terça-feira, 16 de março de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Liberdade, Instrução e Sociedade




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“O impulso mais profundo no homem é ser totalmente livre. A liberdade (…) é o seu objectivo. Jesus chama-lhe o reino de Deus – para ser como os reis, simbolicamente, para que não haja nenhuma grilheta na sua existência, nenhuma prisão, nenhuma limitação; você existe como infinito, em nenhum outro lugar você se choca com outra pessoa… é como se estivesse só. Liberdade e solidão são dois aspectos da mesma coisa.”

“Aqueles que buscam a liberdade, têm de encontrar a sua solidão; têm de encontrar uma via, um meio, um método para atingirem a sua solidão.”

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“Toda a instrução, educação e cultura consiste em fazer a criança integrar-se na sociedade, integrar-se no meio onde os outros estão também inseridos. Isto é o que os psicólogos definem como ajustamento. E sempre que alguém é um solitário, parece inadaptado.”

“A sociedade existe como uma rede, um padrão de muitas pessoas, uma multidão. Aí você pode ter alguma liberdade – a um alto preço. Se você segue a sociedade e se você é obediente, eles concedem-lhe um pequeno mundo livre. Se se torna um escravo, a liberdade é-lhe concedida. Mas como é uma liberdade que lhe é concedida, também lhe pode ser retirada a qualquer momento. E é-lhe concedida com um grande custo: é um ajuste com os outros, por isso podem surgir limites.”

“Qualquer pessoa quer ser muito rica, porque os ricos dão igualmente a falsa impressão de que são livres. Como pode um homem pobre ser livre? As suas necessidades são uma prisão e ele não pode satisfazer as suas necessidades. Para onde quer que se mova, depara-se com um muro que não consegue transpor. Daí o desejo de riqueza. Bem no fundo está o desejo de ser absolutamente livre, e todos os desejos advêm daí. Mas se se desloca em direcções falsas, pode continuar a mover-se, mas nunca atingirá o seu objectivo, porque desde o início que o objectivo está errado.”

“Em hebraico antigo, a palavra pecado é muito bela. Significa aquele que perdeu o caminho. Não existe nenhum sentido de culpa, realmente; pecado significa aquele que perdeu o caminho, que se extraviou.”

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“Jesus é anti-social. Observem Jesus – ele não era um homem muito respeitável, não podia ser. Ele dava-se com os maus elementos, os elementos anti-sociais. Ele era um vagabundo, um extravagante – tinha de ser, porque ele não ouvia a sociedade e não se adaptaria a ela. Ele criou uma sociedade alternativa, um pequeno grupo de seguidores.”

“Jesus é anti-social, Buda é anti-social – mas o Cristianismo não é anti-social, o Budismo não é anti-social. A sociedade é muito astuta e absorve de imediato os fenómenos anti-sociais para o social.”

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