domingo, 28 de março de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Infância


Pág.199

“Desde a sua própria infância, a paixão foi mutilada e reprimida. Sempre que começava a ficar apaixonado, havia alguém – a sua mãe, o seu pai, o seu professor, a polícia -, havia alguém que imediatamente o encarava com suspeita. A sua paixão foi refreada, foi reprimida: “Não faças isso!” Imediatamente você encolhia-se em si mesmo. E a pouco e pouco aprendia que, para sobreviver, é melhor ouvir as pessoas que o rodeiam. É mais seguro.”

“Uma pessoa controlada é uma pessoa morta. Uma pessoa controlada não é necessariamente uma pessoa disciplinada; a disciplina é completamente diferente. A disciplina provém da consciência; o controlo provém do medo. As pessoas que o rodeiam são mais poderosas do que você, elas podem castigá-lo, podem destruí-lo. Têm todo o poder para controlar, para corromper, para reprimir. E a criança tem de ser diplomata.”

“Nas escolas o que é que estamos a fazer? De facto, nas escolas os instrumentos não são usados para transmitir conhecimento, mas sim para exercer controlo. Durante seis, sete horas, as crianças estão ali sentadas. Isso serve para refrear a sua dança, para refrear o seu canto, para refrear a sua alegria; serve para as controlar. Sentar-se durante seis, sete horas, todos os dias, numa atmosfera quase prisional, a pouco e pouco a energia decai. A criança torna-se reprimida, gelada. Já não há qualquer fluxo, a energia não vem, vive no mínimo – é a isso que chamamos controlo. Nunca atinge o seu máximo.”

“Os psicólogos têm feito alguma pesquisa nesta área e chegaram à conclusão, no que se refere a factor importante na infelicidade humana, que as pessoas comuns vivem somente dez por cento. Elas vivem dez por cento, elas respiram dez por cento, elas amam dez por cento, elas gozam dez por cento – noventa por cento da sua vida não é autorizada. Isto é um absurdo e um desperdício! Cada um deveria viver a cem por cento da sua capacidade, só assim o florescimento é possível.”

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