sábado, 23 de janeiro de 2010

Intervalar...

... e porque aumenta a eficácia de algo intervalar, sugiro aos carissimos leitores deste blog que, durante este período de interregno, se dediquem a reler alguns dos posts aqui colocados... e a reflectir um pouco melhor sobre eles.

Prometo voltar num espaço de tempo relativamente curto. Até lá!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Meditação


Pág.68

“O problema do amor pode ser resolvido quando o problema da meditação for resolvido, não antes. Porque são duas pessoas não meditativas que estão a criar o problema. Duas pessoas que não sabem quem são, que estão confusas – naturalmente multiplicam a confusão mútua, ampliam-na.”

“A menos que a meditação seja alcançada, o amor permanece uma angústia. Uma vez que tenha aprendido a viver sozinho, uma vez que tenha aprendido a apreciar a sua existência simples, sem problemas específicos, então há a possibilidade de resolver o segundo problema, mais complicado, de conjugar duas pessoas. Somente duas pessoa que meditam, podem viver em amor (…).”

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Desejo


Pág.63

“Se a vossa união não se deve ao desejo, o vosso amor irá aprofundar-se diariamente. O desejo encurta tudo (…).”

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - O Amor é um estado


Pág.61

“Você ama simplesmente – não ama alguém em particular, mas simplesmente está a amar, assim, o que quer que faça faz com amor (…).”

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Mistério


“E cada pessoa é um mistério infinito, infinito, inesgotável, insondável, e não é possível que alguma vez você diga: “Eu conheci-a” ou “Eu conheci-o”. (…) De facto, quanto mais conhecer, mais misterioso o outro se torna.”

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Novidade


“Nada se repete; tudo é novo todos os dias.”

domingo, 17 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Consciência


Pág.57

“Você está a tentar ver as muitas facetas da personalidade do outro. Está a tentar penetrar mais profundamente, cada vez mais profundamente, no reino dos sentimentos profundos, nos abismos profundos do seu ser. Está a tentar desvendar um mistério que não pode ser desvendado, esta é a alegria do amor: a exploração da consciência.”

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Compromisso




Pág.56

“(…) não quero com isto dizer que o amor será fugaz. Há todas as possibilidades de esse amor se aprofundar mais, de o seu amor ter um maior grau de intimidade, de ter algo de poesia e de divino nele. (…) A garantia será interior. Será um compromisso do coração, será uma comunhão silenciosa.
Se aprecia estar com alguém, irá apreciar cada vez mais e mais. Se aprecia a intimidade, irá gostar de explorar a intimidade mais e mais. E existem algumas flores do amor que só desabrocham após uma longa intimidade. (…) Quanto mais tempo levam, mais profundo é. Mas tem de existir um compromisso de um coração para outro coração. Não tem de ser verbalizado, porque verbalizá-lo é profaná-lo. Tem de ser um compromisso silencioso; olho a olho, coração a coração, ser a ser. Tem de ser entendido, não dito.”

Amit Goswami

sábado, 16 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Amor, amor, amor!!


“A maior experiência na vida é quando você dá sem quaisquer condições, sem quaisquer expectativas de receber mesmo um simples “obrigado”. Pelo contrário, o amor autêntico, o verdadeiro, sente-se obrigado em relação à pessoa que aceitou o seu amor. Ele poderia tê-lo rejeitado.
Quando você começa a dar amor com um sentimento profundo de gratidão por todos aqueles que o aceitam, ficará surpreendido por se tornar um imperador – já não é um pedinte implorando amor com uma lata vazia, batendo de porta em porta. E aqueles em cujas portas você bate não lhe podem dar amor; eles também são pedintes. Pedintes que pedem amor a outros pedintes e sentem-se frustrados, zangados, porque o amor não chega. Mas isto era inevitável. O amor pertence ao mundo dos imperadores, não ao dos pedintes. E um homem é um imperador quando está tão pleno de amor, pois pode dá-lo sem quaisquer condições.”

“Primeiro esteja cheio de amor, então a partilha acontece. E então a grande surpresa… à medida que você dá, começa a recebê-lo de origens desconhecidas, de lugares desconhecidos, de gente desconhecida, de árvores, de rios, de montanhas. De todos os recantos da existência, o amor começa a derramar-se sobre si. Quanto mais der, mais recebe. A vida torna-se uma dança total de amor.”

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Autoconehcimento


Pág.51

“Vivemos num mundo onde pais, professores, sacerdotes – todos o corromperam, afastaram-no de si mesmo. O meu esforço é devolvê-lo a si mesmo. Chamo a este processo “meditação”. Quero que seja simplesmente você mesmo, com grande respeito por si próprio, com a dignidade de saber que a existência precisa de si – e então deverá começar a busca de si mesmo. Primeiro concentre-se em si e depois vá em busca de si mesmo.”


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Pecado


Pág.49

“Eu continuarei a ser somente eu mesmo. Não irei ter em atenção os sacerdotes e pregadores, porque confio que o amor de Deus é suficientemente grande; eu não posso cometer um pecado que seja maior do que o seu amor. Então porquê preocupar-me? As nossas mãos são pequenas e os nossos pecados são pequenos.”


Em absoluto é verdade... mas quando as nossas acções se viram contra nós, não nos parecem assim tão leves... é por isso que é preciso medir as consequências antes de agir...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Amor: alerta de consciência


Pág.48

“O amor é uma sombra de alerta, de consciência. Seja mais consciente e o amor virá à medida que se torna mais consciente.”

