sexta-feira, 26 de março de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Renúncia


Pág.191

“Entrando profundamente na sua solidão, um dia encontrará não somente a alegria – alegria é só metade do caminho. A alegria é muito superficial, depende de outros; a felicidade está no centro, não depende de nada, nem de ninguém. Mas indo ao fundo, você alcançará um estado de alegria – isso é o que eu designo por iluminação.
Faça algo e encontrará a iluminação – mas faça algo autêntico, que seja seu. E então atingirá uma felicidade uma felicidade que será sua vinte e quatro horas por dia. Está simplesmente a irradiar de si. Pode partilhá-la agora, pode dá-la a quem quer que você ame. Mas é uma oferta incondicional. E ninguém conseguirá torná-lo infeliz.”

“A sua felicidade estará consigo, faça você o que fizer. Ela fortalecerá qualquer das suas actividades, enriquecerá qualquer acto seu. O seu amor terá um sabor completamente diferente. Não existirá nenhum ódio subjacente a ele; será simplesmente amor. Nem sequer haverá a expectativa de que algo lhe deverá ser devolvido. Você não precisa de nada. Dar é uma bênção tal que não pressupõe qualquer necessidade. Você é tão rico interiormente que nada o pode tornar mais rico.
E você pode continuar a partilhar a felicidade. Quanto mais partilhar, mais possuirá, e nada o pode fazer mais pobre. Esse é o único milagre que eu conheço.”

Pág.193

“Anteriormente deslocava-se para os outros, com uma motivação; agora não haverá nenhuma. Irá ao encontro dos outros porque tem muito para partilhar.”

“A renúncia é uma fase passageira – o objectivo da vida é a celebração. A renúncia é um meio.”

4 comentários:

  1. Que seja uma festa, um reencontro, o regresso de quem estava longe...
    Um beijo
    Daniel

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  2. A renúncia é tão mal compreendida, muitas vezes...se torna o centro da antenção do indivíduo, quando na verdade o principal não é renunciar...e isso é bem sabido quando se vive.
    De fato, a renúncia ajuda quando combinada a algo transcendente, ao amor verdadeiro. Mas se aquela for usada como meio de se biscar essa energia, esse amor; dificilmente ajudará. Buda tudo renunciou, mas tenho certeza que foi algo extremamente consciente...Eu gostaria muito de ler mais textos de osho com relação à renúncia como um meio para algo.
    Se souberem de algum, me avisem, por favor!

    beijos. (:

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  3. Talita: a necessidade de renunciar vem do facto de constatarmos que ainda não estamos preparados para lidar com certa realidade. É um sinal de humildade e de consciência, admitir-se que não se é capaz, então mais vale deixar... mas não deixa de ser abdicar de possíveis fontes de evolução... claro que a renúncia é essencial quando aquilo que temos ou desejamos provoca o sofrimento de alguém; a longo prazo é melhor, porque se insistirmos nisso, vamos acumular "dívidas kármicas", que mais tarde nos irão ser "cobradas" (esta é uma linguagem grosseira, de que não gosto muito, mas serve-nos para agora).

    Eu vejo a necessidade da renúncia e outra forma; ao encetarmos uma caminhada espiritual, na verdade estamos a renunciar ao mundo material, o que não significa que não o tenhamos e que ele não nos seja devido; significa apenas que esse mundo já não é o mais importante para nós e que já não é a nossa principal fonte de evolução, passando o mundo interior, o mundo espiritual a ser a nossa principal forma de evolução. Isto acaba por ser muito bom e ter boas repercussões no mundo material, porque nos permite viver de forma mais desapegada no bom sentido: por exemplo, se eu não me deixar influenciar pela dor alheia, eu terei mais condições de ajudar eficazmente.

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