quarta-feira, 31 de março de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - SER


Pág.201

“Um homem de meditação aprendeu como estar pleno de energia, no seu máximo – óptimo. Ele vive no seu cume, ele faz a sua casa no cume. Certamente que é caloroso, mas não é febril, simplesmente mostra vida. Ele não é quente, é fresco, porque não é transportado por desejos. Ele é tão feliz que já não procura qualquer felicidade. Ele está tão à vontade, sente-se em casa, ele não vai a lado nenhum, ele não está a correr, ele não está a caçar… ele é muito fresco.”

“Em latim, há um ditado: agere sequitur esse – o fazer segue o ser; a acção segue o ser. É lindíssimo. Não tente modificar as suas acções – tente encontrar o seu ser e a acção seguir-se-á. A acção é secundária, o ser é primário. A acção é algo que você faz, ser é algo que você é. A acção provém de si, mas a acção é só um fragmento. Mesmo que todas as suas acções sejam agrupadas, elas não são iguais ao seu ser, porque todas as acções agrupadas são iguais ao seu passado. E o seu futuro? O seu ser contém o seu futuro, o seu passado, o seu presente; o seu ser contém a sua eternidade. As suas acções, ainda que todas reunidas, serão simplesmente o passado. O passado é limitado, o futuro é ilimitado. Aquilo que aconteceu é limitado; pode ser definido, já aconteceu. Aquilo que não aconteceu é ilimitado, é infindável. O seu ser contém a eternidade, as suas acções contêm simplesmente o seu passado.”

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