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Perfeição


Pág.47

“A perfeição não é como uma disciplina, não é algo que possa praticar. Não é algo por que deva ir a ensaios. Mas isso é o que está a ser ensinado a toda a gente, e o resultado é um mundo de hipócritas, que sabem perfeitamente que são ocos e vazios, mas que continuam a fingir todos os tipos de qualidades que são só palavras vazias.”

domingo, 10 de janeiro de 2010

Richard Dawkins - Deus, Um Delírio - Parte X

Pág.13

"O verdadeiro cientista, por mais apaixonadamente que "acredite" na evolução, sabe exatamente o que é necessário para fazê-lo mudar de opinião: evidências."

Tristes os cientistas... que mudam de opinião com as evidências e esquecem a sua sabedoria ancestral, aquela que os pedagogos me disseram a mim, através de livros e dos meus professores, que todos trazíamos quando vinhamos ao mundo... mas que raio de cientista é este Dawkins?? Que idade tem?? 100 anos?? Fala como sendo da velha guarda!! Evidências!! Numa comunidade científica pós-Einstein e pós teoria da relatividade está alguém à espera de evidências para provar seja o que for?? Se assim fosse, não teríamos saído da cepa torta!! Está realmente a trabalhar nos EUA, ou na Rússia, com base numa forma antiquada de encarar a ciência?? Desde quando as teorias necessitam de evidências para serem ou não validadas?? Eu, uma pobre professora de 2ºCiclo, num paízito de nada, perdido nos confins da Lusitânia, como dizia o outro, à beira mar plantado, que o próprio Dawkins deve desconhecer a existência e julgar uma provícia de Espanha, sei que o que valida uma teoria é a sua coerência interna e o facto de conseguir estabelecer pontes entre as diversas ciências e teorias até aí aceites... para que quereríamos nós a matemática se fossem as provas assim tão importantes?? A não ser que ele considere um cálculo matemático uma prova!!

Que formação terá tido este Biólogo? Passou a vida toda a estudar Biologia e nunca tocou em matemática, Física ou Epistemologia das Ciências???

Richard Dawkins - Deus, Um Delírio - Parte IX

Pág.13

"VOCÊ É TÃO FUNDAMENTALISTA QUANTO AQUELES QUE CRITICA.

Não, por favor, é fácil demais confundir uma paixão capaz de mudar de opinião, com fundamentalismo, coisa que nunca farei. Cristãos fundamentalistas são apaixonadamente contra a evolução, e eu sou apaixonadamente a favor dela. Paixão por paixão, estamos no mesmo nível. E isso, para algumas pessoas, significa que somos igualmente fundamentalistas. Mas, parafraseando um aforismo cuja fonte eu não saberia precisar, quando dois pontos de vista contrários são manifestados com a mesma força, a verdade não está necessariamente no meio dos dois. É possível que um dos lados esteja simplesmente errado. E isso justifica a paixão do outro lado."

Ser fundamentalista ou não nada tem a ver com mudar de opinião. Ser fundamentalista tem a ver com querer impor aos demais a nossa própria opinião. Obviamente se temos uma construção sólida que nos serve, não vamos depô-la com base em argumentos; se a essa convicção corresponder o nosso sentir, não vamos mudá-la certamente nem que todos os dados superficiais directamente observáveis para lá indiquem, porque o nosso sentir é muito mais antigo. Os dados vindos da experiência em tempos de uma vida não são suficientes para depôr uma opinião baseada no sentir.

Não, não é possível que um dos lados esteja simplesmente errado. Há sempre alguma razão de ambos os lados.

Richard Dawkins - Deus, Um Delírio - Parte VIII

Pág.12

"Tanto ateus como teístas observam inconscientemente a convenção da sociedade ... de que devemos ser especialmente polidos e respeitadores em relação à fé."

Devemos ser especialmente polidos e respeitadores em relação a tudo o que existe... que, por ausência de forças num determinado momento, isso não se consiga, pois muito bem, assuma-se a nossa incapacidade, mas não se duvide dessa necessidade. Não falo do polimento hipócrita do dia-a-dia do ridículo "bom-dia" e "boa-tarde", mas do respeito profundo pelos nossos irmãos e pelos seus direitos... mesmo os que pertencem à maioria merecem respeito... e eu pertenço a uma clara minoria em muitos aspectos, aliás, a minoria chega a ser tão clara, que me sinto muitas vezes minimizada por ser a única pessoa de que eu tenho conhecimento que escreve de uma maneira que desagrada a muita gente, que dá aulas de uma maneira que desagrada a muita gente e que vê as suas acções e a sua liberdade tolhidas com frequência por causa dessa peculiaridade... mas não é por isso que me vou rebaixar ao nível daqueles que agem contra mim... não é por isso que vou agir agressivamente contra eles... saberei certamente procurar o meu lugar, o meu direito a exprimir-me de modo diferente, com base numa atitude cooperativa e humilde... só assim as forças Universais podem conspirar a favor de que os meus desejos se realizem, de que a minha escrita seja reconhecida e sobretudo, e ainda mais difícil, de que eu possa encontrar um contexto onde possa ensinar de acordo com os meus métodos que, a meu ver, são muito mais fiéis aos princípios pedagógicos que, na minha formação inicial, me foram ensinados, mas que os interesses económicos, a inércia dos outros professores e até a sua limitação de vistas, fizeram com que se subvertessem totalmente... acho que o sr.Dawkins é mais um daqueles cientistas pseudo-intelectuais que vive confinado lá no seu mundinho e não tem a noção do que se passa ao seu redor. E isto não tem a ver com as viagens que se fez, mas com a atitude que se tem. Só por viver nos EUA já se lhe poder atribuir uma tendência para se centrar no seu próprio umbigo e ignorar o resto do mundo.

