terça-feira, 26 de novembro de 2013

Meditação



A meditação é necessária ao desenvolvimento das qualidades mentais. O espírito pode certamente ser melhorado, e a meditação é um meio de realizar essa transformação. A meditação é a actividade de familiarizar o espírito. A meditação é a actividade de familiarizar o espírito, de o habituarmos a algo de novo e de positivo. Isso significa, fundamentalmente, que nos acostumamos ao objecto sobre o qual meditamos. Há dois tipos de meditação: a meditação analítica, e a concentração ou absorção meditativa. A primeira consiste em analisar um objecto, a segunda em concentrar o espírito nesse objecto de uma maneira estável. (...) Para compreendermos o objectivo da meditação, é interessante dividirmos as práticas em visão e comportamento. O factor principal é o comportamento, uma vez que é ele que induz a futura felicidade, tanto em nós como nos outros. Mas para que o comportamento seja puro e perfeito, é necessário termos uma visão justa. O comportamento tem de estar correctamente fundamentado na razão, pelo que é necessário uma visão filosófica justa. (pág.15, "O Sentido da Vida", Dalai Lama)

As qualidades espirituais desenvolvidas sob uma base firme, jamais se perdem



Entre o poder mundano e as possessões há, sem dúvida, coisas boas, mas igualmente limitadas. Em contrapartida, do ponto de vista budista, o desenvolvimento do espírito pode progredir de vida em vida, por natureza do espírito ser de tal ordem que as qualidades espirituais desenvolvidas sobre uma base firme jamais se perdem e podem ir sempre aumentando. Com efeito, uma vez correctamente desenvolvidas, as qualidades positivas do espírito não só permanecem, como podem desenvolver-se incessantemente. É por essa razão que a prática espiritual dá em simultâneo, origem à felicidade a longo prazo e a uma maior força interior a cada dia que passa. (pág.14, "O Sentido da Vida", Dalai Lama)

domingo, 17 de novembro de 2013

O Sentido da Vida, Dalai Lama: ter em consideração as diversas vidas


"Há muitos tipos de felicidade e muitas maneiras de os alcançar, assim como há uma grande variedade de sofrimentos e de maneiras de os suplantar. Todavia, enquanto budistas, devemos aspirar a um resultado duradouro e não a um mero alívio ou a um bem temporário. Os budistas não devem ter apenas esta vida em consideração, mas sim as vidas sucessivas indefinidamente; não devem contar em semanas ou meses, ou mesmo em anos, mas em vidas e em kalpas." (pág.13, "O Sentido da Vida", Dalai Lama)

Nota: "Um kalpa (...) é uma unidade de era cósmica extremamente grande. Segundo a cosmologia budista, os mundos estão submetidos a um processo caracterizado pela alternância de períodos de formação e dissolução. O período que decorre entre o início de um mundo e a formação do mundo seguinte e a formação do mundo seguinte é chamado mahakalpa; este é formado por quatro períodos incomensuráveis  (...) que correspondem às fases de formação, duração e dissolução do mundo, e ao período intermédio de caos que precede a formação de um novo mundo."  (pág.13, "O Sentido da Vida", Dalai Lama)