domingo, 9 de maio de 2010

Paulo Coelho – A Bruxa de Portobello

Págs.40 e 41

“(…) tal experiência, conhecida por “a possessão criativa pelo sagrado, acontece a todos os seres humanos, em maior ou menor escala. De repente, durante uma fracção de segundos, sentimos que toda a nossa vida está justificada, que os nossos pecados estão perdoados, que o amor é sempre mais forte e pode transformar-nos definitivamente. Mas também é nesse momento que temos medo. Entregar-se por completo ao amor, seja ele divino ou humano, significa renunciar a tudo – inclusive ao seu próprio bem-estar, ou à sua própria capacidade de tomar decisões. Significa amar, no mais profundo sentido da palavra. Na verdade, não queremos ser salvos da maneira que Deus escolheu para nos resgatar: queremos manter o absoluto controlo de todos os passos, ter plena consciência das nossas decisões, ser capaz de escolher o objecto da nossa devoção.

Com o amor não é assim – ele chega, instala-se, e passa a conduzir tudo. Só almas mesmo muito fortes se deixam levar (…).”

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