Richard Dawkins - Deus, Um Delírio - Parte VII

Pág.12

"VOCÊ SÓ ESTÁ PREGANDO PARA OS JÁ CONVERTIDOS. DE QUE ADIANTA?

O "Cantinho dos Convertidos" no RichardDawkins.net já invalida a mentira, mas mesmo que a levássemos a sério há boas respostas. Uma é que o coro dos descrentes é bem maior do que muita gente imagina, sobretudo nos Estados Unidos. Mas, de novo sobretudo nos Estados Unidos, é em grande parte um coro "no armário", e precisa desesperadamente de incentivo para sair dele. A julgar pelos agradecimentos que recebi em toda a turnê americana do lançamento do livro, o incentivo dado por pessoas como Sam Harris, Dan Dennett, Christopher Hitchens e por mim é bastante apreciado. Uma razão mais sutil para pregar aos já convertidos é a necessidade de conscientização. Quando as feministas nos conscientizaram sobre os pronomes sexistas, elas estariam pregando só aos já convertidos no que se referia a questões mais significativas dos direitos das mulheres e dos males da discriminação. Mas aquele coro decente e liberal ainda precisava ser conscientizado sobre a linguagem do dia-a-dia. Por mais atualizados que estivéssemos nas questões políticas relativas aos direitos e à discriminação, ainda assim adotávamos inconscientemente convenções que faziam metade da raça humana sentir-se excluída."

Confirma-se: é de uma outra religião que se trata. Pelos vistos há-que cuidar da linguagem, mas Richard Dawkins é ateu e "prega"... para, inclusivamente, os já "convertidos"... e se este senhor fizesse um favor a toda a gente e lesse, quiçá, as palavras de um religioso, que não é certamente detentor da verdade, mas que certamente percebe muito mais acerca dela, e de Deus e sobretudo, de humildade, do que este senhor - o Dalai Lama; veria que basta deixar à responsabilidade de cada um de nós se queremos ser ateus ou não... em que Deus queremos crer... mas que o que façamos e aquilo em que acreditemos, acreditemos de coração! alguém que me vem dizer que o ateísmo é melhor do que as outras religiões, ou que alguma religião é melhor que outra, ou que alguma religião é melhor que o ateísmo, não merece o meu respeito...

Confirma-se também: sentem-se ostracizados por serem ateus!! Pobres coitados, estou cheia de pena deles... pelo menos o motivo do ostracismo tem um nome: ateísmo!! Há pessoas que são ostracizadas simplesmente por serem diferentes, sendo a sua diferença tão diferente que não cabe em qualquer categoria inventada até agora... é assim que se criam os lobbys de pressão; que tendo alguma razão inicialmente, ao agirem sob o recalcamento que sentem a perdem toda. Se achamos que temos alguma coisa a dar, assumamos uma postura humilde. Se por algum motivo nos sentimos ostracizados porque a nossa posição não é a vigente ou maioritária, então que a nossa arma seja a humildade e uma atitude moralmente superior. Coitados dos ateus... são descriminados... são impedidos de casar, de adoptar... não podem aceder a um determinado trabalho porque podem engravidar... ora, meus senhores, ganhem juízo e percebam o que é ser-se verdadeiramente ostracizado!!

Richard Dawkins - Deus, Um Delírio - Parte VI

Pág.10

"SOU ATEU, MAS QUERO ME DISSOCIAR DE SUA LINGUAGEM ESTRIDENTE, DESTEMPERADA E INTOLERANTE.

Na verdade, quando se analisa a linguagem de Deus, um delírio, ela é menos destemperada ou estridente do que a que achamos muito normal — quando ouvimos analistas políticos, por exemplo, ou críticos de teatro, arte ou literatura. Minha linguagem só soa contundente e destemperada por causa da estranha convenção, quase universalmente aceita (veja a citação de Douglas Adams nas páginas 45 e 46), de que a fé religiosa é dona de um privilégio único: estar além e acima de qualquer crítica."

Continuando na secção das críticas; Dawkins continua a asneirar e a retirar-se a si próprio qualquer credibilidade que eu, pessoalmente, lhe poderia atribuir. Parece-me um playboyzinho mimado armado em rebelde... os seus argumentos são absolutamente infantis: ele compara-se com arruaceiros e diz que comparado com eles não faz barulho nenhum. Pois quanto a mim, analistas políticos, críticos de teatro, seja quem for, não tem o direito de vir tentar fazer uma crítica que seja levada a sério, ainda mais se meter sarcasmo e se for feita de forma pouco respeitosa. A fé religiosa não está acima de qualquer crítica, mas qualquer coisa que critiquemos sem fundamento e sem respeito, merece ser devidamente criticado de volta.

Mais um arruaceiro que fala de humor para disfarçar os seus próprios recalcamentos e a sua falta de elegância... o humor não é nenhum tapete para se esconder a lixarada de baixo; fazer humor requer muito mais do que vontade de gozar com a cara dos outros e de se superiorizar.


