sábado, 3 de abril de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Paredes, máscaras, fachadas


Pág.202

“Claro que isto também constitui um problema. Porque é que as pessoas se tornam paredes? Porque as paredes podem ser definidas. Elas dão-lhe um limite, uma forma e um contorno definitivos.”

“Se você está enternecido e fluído, você não tem limites; você não sabe onde está nem onde termina e onde o outro começa. Você continua junto de outras pessoas de tal modo que todos os limites a pouco e pouco se tornam irreais. E um dia desaparecem.
É assim que a realidade é. A realidade é ilimitada. Onde é que você pensa parar? Na sua pele? (…) Mas a sua pele não poderia estar viva se o ar não a rodeasse. Se a sua pele não estivesse constantemente a respirar oxigénio que lhe é fornecido pelo meio, a sua pele não poderia estar viva.”
(…)
Existem duzentas milhas de atmosfera a circundar a Terra – é esse o seu limite? Esse também não pode ser o seu limite. O oxigénio e esta atmosfera e o calor e a vida não podem existir sem o Sol. (…) O Sol é então o seu limite? Mas agora os físicos dizem que o Sol está ligado a uma fonte central de energia que ainda não foi encontrada, mas que se suspeita existir – porque nada existe sem relação.
Então onde é que decidimos que fica o limite?
(…)
Então, onde é que ficamos? Eu estou a respirar - o ar dentro de mim sou eu, mas no momento anterior poderia ter sido o seu ar. (…) Estamos todos a respirar uns sobre os outros; somos membros uns dos outros.”

Pág.203

“As pessoas reprimidas têm máscaras, fachadas. Elas fingem ser outras pessoas. Uma pessoa reprimida transporta o mesmo mundo que você – é só necessária uma oportunidade, uma provocação, e imediatamente o verdadeiro eu surge.”

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