
Certamente devemos priorizar o que é do âmbito do espírito... mas separar as águas é da única e exclusiva responsabilidade de cada um de nós, sendo que as religiões podem, efectivamente, dar um contributo positivo com algumas ideias e sugestões em que nos podemos inspirar, mas não se pode querer substituir ao entendimento e ao trabalho de reflexão e ligação de ideias a que cada um de nós tem de se dar de forma individual. As nossas crenças são únicas, porque nós também somos únicos; não existe conceito vindo do exterior que possa constribuir para a construção das nossas crenças sem o nosso aval... e colarmo-nos a crenças pré-existentes é indício de uma fraca consciência individual. Isso pode e deve ser combatido se explorarmos a nossa identidade e isso pode e deve ser feito em contextos diversificados, de forma a explorarmos as nossas potencialidades em contextos diversos... a própria internet facilita muito esse processo, permite a expansão da nossa identidade de forma relativamente livre, mas convém variar os contextos, como é óbvio, para que consigamos tomar cnsciência de quem somos em contacto com o mundo e das nossas múltiplas facetas, integrando-as numa só que é a nossa identidade. Se o materialismo existe, contudo, existe por algum motivo... e como tudo existem facetas negativas e positivas em tudo. O materialismo pode tornar-se pernicioso se for colocado à frente das coisas do espírito, mas se for utilizado para as complementar, já não terá essa forte componente negativa.