Pág.11

"Críticos de literatura ou de teatro podem ser zombeteiramente negativos e ganhar elogios pela contundência sagaz da resenha. Mas nas críticas à religião até a clareza deixa de ser virtude para soar como hostilidade. Um político pode atacar sem dó um adversário no plenário do Parlamento e receber aplausos por sua combatividade. Mas basta um crítico sóbrio e justificado da religião usar o que em outros contextos seria apenas um tom direto para a sociedade polida balançar a cabeça em desaprovação; até a sociedade polida laica, e especialmente aquela parte da sociedade laica que adora anunciar: "Sou ateu, MAS..."."

Chega a ser ridículo que este senhor se auto-anuncie como um crítico sóbrio e justificado, como parece estar a fazer aqui; acho que ele tem razão no seu ponto de vista, mas dois males não fazem um bem; não é porque os crítios de literatura e teatro fazem críticas idiotas que isso viabiliza a sua crítica idiota. Creio que são todos dignos de reprovação. Estamos, aliás, a tocar num dos meus "pontos fracos", pois críticas não construtivas são coisas que eu acho que deveriam ser banidas da face da Terra... pois são muito mais perigosas do que a ideia da existência de Deus. Não se confunda os fundamentalistas da religião que acham que não se pode mexer nos dogmas, com alguém que como eu chama a atenção para a necessidade da crítica construtiva, não só em termos de religião, mas de tudo. O que quer ele dizer com sociedade polida?? As pessoas que exigem respeito para com aquilo que lhes diz respeito?? Pois, sr.Dawkins, ser polido é uma coisa muito bonita e rara e em nada colide com ser honesto.

Sou ateu, mas... definitivamente, este senhor parece estar a tentar evidenciar-se de um grupo de atues recalcados, com vergonha de o ser... daí a necessidade da agressividade... mas acalme-se, se quer que a sua mensagem passe de forma credível e eficaz.

Richard Dawkins - Deus, Um Delírio - Parte V

Pág.10

"A próxima crítica (...) a grande crítica do "testa-de-ferro".

VOCÊ SEMPRE ATACA O QUE HÁ DE PIOR NA RELIGIÃO E IGNORA O QUE HÁ DE MELHOR.

"Você persegue oportunistas grosseiros e incendiários como Ted Haggard, Jerry Falwell e PatRobertson, em vez de teólogos sofisticados como Tillich ou Bonhoeffer, que ensinam o tipo de religião em que acredito."

Se o predomínio fosse só dessa espécie sutil e amena de religião, o mundo sem dúvida seria um lugar melhor, e eu teria escrito outro livro. A melancólica verdade é que esse tipo de religião decente e contido é numericamente irrelevante. Para a imensa maioria de fiéis no mundo todo, a
religião parece-se muito com o que se ouve de gente como Robertson, Falwell ou Haggard, Osama bin Laden ou o aiatolá Khomeini."

Richard Dawkins com a sua insensatez de argumentação faz proliferar críticas pertinentes e bastante bem colocadas; acho que ele mesmo tem a noção disto, pois ele próprio acaba por transcrever para o seu livro críticas que considero muito bem apanhadas, mas para depois nos dar uma argumentação pobre, eu diria mesmo algo ingénua.

Se o problema dele é com os fanáticos religiosos, critique os fanáticos religiosos e não as religiões propriamente ditas e os seus sistemas teóricos. Não me parece que "esse tipo de religião decente contido" seja "numericamente irrelevante; acho que este senhor, que se diz cientista, afinal anda mas é a leste do paraíso... felizmente para a subsistência da nossa espécie, a maioria das pessoas ainda é assim, dessa forma comedida que vê a religião, sendo o fanatismo religioso ainda uma minoria, eu não diria numericamente irrelevante, mas certamente em menor escala do que o contrário, ou talvez já não estivéssemos aqui para contar a história...

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Voar


Pág.45

“O amor é um fenómeno paradoxal. São precisos dois, inicialmente, e no final, são precisos dois para existir como um. É o maior dos enigmas, é o maior dos puzzles.”

“O amor é o voo da sua consciência para reinos superiores, para lá da matéria e do corpo. No momento em que entender o amor como algo transcendental, então o amor não será uma questão fundamental. A questão fundamental é como transcender o corpo, como conhecer algo em si que está para lá – para lá de tudo o que é mensurável.”

Pág.46

“(…) como ir para lá da matéria e abrir os seus olhos para uma maior consciência. E não há limite para a consciência – quanto maior for a sua consciência, melhor você se apercebe de quanto é possível avançar. Quando atinge um patamar, logo outro patamar surge diante de si. É uma peregrinação eterna.”

“O amor é o subproduto de uma consciência elevada. É como a fragrância de uma flor. Não a procure nas raízes, não se encontra aí. A sua biologia é a sua raiz, a sua consciência é o seu florescimento. Á medida que a sua consciência se torna mais e mais como o desabrochar de um lótus, ainda mais ficará surpreendido – levado para trás – por uma experiência esmagadora que só pode ser chamada amor. Encontra-se tão pleno de alegria, tão cheio de beatitude, que cada fibra do seu ser dança em êxtase. É como uma nuvem de chuva que quer chover e salpicar. No momento em que você se encontra a transbordar de felicidade, um fortíssimo desejo surge em si, partilhar. Essa partilha é o amor.
O amor não é algo que se possa conseguir de alguém que não tenha atingido a bem-aventurança. E é esta a desgraça do mundo; todos procuram ser amados e todos dizem amar. Você não pode amar, porque não sabe o que é a consciência. (…) não conhece a verdade, não conhece a experiência do divino e não conhece a fragrância da beleza. O que tem para oferecer? Está tão vazio, tão oco… Nada cresce no seu ser, nada é verdade. Não existem flores em si; a sua primavera ainda não chegou.”

