terça-feira, 6 de abril de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Amor


Pág.215

“As pessoas mundanas são vazias, cansativas, exaustivas, arrastam-se de qualquer modo em nome do dever, em nome da família, em nome da nação – tudo vacas sagradas -, são de algum modo, arrastadas até à morte, só esperando que a morte chegue e as recolha. Elas só conhecerão o repouso nos túmulos. Não conhecerão o descanso em vida – e uma vida que não conhece descanso não é, realmente, vida. É como música que não tem silêncio nela – então é só barulho, nauseante; fá-lo doente.

A grande música é uma síntese entre o som e o silêncio. E quanto maior for a síntese, mais profunda será a música. O som cria silêncio e o silêncio cria receptividade ao som, e assim sucessivamente. O som cria mais amor pela música, mais capacidade para se tornar silêncio. Ouça boa música e sentir-se-á sempre orante, uno. Algo integrá-lo-á. (…) O corpo e a alma encontrar-se-ão e fundir-se-ão, perdendo as suas definições.”

Pág.219

“Se duas pessoas de facto se respeitam – e o amor é sempre respeitoso, venera o outro; é um estado de grande veneração, devoto -, então, lentamente, muito lentamente, vocês começarão a entender-se melhor e cada vez melhor e você terá consciência do ritmo do outro e do seu próprio ritmo. E rapidamente descobrirá que para lá do amor, não para lá do respeito, os vossos ritmos se aproximam cada vez mais. Quando você se sente acarinhado, ela sente-se acarinhada e isso estabiliza-os. Isso estabiliza-os, é sincronicidade.”

“O amor dá liberdade e o amor ajuda o outro a ser ele ou ela mesma. O amor é um fenómeno muito paradoxal. De certo modo, faz de vós uma alma em dois corpos; por outro lado, dá-lhe a sua individualidade, a sua unicidade. Ajuda-o a perder os seus pequenos eus, mas simultaneamente, ajuda-o a ligar-se ao seu eu supremo. Então não há nenhum problema: o amor e a meditação são duas asas e ambas se equilibram. E entre ambas você cresce, entre ambas você torna-se íntegro.”

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