças em qualquer religião. Para ele, o simples fato de dizermos "criança católica" ou "criança judia" é uma forma de abuso infantil, comparável até ao abuso sexual, tão absurdo como falar de "criança neoliberal"."

Quanto ao que se encontra acima, sinto-o apenas como uma obscenidade. As pessoas por vezes esquecem-se de que o que colhem é fruto da sementeira que elas próprias realizaram, ainda que já não se lembrem disso. Se este senhor tivesse sido algum dia, em criança, vítima de um abuso sexual, certamente não falaria com esta veleidade. Um dia poderá ter de vir a responder pelas palavras que proferiu. Certamente doutrinar crianças faz tanto sentido como querer que optem por uma linha política: não o podem fazer, uma vez que ainda não possuem discernimento para escolherem aquilo em que acreditam ou não... mas daí a abuso sexual... resta-me constatar, mais uma vez, o sensacionalismo subjacente a estas palavras, coisa de que só alguém com convicções ténues necessita; e essa mesma fragilidade de convicções não tem a ver com as páginas de papel cheias de argumentos lógicos, tem a ver com fragilidade de sentimentos.

Depois de Buda, Jesus Cristo, Maomé, vem Richard Dawkins, o profeta, anunciar a verdade suprema... e já agora, mandar os outros todos para as favas, porque o iluminado deve ser mesmo Richard Dawkins... Qual JC qual quê... viva o Richard!

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