domingo, 30 de maio de 2010

Paulo Coelho – A Bruxa de Portobello

Págs.227 e 228

“(…) o mestre nunca diz ao discípulo o que deve fazer. Apenas são companheiros de viagem, que dividem a mesma e difícil sensação de “estranhamento” diante das percepções que mudam sem parar, dos horizontes que se abrem, das portas que se fecham, dos rios que às vezes parecem atrapalhar o caminho – e que na verdade não devem ser atravessados, mas percorridos.

A diferença entre o mestre e o discípulo é só uma: o primeiro tem relativamente menos medo do que o segundo. Então, quando se sentam à volta de uma mesa ou de uma fogueira para conversar, o mais experiente sugere: “Porque é que não faz isto?”

Nunca diz: “Venha por aqui, e vai chegar onde eu cheguei”, já que cada caminho é único e que cada destino é pessoal.

O verdadeiro mestre provoca no discípulo a coragem de desequilibrar o seu mundo, embora também ele esteja com receio das coisas que tem encontrado, e com mais receio ainda do que lhe reserva a próxima curva.”

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