segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ensaio Sobre a Lucidez, José Saramago


Pág. 12

“Na verdade, não eram quatro pingos míseros, eram baldes, eram cântaros, eram nilos, igazús e iangtsés, mas a fé, abençoada seja ela para todo o sempre, além de arredar montanhas do caminho daqueles que do seu poder se beneficiam, é capaz de atrever-se às águas mais torrenciais e sair delas enxuta.”

domingo, 6 de junho de 2010

Paulo Coelho – A Bruxa de Portobello

Pág.278

“Quando o ódio faz alguém crescer, transforma-se numa das muitas maneiras de amar.”

sábado, 5 de junho de 2010

Paulo Coelho – A Bruxa de Portobello

Pág.265

“Usem a energia e o esforço de uma dieta para se alimentarem do pão espiritual. Percebam que a Grande Mãe dá com fartura e com sabedoria – respeitem isso e não vão engordar para além daquilo que o tempo exige.

Em vez de queimarem artificialmente essas calorias, tentem transformá-las na energia necessária para lutarem pelos vossos sonhos, ninguém consegue ficar magro durante muito tempo, só por causa de uma dieta.”

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Paulo Coelho – A Bruxa de Portobello

Pág.261

“O que eu via no armazém era uma mulher a dizer: Vocês são capazes, façam o que a Grande Mãe ensina – confiem no amor e os milagres vão realizar-se. E a multidão concordava, mas isso não devia durar muito tempo, porque estávamos numa época em que a escravidão era o único meio de encontrar a felicidade. O livre-arbítrio exige uma responsabilidade imensa, dá trabalho e traz angústia e sofrimento.”

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Paulo Coelho – A Bruxa de Portobello

Pág.244

“Todos nós temos um dever para com o amor: permitir que ele se manifeste da maneira que achar melhor. Não podemos e não devemos assustar-nos quando as forças das trevas, aquelas que instituíram a palavra “pecado” apenas para controlar os nossos corações e as nossas mentes, se querem fazer ouvir. O que é o pecado? Jesus Cristo, que todos nós conhecemos, dirigiu-se a uma mulher adúltera e disse: Ninguém te condenou? Pois eu também não te condeno. Curou aos sábados, permitiu que uma prostituta lavasse os seus pés, convidou um criminoso que estava a ser crucificado ao seu lado para gozar as delícias do Paraíso, comeu alimentos proibidos, disse para nos preocuparmos apenas com o dia de hoje, porque os lírios do campo não tecem nem fiam, mas vestem-se com glória.

O que é o pecado? Pecado é impedir que o Amor de manifeste. (…) Estamos num novo mundo, podemos escolher seguir os nossos próprios passos, não o que a sociedade nos obrigou a fazer.”

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Paulo Coelho – A Bruxa de Portobello

Pág.241

“O historiador alemão, Franz Herbert (…), tem uma ideia diferente: As religiões estabelecidas deixaram de responder às questões fundamentais do Homem – como a sua identidade e a sua razão de viver. Em vez disso, concentraram-se apenas numa série de dogmas e normas voltadas para uma organização social e política. Desta forma, as pessoas que andam à procura de uma espiritualidade autêntica começam a partir em direcção a novos rumos (…).”

terça-feira, 1 de junho de 2010

Paulo Coelho – A Bruxa de Portobello

Pág.235

“(…) combino os processos de cura doa antigos, a Tradição Arcana com as técnicas mais modernas da medicina actual – a Tradição de Hipócrates. Estou a escrever um tratado a respeito disso, e muitas pessoas da comunidade “científica”, ao verem o meu texto publicado numa revista especializada, vão ousar dar passos que no fundo sempre quiseram dar.

Não acredito que a cabeça seja a fonte de todos os males; existem doenças. Acho que antibióticos e antivirais foram grandes passos para a Humanidade. Não tenciono que um doente meu cure uma apendicite apenas com meditação (…). Enfim, dou os meus passos com coragem e medo, procuro a técnica e a inspiração. Eu sou suficientemente prudente para não andar a dizer isto por aí, caso contrário iam logo rotular-me de curandeira, e muitas das vidas que eu poderia salvar acabariam por ser perdidas.

Quando estou com dúvidas, peço ajuda à Grande Mãe. Nunca me deixou sem resposta. Mas aconselhou-me sempre a ser discreta, pelo menos em duas ou três ocasiões.

Mas ela estava demasiado fascinada com o mundo que começava a descobrir, e não ouviu.”