quinta-feira, 6 de maio de 2010

A Fórmula de Deus – José Rodrigues dos Santos

Págs.166 e 167

“- (…) Isso não faz sentido nenhum. Como é possível que essa teoria seja ainda defendida?

- É justamente isso que Einstein pensava. O problema é que esta teoria, por muito bizarra que pareça, bate certo com todos os dados experimentais. Qualquer cientista sabe que, sempre que a matemática contradiz a intuição, a matemática tende a ganhar. Isso aconteceu, por exemplo, quando Copérnico disse que era a Terra que andava à volta do Sol e não o contrário, A intuição dizia que a Terra é que era o centro, uma vez que tudo parecia girar em torno da Terra. Perante o cepticismo de toda a gente, Copérnico apenas encontrou aliados entre os matemáticos, os quais com as suas equações, constataram que só a possibilidade de a Terra andar à volta do Sol concordava com a matemática. Sabemos hoje que a matemática estava certa. Com as teorias da relatividade foi a mesma coisa. Há muitos elementos dessa teoria que são contra-intuitivos, como ideias de que o tempo dilata e outras bizarrias do género, mas a verdade é que esses conceitos são aceites pelos cientistas porque condizem com a matemática e com as observações da realidade. (…) Mas Einstein não se conformou com esta ideia, por uma razão muito simples. É que a Teoria Quântica começou por não condizer com a Teoria da Relatividade. Isto é, uma é boa para compreender o Universo dos grandes objectos, e a outra é eficiente na explicação do universo dos átomos. Mas Einstein achava que o Universo não pode ser gerido por leis diferentes, umas deterministas para os grandes objectos e outras probabilísticas para os pequenos objectos. Tem de haver um único conjunto de regras. Começou assim a busca de uma teoria unificadora que apresentasse as forças fundamentais da natureza como manifestações de uma força única. As suas Teorias da Relatividade reduziam a uma única fórmula todas as leis que regem o espaço, o tempo e a gravidade. Com a nova teoria ele procurava reduzir a uma única fórmula os fenómenos da gravidade e do electromagnetismo. Ele acreditava que a força que faz mover o electrão à volta do núcleo é do mesmo tipo da que faz mover a Terra à volta do Sol. (…) Ele chamou-lhe a Teoria dos Campos Unificados. Era a sua versão da Teoria da Tudo.”

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