segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Criticar


Pág.17

“Por isso, as pessoas são excelentes críticos das fraquezas alheias. Encontram falhas em si próprias – como podem evitar encontrar falhas nos outros? De facto, encontram-nas e ampliam-nas, tornam-nas o maior possível. Parece ser a única saída; o único modo para salvar a face, você tem de o fazer. Por isso há tanta crítica e tanta falta de amor.”
As pessoas precisam sentir-se bem com elas mesmas, seja a que preço for... nem que seja constantando as fraquezas alheias... contentam-se com pouco; é um alívio momentâneo apenas, que apenas leva a que nos sintamos cada vez pior connosco mesmos... como uma droga...

sábado, 28 de novembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Somos únicos


Pág.16

“Deus escolheu-o como veículo. Escolhendo-o como veículo, já o respeita, ama-o. Ao criá-lo já demonstra o Seu amor por si. (…) Não o fez por acidente, fê-lo com um destino próprio, com um potencial determinado, com a promessa de uma glória que poderá alcançar.”

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Transbordar de Amor


Pág.15

“Foi desenvolvendo o medo a cada ser com amor-próprio – que é o primeiro passo para o amor (…). Um homem com amor-próprio respeita-se a si mesmo. E aquele que se ama e respeita a si mesmo, respeita os outros (…).
Aquele que tem amor-próprio desfruta tanto do amor, torna-se tão bem aventurado, que o amor começa a transbordar, alcançando outros.”

É a melhor forma de se conseguir dar, sem vir a cobrar mais tarde... o que significa que não démos verdadeiramente...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Amor e Egoísmo


Pág.14

“(…) na sua perspectiva, amar-se a si próprio é egoísmo. Condenam mais o amor-próprio do que qualquer outra coisa.
E souberam fazer o seu ensinamento parecer muito lógico. (…)
Os sacerdotes e os políticos estão conscientes do fenómeno: impedindo as pessoas de ter amor-próprio, terão eliminado a sua capacidade de amar. Então, aquilo que acreditarem ser amor será um sucedâneo. Será um dever, mas não amor (…)
O amor desconhece o dever. A obrigação é um fardo, uma formalidade. Amor é alegria, partilha; o amor é informal. O amante nunca sente “Ele é-me devedor”. Pelo contrário, sente: “Visto o meu amor ter sido aceite, eu tenho responsabilidades. Ele favoreceu-me recebendo a minha dádiva, não a rejeitando.”


Amor incondicional


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Amar-se a si mesmo


Pág.13

“Se um homem não se amar a si mesmo, não poderá amar ninguém. A lição é ardilosa – dizem “ama os outros”… porque sabem que, se não se amar a si mesmo, nunca será capaz de amar.”

Partidas e Chegadas


Chegar é atingir o que se procura... de facto, muitas vezes, quando se atinge o que se prcura, desencantamo-nos. É por isso que acabamos a nunca conseguir chegar onde queremos... porque temos medo desse desencanto. Mas conseguirmos aquilo que queremos e sermos felizes com aquilo que queríamos, é apenas uma questão de hábito. É preciso aprendermos a reconhecermos quando chegámos, porque às vezes chegamos e não nos apercebemos... e o desencanto na chegada é, normalmente, indício de que ainda não se chegou...
Inspirado aqui.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Amor e Rebeldia


Pág.13

“O amor é alimento para a alma. Tal como a comida é para o corpo, assim o amor é para o espírito. Sem comida, o corpo enfraquece, sem amor a alma enferma. E nenhum Estado, nenhuma Igreja, nenhum interesse investido quis gente com almas fortes, pois alguém com energia espiritual tem necessariamente de ser rebelde.
O amor torna-o rebelde, revolucionário. O amor dá-lhe asas para se elevar. O amor confere discernimento perante as situações, para que ninguém possa enganá-lo explorá-lo, oprimi-lo.”
Aquele amor que cega... não é amor verdadeiro...

Frente a Frente de José Saramago com Padre José das Neves

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Amor, Liberdade e Solidão - Osho - Deus e Amor


Pág.12

“Posso abdicar facilmente da palavra Deus (…), mas não posso esquecer a palavra amor. Se tiver de escolher entre as duas palavras, amor e Deus, escolho a primeira; (…) todos os que conhecem o amor estão destinados a conhecer Deus. Mas o inverso não acontece: os que teorizam acerca de Deus e filosofam acerca de Deus poderão nunca conhecer o amor – e, igualmente, não conhecerão Deus.”

