quinta-feira, 11 de março de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - O terrível crime que é amar

Pág.132

“(…) as crianças nascem sem amor. Desde o início, elas tornam-se desertos. E este estado de ausência de amor em casa torna-as maçadoras, pouco carinhosas. Elas aprendem com os pais a primeira lição da vida, os pais não se amam, existe um ciúme constante, luta e raiva. E as crianças continuam a ver os rostos feios dos seus pais. A sua própria esperança é destruída. Elas não podem acreditar que o amor aconteça na sua vida se não acontece na vida dos seus pais. E elas vêem outros pais e também outras famílias. As crianças são muito perspicazes; elas vão olhando à sua volta e observam. Quando vêem que não há possibilidade de amor, começam a achar que o amor só existe na poesia – só existe para os poetas, visionários, não é uma realidade. E quando se cresce com a ideia de que o amor é só poesia, então ele nunca acontecerá, porque você se fechou a ele.”

Pág.133

“Vê-lo acontecer é a única maneira de o fazer acontecer mais tarde na sua vida. Se você vê o seu pai e a sua mãe amarem-se profundamente, num grande amor, preocupados um com o outro, com compaixão um pelo outro, com respeito um pelo outro – então viu o amor acontecer. A esperança nasce. Uma semente cai no seu coração e começa a desenvolver-se. Percebe que irá acontecer consigo também.”

“Se você não o viu, como pode acreditar que vá acontecer consigo? Se não aconteceu com os seus pais, como pode acontecer consigo? De facto, irá fazer tudo para que impeça que aconteça consigo – de outro modo, parecerá uma traição aos seus pais.”

“A própria ideia de educar os filhos é um disparate. Você pode auxiliá-los, mas não os pode educar. A própria ideia de “construir” as crianças é absurda – não somente absurda, mas prejudicial, muito prejudicial. Você não pode construir… Uma criança não é um objecto, não é um edifício. Uma criança é como uma árvore. Sim, você pode ajudar. Pode preparar o solo, pode pôr fertilizantes, pode regar, pode observar se o solo chega à planta ou não – mas é tudo. Não é como se estivesse a construir a planta, ela desenvolve-se por si. Você pode ajudar, mas não pode fazer com que cresça, tal como não pode construí-la.”

“As crianças são grandes mistérios. No momento em que começa a estruturá-las, no momento em que começa a criar padrões e personalidades à sua volta, começa a aprisioná-las.”

Pág.138

“O amor deve ser uma dádiva. O amor devia ser divino. É sagrado.”

“Pode publicar-se um livro sobre um homem que é morto, isso é certo, isso não é pornografia – para mim, isso é considerado pornografia. Mas não se pode publicar um livro sobre um homem a abraçar com amor uma mulher, num abraço nu e profundo – isso é pornografia. Este mundo viveu até agora contra o amor. A sua família é contra o amor, a sua sociedade é contra o amor, o seu Estado é contra o amor.”

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