sábado, 9 de janeiro de 2010

Richard Dawkins - Deus, Um Delírio - Parte IV

Pág.7

"As provocações são propositais. Dawkins não trata questões religiosas com deferência. Um dos conceitos que ataca é justamente a idéia de que a religião mereça um respeito especial. Mas, se é agressivo para expressar sua indignação com o que considera um dos males mais preocupantes da atualidade, Dawkins refuta o negativismo. Ser ateu não é incompatível com bons princípios morais e com a apreciação da beleza do mundo. A própria palavra "Deus" ganha o seu aval na ressalva do "Deus einsteiniano", e o maravilhamento com o universo e com a vida, já manifestado em seus outros livros, encerra a argumentação numa nota de otimismo e esperança."

Já seria de esperar. Palavras insensatas e até perigosas que designa por provocações. Não sei que raio de fascínio vêm os pseudo-intelectuais da actualidade por provocações... o conflito certamente será melhor que a apatia, mas tratam-se ambas as soluções de males menores. Se o senhor está irritado por algum motivo, então vá curar-se da irritação como eu, escrevendo num caderninho lá de casa ou num blog como este, que ninguém vê, antes de ir escrever um livro. A religião, assim como a ciência merecem respeito especial por serem tentativas de compreensão, por serem sistemas que por definição nos deveriam levar a compreender um pouco mais. Ainda que muitas delas preguem a necessidade da crença numa série de dogmas que visam o perigoso estagnamento do entendimento num mundo em permanente mudança; daquilo que sei, contudo, é que os pregadores responsáveis por esse tipo de afirmações são infiéis às palavras iniciais que percursionaram essa mesma religião, pois normalmente as palavras, ou melhor, as ideias, dos percursores das diversas religiões, são muito semelhantes entre si e fazem a apologia da liberdade de pensamento, da busca por si próprio e do conhecimento.

Não gosto de religiões. Vejo-as como muletas desnecessárias que nos impedem de deixar desenvolver ideias próprias e de fortalecer a nossa espinha dorsal, a nossa unicidade enquanto seres, a nossa autenticidade; mas tantos que em certas fases do seu percurso necessitam de um apoio exterior... necessitam de uma teoria emprestada, nem que seja apenas durante algum tempo!! É um passo em frente, é melhor do que não ter rumo!!

Claro que o ideal seria chegarmos ao ponto em que pudéssemos agradecer às religiões tudo o que de bom fizeram por nós (e ignorar dentro dos possíveis, a parte negativa, pois essa ficou não com as religiões em si, mas quem delas se aproveitou para praticar acções negativas) e podermos prosseguir livres, orientados, independentes... mas se for para prosseguirmos ignorantes na mesma, desorientados, pois mais vale um belo punhado de dogmas.

A agressividade nunca é uma forma credível de enfrentar seja o que for; pressupõe sempre um sentimento de inferioridade, uma necessidade de defesa; cada caso será um caso, certamente, mas com esta agressividade Dawkins só está a corroborar com a evidência de que afinal as religiões ainda fazem falta e são aceites por muita gente.

Essa sua agressividade só me faz erguer barreiras e sentir aquilo que poucas vezes sinto: necessidade de evocar os aspectos positivos das religiões, coisa que tudo tudo tem são aspectos positivos.

Como pode refutar o negativismo alguém que baseia a sua postura na presunção e na agressividade?? Obviamente a pureza e qualidade de uma alma nada tem a ver com as suas crenças racionais; muitos apregoam o mal e fazem o bem, sendo que o contrário ainda é o mais frequente... isto partindo do pressuposto que mal e bem são entidades separadas. Mas a um nível mais primário, muito praticado no dia-a-dia a questão pode perfeitamente colocar-se desta forma. Agir correctamente tem que ver com sentimentos, com alma e pureza da mesma; certamente terá tido que ver com lógica e discernimento em algum ponto, mas um dia tudo isso se transforma num sentimento que nos guia de forma muito mais preponderante do que qualquer pensamento racional.

As últimas afirmações deste parágrafo vêm mostrar que este autor realmente crê em Deus, ao contrário do que apregoa; afinal de contas é humano e tem a mesma predisposição psicológica ou biológica para acreditar em Deus que todos os outros têm. Não vale a pena andar a apregoar que não existe: existe, pode não ser daquela forma como o vemos tradicionalmente, mas há algo bem mais interessante e amplo que corresponde à ideia de Deus. O último parágrafo deste excerto é, quanto a mim, a prova provada que nem o próprio autor crê que a ideia de Deus seja um mero delírio.