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Traves


Se uma certa realidade não existir em nós, não a conseguiremos identificar nos demais... mas certamente ela pode existir em nós de forma consciente o devidamente controlada e ainda assim conseguirmos identificá-la nos demais... essa é, aliás, a melhor forma de ajudar, é conhecer uma determinada realidade para podermos falar acerca dela... a trave no olho é de facto algo de preocupante, por isso convém fazer algo para aprofundar a nossa consciência das coisas... permaneceremos para sempre com traves não só nos olhos, mas na alma e em todo o lugar se não tivermos a coragem de enfrentar a verdade a nosso próprio respeito e nos assumirmos como somos... e permanecermos escondidos atrás de mentiras que inventamos, de realidades alternativas que criamos... por vezes contentamo-nos com tão pouco...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Espiritual versus materialismo


Certamente devemos priorizar o que é do âmbito do espírito... mas separar as águas é da única e exclusiva responsabilidade de cada um de nós, sendo que as religiões podem, efectivamente, dar um contributo positivo com algumas ideias e sugestões em que nos podemos inspirar, mas não se pode querer substituir ao entendimento e ao trabalho de reflexão e ligação de ideias a que cada um de nós tem de se dar de forma individual. As nossas crenças são únicas, porque nós também somos únicos; não existe conceito vindo do exterior que possa constribuir para a construção das nossas crenças sem o nosso aval... e colarmo-nos a crenças pré-existentes é indício de uma fraca consciência individual. Isso pode e deve ser combatido se explorarmos a nossa identidade e isso pode e deve ser feito em contextos diversificados, de forma a explorarmos as nossas potencialidades em contextos diversos... a própria internet facilita muito esse processo, permite a expansão da nossa identidade de forma relativamente livre, mas convém variar os contextos, como é óbvio, para que consigamos tomar cnsciência de quem somos em contacto com o mundo e das nossas múltiplas facetas, integrando-as numa só que é a nossa identidade. Se o materialismo existe, contudo, existe por algum motivo... e como tudo existem facetas negativas e positivas em tudo. O materialismo pode tornar-se pernicioso se for colocado à frente das coisas do espírito, mas se for utilizado para as complementar, já não terá essa forte componente negativa.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A dor da morte


Que bom seria se todos nos tornássemos suficientemente conscientes para que a dor da morte pudesse ser transcendida... lá porque encaro a morte como uma passagem, lá porque sei o que ela significa, sei que vivenciar isso de que costumo falar encontra-se ainda longe das minhas possibilidades, pois ainda não atingi o desenvolvimento espiritual que seria necessário, pelo que vivenciar um processo de reencarnação está ainda longe daquilo que a minha mente pode conceber... se alguém de quem eu gosto sofresse essa transformação, eu sofreria certamente, e muito... ainda que tivesse esperança de vir a reencontrar essa pessoa. Acho que a morte não é desejável; uma progressão sem transformações bruscas é indício de equilíbrio de energias; e acho também que embora possamos de devamos falar dela sem tabus nem medos particulares, a verdade é que acho que não devemos brincar com algo que ainda não sabemos bem como funciona e como controlar... isso simplesmente não revela bom senso. Possuo um coração puro e com facilidade me afeiçoo às pessoas, pelo que a morte, ainda que seja de alguém não muito próximo, me perturba... por vezes escrever sobre estes assuntos deixa-me com receio de ser mal entendida e de sofrer por julgamentos de terceiros que possam ser feitos de forma precipitada, sem conhecer a grande complexidade da rede de argumentos e raciocínios que existe por detrás de cada ideia aqui proferida. Espero que todos aqui consigam compreender e manter uma postura cautelosa face ao que aqui é dito. Tratam-se de assuntos complexos que não devem ser entendidos de forma leviana.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A morte faz parte da vida



Talvez não conheçamos a morte, mas certamente conheceremos aquilo que hoje entendemos por morte. Nada existe que não possa ser conhecido, caso contrário, para quê existir? Não creio que a morte se trate da negação do ser; a morte, quanto a mim, é uma transição onde a nossa parte mais densa se separa da nossa parte mais subtil e energética, ficando esta primeira para trás e sofrendo um processo de transformação, enquanto a outra prossegue, permanecendo num estádio intermédio antes que um novo agregado da matéria densa se lhe venha juntar. A morte faz parte da vida, ela é necessária à vida, sem morte a vida não se renovaria, a vida não seria possível, o ciclo não se completaria.

