segunda-feira, 29 de março de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Frieza


Pág.200

“Se a sua compaixão não surgiu em si, então a apatia surgirá. Apatia significa ausência de paixão; compaixão significa transformação de paixão.”

“Vá e observe os monges católicos, os monges janaístas, os monges budistas, e verá figuras muito apáticas – cansativas, estúpidas, sem brilho, fechadas, receosas, continuamente ansiosas.

As pessoas controladas estão sempre nervosas, porque lá bem no fundo esconde-se um turbilhão. Se você não tem controlo, flui, vive, e não é nervoso. Não há qualquer hipótese de se sentir nervoso – o que tem que acontecer, acontece. Você não tem expectativas para o futuro, você não está a representar. Então, por que é que está nervoso? Se você for ter com os monges católicos, jainistas, budistas, verá que eles estão muito nervosos para o mundo exterior (…) porque a cada passo há uma tentação.”

“A tentação nunca vem do exterior; é desejo reprimido, é energia reprimida, fúria reprimida, sexo reprimido, ganância reprimida, e isto cria tentação. (…) Para controlar essa mente, a pessoa deve manter-se fria e gelada para que nenhuma energia vital passe para os seus membros, para o seu corpo. Se a energia conseguir passar, essas repressões virão à superfície.”

“Por isso, as pessoas aprenderam a ser frias, aprendem a tocar nos outros sem tocarem, sem ver os outros sem os ver. As pessoas vivem com frases feitas do tipo: “Olá, como estás?”. Ninguém quer dizer nada com isto, estas palavras servem simplesmente para evitar o verdadeiro encontro entre duas pessoas.”


(A verdadeira frieza está, por vezes, mascarada sob as mais efusivas demonstrações de alegria)

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