Pecado #3: Avareza

Avareza... por que motivo é que se poderá considerar a avareza um pecado? Creio que um pecado é tudo aquilo que bloqueia o fluxo de energia... as atitudes negativas, bloqueantes, todas elas acabam por ser pecados... não deixam as energias Universais fluir. Impedem o avanço, a progressão, a evolução. A avareza significa retenção, significa que, por medo de perder, não "investimos", arrecadamos apenas, impedimos, bloqueamos o fluxo... avareza, significa mais do que não dar objectos, dinheiro... significa não nos darmos a nós, significa coibir-nos de viver... significa impedir que alguém se inspire em nós, significa impedir-nos de nos inspirar-nos em alguém... significa ter vergonha de nós, do que somos... significa não nos aceitarmos como somos, não aceitarmos a vida que temos, que, embora não nos lembremos, foi mera escolha nossa, mesmo que inconsciente... não temos muitas vezes o que queremos porque temos sempre o que precisamos... cabe-nos a nós moldar a nossa estrutura de recepção para estar pronta para receber coisas positivas, ou melhor, para receber as coisas que sucedem como positivas; pois mais negativo que seja um acontecimento, isso é sempre possível, ainda que muitas vezes nos pareça estar longe de qualquer possibilidade. Há-que manter a energia a fluir, há que dar; e a dádiva de dinheiro e de objectos é talvez a menos proveitosa... a maior dádiva a alguém é sermos nós mesmos o melhor que podemos ser e darmo-nos, o nosso amor, o nosso carinho a quem estiver propenso a aprender connosco, a inspirar-se em nós... por outro lado, não vejo como avareza recolhermo-nos e às nossas dádivas se percebermos estar na presença de quem não sabe compreender nem valorizar aquilo que nós podemos dar. Não vale prejudicar-nos no processo da dádiva, pois tal iria prejudicar a qualidade daquilo que é dado...

Richard Dawkins - Deus, Um Delírio - Parte III

E as americanices continuam, ainda mesmo na página 7.

"Para tal, o biólogo usa argumentos contundentes e muito bem embasados para questionar a tese do design inteligente e a própria existência de Deus, sugerindo hipóteses darwinistas para nossa predisposição psicológica a acreditar em uma entidade divina."

Francamente, tenho dificuldade em compreender como quer esta sumidade criar ateus, nesta sua nova religião, se admite que existe uma predisposição psicológica para acreditar numa entidade divina... certamente, se temos essa predisposição, é porque há alguma coisa que lhe corresponde... tal como as crianças, primeiro podemos configurá-la como o velho de barbas numa interpretação mais literal e naive, mas certamente à medida que vamos evoluindo, esse conceito vai evoluindo também, porque de certa forma vamos ficando mais próximos dessa mesma inteligência, dessa mesma divindade... Darwin, certamente, nunca pensou nas extrapolações maquiavélicas que fez das suas pertinentes observações... de facto, cada um só vê mesmo aquilo que quer ver...

Richard Dawkins - Deus, Um Delírio - Parte II

Pág.7

"Se este livro funcionar do modo como espero, os leitores religiosos que o abrirem serão ateus quando o terminarem", diz ele no prefácio — não sem reconhecer sua presunção. Dawkins admite que dificilmente convencerá os fiéis recalcados, mas quer, pelo menos, atingir aqueles que crêem por inércia e fazê-los assumir o ateísmo com orgulho. O tom é de quem quer mesmo mudar o mundo."

Se realmente não acreditamos em Deus e somos ateus... então porquê do orgulho??? Não seria de encarar a coisa com naturalidade?? ... Esse orgulho é necessário quando a crença ou não crença é instável... fiéis recalcados?? Só porque são convictos?? Talvez recalcada seja a minoria que se sente ateia... ou pelo menos algumas dessas pessoas, como este exemplar que aqui nos surge, esta alma iluminada que finalmente atingiu a verdade absoluta. E que procura de forma sôfrega arranjar, quiçá uns cobres ao convencer os outros, ou talvez numa teoria que eu diria até mais verosímil, convencer-se a si mesmo ao convencer os outros das teorias que prega e não ajudar verdadeiramente ninguém. Tal como já foi referido neste blog, ajudar e atitudes presunçosas são coisas que dificilmente não se auto-excluem. Reconhece a sua presunção, mas nada faz para a erradicar; é mais fácil tentar erradicar uma ideia que o incomoda - a de Deus - do que eliminar sentimentos negativos do seu interior.

Está a cair exactamente no mesmo erro em que caem as religiões; umas querer "criar" cristãos, outras muçulmanos, outras budistas, e este quer criar ateus.

Richard Dawkins - Deus, Um Delírio - Parte I

Pág.7

"Neste livro, Richard Dawkins, um dos intelectuais mais respeitados da atualidade, arma-se mais uma vez de seu texto sagaz, sarcástico e muitas vezes divertido para atacar sem piedade, mas com muito fundamento, o que considera um dos grandes equívocos da humanidade: a fé em qualquer entidade divina ou sobrenatural, seja Alá, seja o Deus católico, evangélico ou judeu."

Este tipo de conversa faz-me lembrar o telejornal da TVI ou os célebres tablóides britânicos. É triste considerar que este tipo de discurso radical possa ser respeitado; creio que só pode ser respeitado por quem assuma o mesmo nível de credibilidade que assume alguém capaz de fazer afirmações como a seguinte, que eu me recuso a comentar tão longamente como uma afirmação deste tipo poderia suscitar:

Pág.7

" (...) Dawkins faz um apelo apaixonado contra a doutrinação de crianças em qualquer religião. Para ele, o simples fato de dizermos "criança católica" ou "criança judia" é uma forma de abuso infantil, comparável até ao abuso sexual, tão absurdo como falar de "criança neoliberal"."