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Calar

Não cales... se calares, nada aprenderás... deixa que os sons se libertem... ouve o que existe de mais profundo na tua alma, escuta o que tu tens para te dizer...


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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sumo


Qualquer curva da vida nos pode trazer felicidade... em todas elas reside essa possibilidade, porque ela não reside verdedeiramente nessas curvas, mas sim em nós e na nossa capacidade de vermos as inúmeras formas positivas de aproveitar o que cada circunstância tem para nos oferecer... claro que algumas acabam por se revelar bloqueantes e, de facto, pelo menos a curto prazo, pouco nos ajudam... é por isso que, se prepararmos o nosso espírito para receber melhor o que a vida tem para oferecer e dala formos capazes de tirar mais ensinamentos, a vida devolve-nos situações mais ajustadas à nossa própria preparação espiritual... e acaba por ser progressivamente menos provavel a ocorrência dessas mesmas situações bloqueantes... à medida que o grande "sumo" de frutas que é a nossa consciência vai ficando mais líquido, as suas partículas mais finas e menos materiais, é cada vez menor a probabilidade de ocorrerem "grumos", ou aglomerados que tiram a piada ao nosso suminho fantástico...

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

A mente protótipo do Universo



Gosto sempre de comparar o Universo em que nos encontramos à imagem das matrioskas: funciona mais ou menos tudo sempre da mesma maneira, só diferindo nos referenciais, nas dimensões, enfim, aquilo que torna tudo relativo e nos afasta do absoluto. Explorando até ao seu máximo expoente a nossa própria mente, encontraremos as leis pelas quais se rege o Universo em que nos encontramos, já que a nossa mente é uma espécie de protótipo do próprio Universo. Já lá diz a Matemática: assim como o todo cabe na parte, a parte também cabe no todo. Claro que é da união das ideias de todos que é constituída a verdade, mas todos possuímos o todo em nós. Em nós residem também as ideias alheias. Somos todos feitos do mesmo.

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Medo


Quanto ao medo, a sua origem reside na matéria, na densidade da alma, numa mente não fluída, em bruto, não trabalhada. Quando a mente se encontra densa, os caminhos, que existem sempre, ficam invisíveis ao nosso olhar; não conseguimos perceber as saídas, ficamos presos, sofremos, interpretamos como punição, mas curiosamente a dor é um processo de fluidificação da mente; ela torna-a (em princípio), mais fluída, deixando-nos mais propensos, nem que seja apenas por pouco tempo, a vislumbrar, precisamente, essas mesmas saídas. Obviamente, é o processo primordial; não devemos permanecer nele; é nossa missão buscar alternativas. E a melhor alternativa ao sofrimento é buscar essa mesma fluidificação da mente e do pensamento através de métodos próprios, como todos aqueles que nos levam a estados meditativos. Não somos perecíveis; nada é neste mundo, pelo que não existe a necessidade de medo; os nossos medos são sempre infundados, de alguma forma, pois correspondem a formas limitadas de olhar a realidade e a concretização desses mesmos medos significa que não fomos capazes de encontrar uma forma satisfatória de lidar com a situação que nos foi colocada, algo absolutamente normal uma vez que somos humanos.


Imagens daqui.

Texto inspirado aqui.

domingo, 8 de novembro de 2009

Todos diferentes, todos iguais


Explorar as nossas diferenças é, quanto a mim, absolutamente essencial para o desenvolvimento da Humanidade como um só organismo e também, obviamente, para o desenvolvimento de cada um de nós. Afinal de contas, dentro de cada um de nós reside o todo; quantas mais facetas nossas explorarmos, mais próximos do todo andaremos, mais sábios seremos, maior o nosso auto-conhecimento. Quem estuda Matemática sabe que é assim que o Universo funciona: se explorarmos conscientemente as nossas diferenças, se fizermos do ser diferente uma filosofia de vida, não simplesmente ser diferente por ser, mas ser-se diferente porque se É e se tem consciência daquilo que se É, um dia chegaremos a um consenso quanto ao essencial. Afinal de contas... todos diferentes... mas no fundo, todos iguais. Quanto a mim, o segredo de uma maior paz e de uma maior harmonia no nosso planeta diz respeito, precisamente, à exploração das nossas próprias diferenças, que nos levará no caminho de encontrarmos as nossas semelhanças e pontos consensuais (vindo exclusivamente do sentimento interior de cada um de nós) que facilitarão uma vida mais pacífica entre os habitantes deste planeta e, provavelmente, não só.

