segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sabedoria do Dalai-Lama


"O bem-estar que causamos quando damos alguma coisa, provoca em nós um sentimento de satisfação e uma alegria imensa. É essa alegria que, ao gerar paz e serenidade, contribui para nos tornar e tornar os outros mais felizes. Nossa felicidade é estreitamente associada à dos outros."


Uma vez que, talvez a maioria das vezes que o fazemos, não somos reconhecidos, obtendo até atitudes de ingratidão em retorno, devemos procurar dominar as nossas emoções e agir de forma inteligente; essas situações são oportunidades de nos aprimorarmos espiritualmente, de nos torarmos mais compassivos, se pensarmos que "o mal fica com quem o pratica" - o que é um facto; são oportunidades de nos tornarmos mais pacientes e compassivos, o que não significa que esse tipo de situação seja propriamente desejável. Devemos também utilizar a nossa sensibilidade para aconselhar o outro e fazê-lo perceber que a atitude egoísta que tem em relação a nós pode virar-se contra ele/ela.

Dar verdadeiramente requer grande sabedoria... acerca de nós mesmos e dos demais. Dar verdadeiramente, num acto positivo e de valor, raramente está associado a bens materiais ou aos estereotipos do que é fazer o bem. Creio que envolve sim uma compreensão profunda do outro e do que a sua "alma" necessita. O auto-conhecimento e o trabalho espiritual, acabam a conduzir-nos a efeitos duradouros. Manter o nosso espírito aberto e aceitar o que a Vida tem para nos dar, é essencial a uma postura contemplativa e receptiva, mas isso não implica falta de sentido crítico ou não sabermos aquilo que queremos. É importante que os outros reconheçam quando agimos correctamente, ou se não cuidarmos disso, iremos deixar que o outro acumule "dívidas kármicas" e estaremos, na verdade, a prejudicá-lo.

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