Quanto ao que se encontra acima, sinto-o apenas como uma obscenidade. As pessoas por vezes esquecem-se de que o que colhem é fruto da sementeira que elas próprias realizaram, ainda que já não se lembrem disso. Se este senhor tivesse sido algum dia, em criança, vítima de um abuso sexual, certamente não falaria com esta veleidade. Um dia poderá ter de vir a responder pelas palavras que proferiu. Certamente doutrinar crianças faz tanto sentido como querer que optem por uma linha política: não o podem fazer, uma vez que ainda não possuem discernimento para escolherem aquilo em que acreditam ou não... mas daí a abuso sexual... resta-me constatar, mais uma vez, o sensacionalismo subjacente a estas palavras, coisa de que só alguém com convicções ténues necessita; e essa mesma fragilidade de convicções não tem a ver com as páginas de papel cheias de argumentos lógicos, tem a ver com fragilidade de sentimentos.

Depois de Buda, Jesus Cristo, Maomé, vem Richard Dawkins, o profeta, anunciar a verdade suprema... e já agora, mandar os outros todos para as favas, porque o iluminado deve ser mesmo Richard Dawkins... Qual JC qual quê... viva o Richard!

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Polaridades e Equilíbrio


Pág.41

“Observe os factos – não se envolva neles, mantenha-se de fora. Não seja um participante. Esta é a paixão grega: uma busca desapaixonada do conhecimento.
Ajudou, mas ajudou numa única direcção: a direcção da matéria. Este é o caminho para conhecer o material. Deste modo nunca poderá conhecer a mente, só a matéria. Deste modo nunca poderá conhecer a consciência.”

Pág.42

“(…) não pensará em extremos, não pensará que se você for para fora, se for um pesquisador em busca de conhecimento, então perde as raízes do seu ser; ou, se buscar em si, perderá as raízes no mundo no domínio científico. Ambos podem estar juntos e, sempre que tal acontece, o homem tem ambas as asas e pode voar até ao céu mais longínquo. De outro modo, só terá uma asa.”

Pág.44

“(…) que você se torne ambos – porque então a vida ficará enriquecida, tremendamente enriquecida. Então, não perderá nada. Então, tudo é absorvido; então, você torna-se uma grande orquestra. Então, todas as polaridades se encontram em si.”

Nova Leitura - Richard Dawkins



RICHARD DAWKINS

Deus, um delírio
Tradução
Fernanda Ravagnani
COMPANHIA DAS LETRAS

Trata-se de uma leitura muito interessante de alguém que não se poupou a esforços no que diz respeito a fundamentar muito bem a teoria da não existência de algo... curiosa esta posição; terão as pessoas a noção do que dizem quando falam da não existência do que quer que seja? Estão a crer num "erro" de concepção do nosso mundo, da nossa espécie... bem, se alguém acredita que vai muito longe com esse tipo de lógica... eu não sei nada, pobre de mim, quem sou eu para contrariar um cientista tão afamado da comunidade científica... mas a única coisa que vejo é um eventual sucesso imediato de alguém que procura desesperadamente chamar a atenção, numa tentativa infantil de se convencer a si próprio da não existência de algo que, por não conseguir explicar, lhe deve causar muitos frenicoques... senhores cientistas!! Vocês não são Deus! Fiquem felizes por ainda haver coisas que não são capazes de explicar!! Fiquem felizes por ainda existir frustração a sentir... significa que estão vivos e ainda possuem um propósito para assim continuarem!!

Não, eu não acredito em Deus, da forma como Ele é concebido nas nossas sociedades. Creio numa força, numa inteligência, num sentido, numa direcção (sem ser necessariamente sempre unidireccional), algo que nos puxa, uma fonte infinita e inesgotável de energia; quando a sentimos na sua forma mais pura, chamamos-lhe amor. Mas é precisamente porque, de facto, não acredito em Deus dessa forma que compreendo e respeito quem acredita. O que me leva a dar-me ao trabalho de estar aqui a escrever acerca de algo que não sinto grande necessidade de valorizar, deve-se sobretudo ao facto de Dawkins utilizar uma argumentação que considero perversa no contexto em que ele a utiliza; sinto que eventualmente até poderia corroborar da intenção deste livro, pois ele menciona que ao rebater a ideia de Deus e das religiões se pode conseguir um mundo melhor... eu consigo compreender isto, mas não posso concordar que rebater a ideia seja do que for nos possa melhorar... há-que compreendê-la e ampliá-la... já que a única coisa que existe de "errado" com a ideia de um Deus é a limitação dessa mesma ideia... mas Dawkins vem-nos vender a banha da cobra sustentada em argumentos lógicos tão ou mais pobres do que os das religiões elas próprias. Em vez de ampliar vem limitar. A verdade não está na lógica nem na razão. Infelizmente, os meus argumentos são ainda frágeis, tenho dificuldade em lidar com a própria complexidade de pensamentos que me vai na mente, mas eles estão todos lá e quando vejo algo que não me agrada, sei que se trata mesmo de algo que não me agrada. Acho que a crença cega num Deus com personalidade nos tem conduzido a abismos, da mesma forma que a crença cega na lógica da razão pura o tem feito. Teremos sorte se a nossa magnífica ciência não nos conduzir à destruição total. Creio que talvez ainda possamos ter esperança, no dia em que os cientistas aprenderem a compreender com os sentimentos ao mesmo tempo que compreendem com a razão. Não posso corroborar com a crença de que as limitações que supostamente devemos ultrapassar são para ser levadas em conta como absolutas. Se existisse pecado, eu diria que esse deveria ser o maior de todos eles: crer que conseguimos assim, de uma assentada só, atingir a verdade absoluta.

