sábado, 27 de fevereiro de 2010

Amit Goswami - A Física da Alma, Da morte à imortalidade

"As pessoas costumam questionar o sentido da vida, especialmente o sentido de suas próprias vidas. No esquema reencarnatório, começamos a ter um vislumbre das respostas às indagações sobre o sentido. Essas questões dizem respeito a nós mesmos, à nossa natureza pessoal e, de modo geral, à natureza de nossa consciência. Primeiro, exploramos tais questões no cenário exterior; isso constitui nossa fase materialista. Após muitas encarnações, quando as respostas não saem dessa maneira, voltamo-nos para dentro. No começo, a jornada interior se dá de maneira hesitante, sendo muito influenciada pelos padrões e hábitos adquiridos na jornada exterior. Gradualmente, porém, a compreensão começa a despontar. Então, subitamente, a compreensão final: não temos mais dúvidas, estamos libertados. Agora, estamos fora do ciclo nascimento-morte-renascimento; somos imortais. Se a compreensão final acontece durante a vida, após morrermos, nessa vez, não voltaremos mais. Se a compreensão ocorrer no momento da morte, também não voltaremos; será nossa morte final.

Em um dos Upanishads da Índia, há um hino:
Leve-me do irreal ao real
Leve-me das trevas à luz
Leve-me da morte à imortalidade

Libertação é a imortalidade a que este hino se refere. Ao desenvolvermos uma teoria científica da reencarnação, será este o tipo de imortalidade que deveremos explorar. Mas muitas pessoas, hoje e no passado, pensam na imortalidade de forma bem diferente — a imortalidade no corpo físico, a obtenção de um corpo físico que não morra jamais. Há, ainda, uma das principais características fundamentais do cristianismo — a ressurreição de Jesus. Como interpretar a ressurreição? Obviamente, a interpretação mais objetiva seria a ressurreição em um corpo físico (imortal?). A ciência pode embasar a idéia da imortalidade física ou da ressurreição após a morte em um corpo físico imortal? A ciência chegará a se preocupar com esse tipo de questão?

A resposta deste autor é "sim", embora o embasamento lógico beire a especulação. Todavia, pensemos a que distância a ciência chegou. Não faz muito tempo, até a consciência era vista como a questão "difícil" da ciência. Mas, quando fazemos ciência sob o primado da consciência, a ciência
encontra nova clareza e poder (o poder da causação descendente) e, com este novo poder, novas respostas podem ser procuradas e encontradas. O leitor verá."

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