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sábado, 7 de novembro de 2009

Dar e receber



Cada pessoa tem as suas razões, é um facto. Mas da qualidade daquilo que damos ao mundo, depende a qualidade do que recebemos; se damos pouco, tendemos a receber pouco também. Pelo que é interessante compreendermos as nossas próprias razões; se o fizermos, os outros compreendê-las-ão também, não só porque podemos explicar-lhes, mas também porque isso lhes é passado de forma até inconsciente; os outros detectam e respeitam a nossa ordem interior. Poderemos então interagir mais, ensinar mais, dar mais; receberemos mais também, aprenderemos nós mesmos mais também.




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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Preconceito


A nossa mente assenta sobre preconceitos; mas como em todas as nossas missões nesta existência, é precisamente no sentido de contrariar essa tendência primordial que devemos agir. Se temos uma mente que assenta em preconceitos, é suposto que nos desfaçamos ao máximo destes. Atravancar a nossa mente com preconceitos é como atulhar uma arrecadação com objectos fora de ordem; todos eles fazem falta: faz sempre tudo falta, mas para poderem ser devidamente utilizadas as coisas devem estar ordenadas, eventualmente até catalogadas e os caminhos de acesso desimpedidos. Só assim conseguiremos aceder aos objectos da arrecadação quando deles houver necessidade. Um preconceito é uma ideia pré-concebida de forma rígida, sem ter em conta as variáveis da situação a que se aplica. É uma caixa de cartão anónima no meio do caminho: ocupa espaço e impede o movimento. Para uma mente sã não é preciso deitar nada fora, mas é preciso sim ter capacidade para reciclar, a criatividade que é preciso para adaptar velhas coisas a novas situações. O preconceito quer trabalho de análise e não simples repressão do conceito. Tudo aquilo que é reprimido volta a surgir, qual erva daninha.

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Resignação


É, por isso, muito importante auscultar o nosso interior e perceber do seu estado de felicidade e tranquilidade. Por vezes enganamo-nos a nós próprios dizendo que somos felizes como somos e na realidade existe muito lixo de baixo do tapete. Creio que a melhor forma de combater a resignação é tentarmos tornar-nos pessoas melhores a cada dia, a cada instante, fazer dessa a nossa principal motivação de vida. Assim, jamais cairemos na resignação, pois necessitaremos estar permanentemente em contacto com o nosso interior, a reflectir permanentemente sobre nós mesmos, a nossa interacção com o mundo, as nossas atitudes. Para mudar o mundo é necessário mudar-nos a nós próprios e para nos mudarmos a nós próprios, é necessária essa atenção ao nosso interior, essa permanente vontade de progressão e essa não resignação. Progredir, por outro lado, pede que sejamos capazes de retirar o máximo de ensinamentos das lições que nos são oferecidas diariamente, pelo que é interessante que, pelo menos inicialmente, as aceitemos, ainda que, supostamente devamos adaptá-las a nós próprios (e não nós a elas). O nosso verdadeiro Eu surge assim à medida que progredimos e potenciamos quem somos e o que somos através da prática de procurarmos ser o melhor possível, coisa que também só se atinge através de uma profunda análise e reflexão sobe nós mesmos e o Universo. Profunda e, sobretudo SINCERA reflexão a esse respeito. Creio ser essa aparte mais difícil, a capacidade de sermos sinceros connosco mesmos, a capacidade de olharmos para dentro de nós mesmos e termos a coragem e a confiança que é preciso para dizermos: é isto que deve ser alterado, e isto e isto. O facto de querermos melhorar e de estarmos a fazer por isso e de admitirmos os momentos em que devemos reavaliar as nossas atitudes, dá-nos o direito de não sermos perfeitos. E esse direito guarda-nos da punição.

Inspirado aqui.