Tudo o que existe, mesmo que apenas em abstracção (e às vezes sobretudo aí), existe por um motivo construtivo, não sendo a defesa do ego um motivo razoável para uma ideia tão forte como a da existência de Deus. Se queremos um mundo melhor, procuremos ver as pontes e não as fracturas...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Dor e crescimento


Pág.40

“É doloroso, mas não o evite. Se o evitar, terá evitado a maior oportunidade de crescer. Vá até ele, sofra de amor, porque através do sofrimento vem um grande êxtase. Sim, há agonia, mas da agonia nasce o êxtase. Sim, terá de morrer enquanto ego, mas se morrer enquanto ego, terá nascido um Deus, como um buda.”

“O amor dar-lhe-á a primeira prova de que a vida não é desprovida de sentido. Aqueles que dizem que a vida não tem sentido são aqueles que não conheceram o amor.”

“Deixe que haja dor, deixe que haja sofrimento. Vá pela noite escura e alcançará um belo nascer-do-sol. É no ventre da escuridão nocturna que o Sol se desenvolve. É após a escuridão nocturna que a manhã vem.”

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Virgindade

Por mais que as coisas passem por nós, é preciso manter a ingenuidade, a esperança e a pureza que nos caracterizava no primeiro momento...

Pág.39

“Fluir é o processo de se manter continuamente virgem.”


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Avançar no Amor


Pág.38

“O amor é uma escada. Começa com um indivíduo, termina na totalidade. O amor é o início, Deus é o fim. Recear o amor, recear as dores crescentes do amor é permanecer enterrado numa cela escura.”

“O amor cria problemas. Você não pode evitar esses problemas por evitar o amor – mas estes são problemas essenciais! Têm de ser enfrentados, encontrados; têm de ser vividos, ultrapassados e deixados para trás. E para os deixar para trás, o caminho faz-se através deles. O amor é a única coisa que vale realmente a pena. Tudo o resto é secundário. Se favorece o amor, é bom. Tudo o resto é um meio, o amor um fim. Assim, independentemente da dor, avance no amor.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Sofrer com Amor



Pág.37

“Sofrer com amor não é sofrer em vão. Sofrer com amor é criativo; eleva-o a níveis mais altos de consciência.”

Como eu costumo dizer... sofrer por amar - e aqui amar entenda-se no seu sentido mais amplo - vale sempre a pena, pois acabamos sempre a ter o retorno daquilo que fazemos... se amarmos, mais tarde ou mais cedo é amor o que acabaremos por receber... se semearmos o caos e a infelicidade é isso que recebemos também... e se já recebemos essa desarmonia, só conseguiremos quebrar o ciclo quando conseguirmos dar amor...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - A última experiência


... que é o começo de tudo...

Pág.32

“O amor conduz à última experiência – chame-lhe Deus, chame-lhe Absoluto, chame-lhe Verdade. São meras palavras. De facto, a última experiência não tem nome, é inominável, mas o amor conduz a ela.”

domingo, 3 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Leis


Pág.28

“Estão a seguir a lei, que é a coisa mais baixa da existência e a mais feia. Quando se traz o amor perante a lei está-se a cometer um crime (…).
A lei é para os que não sabem amar. A lei é para os cegos, não para os que vêem. A lei é para os que esqueceram a linguagem do coração e apenas conhecem a linguagem da mente.”


Porque quem ama não precisa de leis para saber o que está certo... e as leis complicam tanto... o que está certo é, na maioria das vezes, tão simples de perceber... além de que proporcionam descanso aos que têm preguiça de pensar pela sua própria cabeça... aos que têm preguiça de fazer um esforço por se compreenderem a si mesmos, ao mundo que os rodeia, aos outros... só assim se consegue fazer aquilo que é verdadeiramente certo... é simples, mas dá trabalho!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Felicidade e Partilha


Pág.24

“Quando se é feliz, pode-se partilhar; quando não se tem, como se partilha? Em primeiro lugar, para partilhar, deve-se ter.”

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Amor, Liberdade e Solidão, Osho - Egoísmo


Pág.23

“Se você não for egoísta não poderá ser altruísta.”

“Poderá servir os outros, mas fá-lo-á porque lhe dá prazer, porque gosta de o fazer, porque se sente feliz e afortunado por o fazer. (…) Não está a cumprir nenhum dever (…). Não é nenhum grande mártir; não está a fazer nenhum grande sacrifício.”

“Uma pessoa egocêntrica procura sempre a sua própria felicidade. E aqui está a beleza, quanto mais procurar a sua felicidade, mais facilmente poderá auxiliar os outros a serem felizes."

Já que a consciência tem regras para se erguer, tem uma lógica, uma ordem, já que há conhecimentos que devem estar em primeiro lugar do que outros, e decidir quais os que devem sustentar o resto da pirâmide é simples: são aqueles que nos são mais próximos. E o que está mais próximo de nós se não nós mesmos? Para prestarmos o devido auxílio, não devemos permitir desguarnecer-nos a nós próprios. e a qualidade do auxílio que prestamos revela precisamente a qualidade desse mesmo guarnecimento interior... é que por vezes os egos aparentemente mais fortes são os mais frágeis... geralmente a arrogância, a altivez, o orgulho costumam ser formas utilizadas para ludibriar os demais, para os fazer crer que realmente temos um ego forte... mas quando ele é de facto forte, é a humildade e a simplicidade de espírito que se verificam... e o idiota do ser humano, com frequência encara isto como fraqueza... é triste, mas o ser humano tem, de facto, aquilo que merece...